DEUS É BOM?

junho 25, 2010 às 9:48 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Vídeo bem legal sobre lógica, onipotência de Deus, o mal e o livre arbítrio. Bem bacana.

Desenvolvido por esse usuário: http://www.youtube.com/user/Zangomatic

Botei legenda sem permissão, tomara que ele não fique bravo :p

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Funcionamento da ATP sintase

junho 22, 2010 às 8:19 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Animação sobre o funcionamento da ATP sintase.

PS: não entendi o que ele quis dizer com “esses motores já existiam antes da primeira célula”. Ou o narrador leu o roteiro errado, ou então talvez queira dizer que as instruções de montagem das máquinas já deveriam existir…

O artigo fonte parece ser esse: http://creation.com/fantastic-voyage

Mas enfim, a representação do funcionamento ficou muito boa.

OS OLHOS DOS VERTEBRADOS SÃO MAL PROJETADOS?

junho 16, 2010 às 7:57 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

A fiação invertida da retina é uma “estrutura otimizada”: Nova descoberta sobre os olhos arruína Dawkins ainda mais.

Por: Jonathan Sarfati (27/05/2010).

Disponível em: http://creation.com/mueller-cells-backwardly-wired-retina-v-dawkins

Traduzido e adaptado por Maximiliano Mendes – https://crentinho.wordpress.com

Sumário

No bicentenário de Darwin ano passado, seu defensor mais proeminente e também ardente antiteísta, Richard Dawkins, escreveu um livro novo: O Maior Espetáculo da Terra. Ironicamente, ele admite sobre todos os seus livros anteriores pró-evolução:

Olhando para esses livros anteriores, eu percebi que a evidência para a evolução não está explicitada em nenhum lugar e que isso parecia ser uma lacuna a ser fechada.

Um de seus exemplos preferidos, usado há décadas, é a suposta fiação invertida da retina, um exemplo favorito das alegações de design ruim. Primeiro republicamos uma seção exemplo de nossa refutação The Greatest Hoax on Earth? mostrando que mesmo com o conhecimento existente, Dawkins não tinha razão. Então nós relatamos sobre uma nova descoberta que mostra de forma conclusiva que o suposto design inferior na verdade é superior na produção de imagens mais nítidas e melhor distinção entre as cores.

Retina com fiação invertida?

Dawkins repete uma alegação que tem feito por mais de 20 anos:

Mas eu não mencionei o mais claro exemplo de imperfeição na óptica. A retina é de trás-pra-frente.

Imagine um engenheiro apresentando para um Helmholtz contemporâneo uma câmera digital, com sua tela de pequenas fotocélulas, ajustada para capturar imagens projetadas diretamente em sua superfície. Isso faz sentido e obviamente cada fotocélula tem um fio conectando-a a um aparato computacional de algum tipo onde as imagens são combinadas. Novamente, faz sentido. Helmholtz não devolveria a câmera.

Mas agora suponha que eu diga a ele que as “fotocélulas” dos olhos estão apontadas para trás, no sentido contrário à cena que se está olhando. Os “fios” conectando as fotocélulas do cérebro se estendem por toda a superfície da retina, de forma que os raios de luz têm de passar através de um tapete de fios acumulados antes de atingirem as fotocélulas. Isso não faz sentido … (pp: 353-354 – da edição em língua inglesa)

Na verdade, faz sentido, como os oftalmologistas bem sabem, e já explicaram há anos, de forma que Dawkins não tem desculpas para repetir tais argumentos desacreditados. A analogia dele falha, pois fotocélulas não têm de ser quimicamente regeneradas, ao passo que os fotorreceptores dos olhos são quimicamente ativos e precisam de um rico suprimento de sangue para serem regenerados. Como eu escrevi em By Design, capítulo 12:

Regenerando fotorreceptores

Alguém que conhece a anatomia do olho é o Dr. George Marshall, oftalmologista, que disse:

A idéia de que o olho tem fiação invertida vem de uma falta de conhecimento sobre suas funções e anatomia.1

Ele explicou que os nervos não poderiam passar por trás do olho porque a coróide ocupa esse espaço. Isso fornece o rico suprimento de sangue necessário para o epitélio pigmentado da retina (EPR), que é metabolicamente muito ativo. Isso é necessário para regenerar os fotorreceptores e para absorver o excesso de calor da luz. Então os nervos devem estar na frente e não atrás. Mas como será mostrado abaixo, o design dos olhos supera até mesmo esse pequeno inconveniente.

Na verdade, o que limita a resolução do olho é a difração das ondas de luz na pupila (diretamente proporcional ao comprimento de onda e inversamente proporcional ao tamanho da pupila); de forma que as alegadas melhorias na retina não fariam diferença no desempenho dos olhos.

É importante notar que o design “superior” de Dawkins com os nervos (praticamente transparentes) atrás dos fotorreceptores iria requerer:

  • Que a coróide ficasse na frente da retina – porém, a coróide é opaca devido aos eritrócitos, então esse design seria tão inútil quanto um olho com uma hemorragia!
  • Que os fotorreceptores não tivessem qualquer contato com o EPR e a retina – mas sem um rico suprimento de sangue a regenerar, então provavelmente levaria meses antes de podermos ver adequadamente após termos sido fotografados com o uso de flashes ou observássemos algum objeto brilhante.

Os olhos das lulas teriam a fiação “correta”?

Alguns evolucionistas [incluindo Dawkins em O Relojoeiro Cego] alegam que os olhos dos cefalópodes (e.g. lulas e polvos) são de alguma forma “certos”, ou seja, com os nervos atrás dos receptores. Eles usam isso como um contra-argumento aos pontos na seção anterior acerca da necessidade da “fiação invertida”. Mas ninguém que já tenha investido tempo para estudar os olhos dos cefalópodes poderia fazer tais alegações com integridade. Na verdade, os cefalópodes não enxergam tão bem quanto os humanos, por exemplo, não têm visão em cores, e a estrutura dos olhos dos polvos é totalmente diferente e muito mais simples. É mais como um “olho composto com a uma lente simples”. E não é por acidente que dizemos “olhos de águia” ao invés de “olhos de lula”, pois aqueles são mais precisos, apesar das alegações de fiação invertida.

Placa de fibras ópticas

A seção acima explicou por que a fiação da retina dos vertebrados deve ser do jeito que é. Mas cientistas na Universidade de Leipzig mostraram recentemente que esse olho tem uma característica engenhosa que supera mesmo o pequeno inconveniente dos nervos transparentes na frente dos receptores de luz [o “tapete de fios acumulados” que Dawkins critica]2.

A luz é coletada e afunilada através da rede nervosa até os receptores pelas células gliais de Müller, que agem como fibras ópticas. A luz é guiada para cada cone por uma célula de Müller, ao passo que vários bastonetes compartilham uma mesma célula de Müller.

As células de Müller trabalham quase exatamente como uma placa de fibras ópticas que os engenheiros ópticos podem utilizar para transmitir uma imagem com baixa distorção sem usar uma lente. As células até mesmo têm a variação correta no índice de refração para a “transferência da imagem através da retina dos vertebrados com distorção mínima e baixa perda”2.

Realmente, as células de Müller são até melhores que as fibras ópticas, pois têm formato de funil, que coleta mais luz para os receptores. As amplas entradas para as células de Müller cobrem toda a superfície da retina de forma a coletar a maior quantidade de luz.

Um dos pesquisadores, Andreas Reichenbach, comentou:

A natureza é tão inteligente. Isso significa que há espaço suficiente no olho para todos os neurônios, sinapses e por aí vai, e ainda assim as células de Müller podem capturar e transmitir a maior quantidade de luz possível3.

O ponto cego

Dawkins ainda critica:

e fica pior. Uma conseqüência das fotocélulas apontarem para trás é que os fios que transmitem seus dados têm de passar pela retina e de volta ao cérebro de alguma forma. O que eles fazem, nos olhos dos vertebrados, é convergirem em um buraco particular na retina, onde mergulham através dela. O buraco preenchido com os nervos é chamado de ponto cego, porque é cego, mas ‘ponto’ é elogiar demais, pois ele é bem grande, mais como uma área cega, que, novamente, não nos incomoda muito devido ao ‘Photoshop automático’ cerebral. De novo, devolva, não é apenas design ruim, é o design de um completo idiota.

Ou não? Se fosse, o olho deveria ser terrível para enxergar, mas não é. Na verdade é muito bom. É bom porque a seleção natural, atuando como uma varredora de incontáveis pequenos detalhes, veio após o grande erro original, a instalação da retina ao contrário e restaurou o olho para torná-lo um instrumento de precisão de alta qualidade. (pp: 354-355).

Novamente Dawkins mostra não ter entendimento sobre a necessidade de regeneração das fotocélulas, que requer essa “fiação invertida”. Ele também apela para a petição de princípio acerca de como as mutações e a seleção natural poderiam criar o software sofisticado, que por sua vez nos remete à programação inteligente (assim como o Photoshop real). Um pouco acerca dessa programação foi explicado no capítulo 1 de By Design:

Processamento de sinais

Outra maravilhosa característica planejada da retina é o processamento de sinais que ocorre mesmo antes da informação ser transmitida ao cérebro. Isso ocorre nas camadas da retina entre as células ganglionares e os fotorreceptores. Por exemplo, um processo chamado extração de borda melhora o reconhecimento das bordas dos objetos. John Stevens, professor associado de fisiologia e engenharia biomédica, apontou que levaria um “mínimo de 100 anos de tempo Cray [um supercomputador] para simular o que ocorre no seu olho muitas vezes a cada segundo”4. E a computação analógica, em sua simplicidade, precisa de bem menos poder do que os supercomputadores digitais. Mais uma vez, o olho humano supera qualquer tecnologia humana, dessa vez em outra área.

Realmente, a pesquisa sobre a retina mostra que os 12 tipos diferentes de células ganglionares enviam 12 “filmes” diferentes, ou seja, representações distintas de uma cena visual, ao cérebro, para a interpretação final. Um filme é primariamente uma linha das bordas dos objetos, outras lidam somente com o movimento em uma direção específica e ainda outros transmitem informações sobre as sombras e luzes. Como o cérebro integra esses filmes para formar o quadro final é ainda um tema de intensas investigações. Entender isso ajudaria os pesquisadores que tentam desenvolver sensores de luz artificiais para auxiliar os cegos a enxergarem5.

O oftalmologista Peter Gurney, em sua detalhada resposta à questão: “A retina invertida seria realmente um ‘design ruim’?”6, também fala a respeito do ponto cego. Ele aponta que o ponto cego ocupa somente 0,25 % do campo visual, de forma que Dawkins está exagerando ao tentar chamá-lo de área ao invés de ponto. Ademais, é longe (15°) do eixo visual, assim a acuidade visual da região é somente cerca de 15 % em relação à da fovéola, a área mais sensível da retina, localizada no eixo visual. E ter dois olhos efetivamente significa que não há ponto cego. Então o defeito alegado é somente na teoria e não na prática. O ponto cego não é considerado uma desvantagem suficiente para impedir uma pessoa com somente um olho de dirigir um veículo motorizado privado. O principal problema ao se ter apenas um olho é a falta de visão estereoscópica.

Problemas para a estória de faz-de-conta de Dawkins sobre a evolução do olho

Em um livro anterior, A Escalada do Monte Improvável, Dawkins citou uma simulação computacional de Dan Nilsson e Susanne Pelger publicada em um artigo amplamente divulgado7. Seguindo o caminho de Darwin, que começou com uma região sensível a luminosidade quando tentou explicar a origem dos olhos, a simulação começa com uma camada sensível à luz, com uma camada transparente na frente e uma capaz de absorver a luz atrás. Mas o ancestral hipotético começa com o nervo atrás da região sensível à luz, ao invés de começar na frente, como no olho dos vertebrados. Contudo a estória de faz-de-conta evolutiva não pode fornecer uma transição de mudança dos nervos de trás para a frente, com todas as outras mudanças complexas e coordenadas que deveriam ter de ocorrer também8.

Realmente, Dawkins não tem uma explicação plausível para a origem dos componentes integrados que trabalham em conjunto para explicar a visão, tal como as que são vistas nos vertebrados. Alegar que os olhos são mal planejados porque ele não estudou o assunto de forma cuidadosa não explica como a evolução poderia tê-los criado.

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Uma nova descoberta: as células de Müller melhoram a nitidez

Na época em que o livro foi escrito, pensava-se que as células de Müller eram primordialmente direcionadores de feixes de ondas usados para transmitir a luz sem distorção, e assim, suavizar a desvantagem necessária de ter os fotorreceptores próximos do suprimento de sangue. Mas os pesquisadores Amichai Labin e Erez Ribak do Instituto de Tecnologia de Israel – Technion, em Haifa, descobriram que as células de Müller são muito mais que isso, eles dizem:

A retina é revelada como uma estrutura ótima projetada para melhorar a nitidez das imagens. … As características fundamentais da ordenação das células gliais são reveladas como uma estrutura ótima projetada para preservar a acuidade das imagens na retina humana. Elas têm um papel crucial na qualidade da visão, em humanos e em outras espécies.9

Um dos motivos é o de que as imagens podem ser distorcidas pelo “ruído” da luz, ou seja, luz que é refletida várias vezes dentro do olho ao invés de entrar diretamente através da pupila. Mas as células de Müller transmitem fortemente a luz direta para os bastonetes e cones, enquanto o ruído vaza. Isso torna as imagens mais nítidas.

Outro problema com as lentes é que elas são basicamente prismas unidos face a face e têm uma tendência de separar as cores. Isso é chamado de aberração cromática. Câmeras caras têm múltiplas lentes para tentar evitar esse problema. Mas “os ápices largos das células de Müller as permitem ‘coletar’ quaisquer cores separadas e refocá-las no mesmo cone, assegurando que todas as cores de uma imagem estejam em foco”.10

Ademais, as células de Müller são ajustadas para a região visível do espectro e deixam vazar os outros comprimentos de ondas, minimizando a radiação e o dano causado pelo calor.

Os pesquisadores dizem:

Nesse estudo, os métodos de propagação de ondas nos permitiram mostrar que o direcionamento da luz dentro do volume retinal é uma forma conveniente e biologicamente efetiva de melhorar a resolução do olho e reduzir aberrações cromáticas. Nós também descobrimos que as camadas nucleares da retina, até agora consideradas como fontes de distorção, na verdade melhoram o desacoplamento dos fotorreceptores próximos e, assim, melhoram a acuidade visual. Embora esse estudo tenha sido realizado com dados sobre as retinas dos olhos humanos, a maioria de suas conseqüências são válidas para os olhos que têm outras estruturas retinais e ópticas diferentes. Eles também são válidos para os casos mais comuns de olhos sem uma fóvea central.

A New Scientist relata:

Isso sugere que o acoplamento da luz pela células de Müller é um evento crucial que contribui para a visão como a conhecemos”, diz Kristian Franze, um neurofísico da Universidade de Cambridge e co-autor do estudo de 20072. “Esse trabalho complementa bem os nossos dados experimentais10.

Além do mais, esse design pode inspirar os cientistas a copiarem-no, outro exemplo de biomimética: “o novo entendimento do papel das células de Müller pode encontrar aplicações em melhores transplantes de olhos e designs de câmeras, diz Ribak”10.

Os evolucionistas se agarram dogmaticamente a um argumento fracassado

É notável que Kate McAlpine, escrevendo para a New Scientist, publicação manifestamente anti-Cristã, teve de admitir: “Parece errado, mas a estranha estrutura ‘de trás pra frente’ da retina na verdade melhora a visão”, após admitir que a fiação invertida da retina havia sido listada pela revista como um dos maiores erros da evolução.

Contudo, não desejando jogar fora um argumento evolutivo defunto ela diz:

“Entretanto, Kenneth Miller, biólogo da Universidade Brown em Providence, Rhode Island nos previne de que isso não significa que a retina invertida nos ajuda a ver. Ao invés disso, ela enfatiza a extensão com a qual a evolução lidou com o esboço falho. ‘a forma, orientação e estrutura das células de Müller auxiliam a retina a superar uma das principais desvantagens de sua fiação reversa’, diz Miller”10.

Miller é um Cristão declarado, mas, na prática, sua visão de mundo é indistinguível da dos ateístas radicais aos quais ele adora se aliar contra os crentes na Bíblia (veja nossas refutações aos seus livros Finding Darwin’s God (2000), Only a Theory: Evolution and the Battle for America’s Soul (2008)). Ele, como Dawkins, não tem qualificações nem em oftalmologia (diferente de Marshall e Gurney) nem em física óptica (como eu). Primeiro, ele falha em não se referir às importantes razões para que a retina tenha essa fiação invertida; e em segundo, ele falha em mostrar por que isso seria um design ruim, especialmente dadas as novas vantagens descobertas, atinentes ao direcionamento da luz. Por último, é absurdo, tendo em vista que os pesquisadores acham que esse esboço “falho” pode auxiliar a melhorar o design de câmeras!

Assim, essa descoberta enterra uma das “provas” da evolução favoritas de Richard Dawkins em O Maior Espetáculo da Terra. Mas ao julgar baseado no seu histórico, ele não irá desistir de seus argumentos falaciosos em prol de sua fé ateopática11.

Referências

  1. Marshall, G. (interviewee), An eye for creation. Creation 18(4):20–21, 1996; creation.com/marshall.
  2. Franze, K. et al., Müller cells are living optical fibers in the vertebrate retina, Proc. Nat. Acad. Sci. USA, 10.1073/pnas.0611180104, 7 May 2007; http://www.pnas.org/cgi/content/abstract/0611180104v1.
  3. Sheriff, L., Living optical fibres found in the eye: Moving light past all those synapses, The Register, 20007; http://www.theregister.co.uk/2007/05/01/eye_eye/.
  4. Byte, April 1985.
  5. Roska, B., Molnar, A., Werblin, F.S., Parallel processing in retinal ganglion cells: How integration of space-time patterns of excitation and inhibition form the spiking output, J. Neurophys. 95:3810–3822, 2006. The lead researchers wrote a semi-popular article: Werblin, F. and Roska, B., The movies in our eyes, Scientific Amer. 296(4):54–61, 2007.
  6. Gurney, P., Is our ‘inverted’ retina really ‘bad design’? J. Creation 13(1):37–44, 1999; creation.com/retina.
  7. Nilsson, D.E. and Pelger, S., A pessimistic estimate of the time required for an eye to evolve. Proc. R. Soc. Lond. B 256:53–58, 1994.
  8. Sodera, V., One Small Speck to Man: The Evolution Myth, pp. 292–302, Vij Sodera Publications, Bognor Regis, UK, 2003; the author is a surgeon.
  9. Labin, A.M. and Ribak, E.N., Retinal glial cells enhance human vision acuity, Physical Review Letters 104, 16 April 2010 | DOI:10.1103/PhysRevLett.104.158102.

10.  McAlpine, K., Evolution gave flawed eye better vision, New Scientist 206(2759), 8 May 2010.

11.  I was first alerted to this important new eye discovery by Can Darwin be rescued from a new eye discovery? Creation-Evolution Headlines, creationsafaris.com, 7 May 2010.


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