A LIGAÇÃO ENTRE O CÂNCER DE MAMA E O ABORTO

novembro 13, 2007 às 12:58 am | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

 

A LIGAÇÃO ENTRE O CÂNCER DE MAMA E O ABORTO

 

Por: Robert Cihak & Michael Glueck. NewsMax.com, July 27, 2005.

 

Tradução: Maximiliano Mendes.

O artigo original pode ser encontrado aqui:

http://www.discovery.org/scripts/viewDB/index.php?command=view&id=3018

 

As notícias sobre os perigos do aborto estão se espalhando, apesar da supressão por parte de cientistas e certos interesses – Em particular, a relação do aborto e o subseqüente câncer de mama em mulheres jovens, menores de 18 anos de idade. Elas deveriam ser informadas sobre a ligação entre o aborto e o câncer de mama, especialmente se engravidarem de forma inesperada.

 

A evidência favorecendo uma ligação entre o aborto e o câncer de mama continua a se acumular. Em uma recente compilação e análise exaustiva das evidências, na edição do verão de 2005 da National Catholic Bioethics Quarterly, o Dr. Joel Brind, professor de biologia e endocrinologia na The City University of New York’s Baruch College, atualiza a evidência a favor e contra a ligação.

 

Dentre algumas das evidências mais impressionantes está o aumento do risco de câncer de mama em mulheres jovens. Por exemplo, o estudo da Dra. Janet Daling em 1994 revelou a porcentagem estatisticamente significante de 50 % a mais de incidência de câncer de mama entre mulheres que tiveram aborto induzido, em comparação com outras mulheres.

 

Mas dentre as mulheres menores de 18, quando tiveram seu primeiro aborto, o aumento da incidência foi de 150 %. Dentre essas, 12 também tinham um histórico familiar de câncer de mama; todas elas desenvolveram a doença antes de terem completado 45 anos de idade.

 

Mulheres menores de 18 anos que não tinham um histórico familiar de câncer de mama, mas cujos abortos foram realizados após oito semanas de gestação, sofreram um aumento de 800 % na incidência de câncer de mama.

 

Uma associação do aborto com o subseqüente câncer de mama é biologicamente plausível. Destruir a primeira gravidez de uma mulher com um aborto induzido cancela a transformação normal do tecido dos seios em tecido produtor de leite. Durante essa transformação, hormônios estimulam as células dos seios a se dividirem e multiplicarem rapidamente. Após o nascimento do bebê, o tecido do seio começa a produzir leite, completando a mudança.

 

Mas interromper o processo no meio do caminho deixa muitas células dos seios ainda não completamente diferenciadas em células produtoras de leite. Células não-diferenciadas têm um potencial maior para se transformarem em células cancerígenas. Então faz sentido, biologicamente, que o desenvolvimento do tecido dos seios interrompido pelo aborto o torne mais propenso a se transformar em cancerígeno mais tarde na vida.

 

Os níveis hormonais sobem e caem de forma muito mais gradual em gravidezes que terminam em abortos espontâneos do que com abortos induzidos. Mulheres com abortos espontâneos não mostram aumento na incidência de câncer de mama.

 

Embora a Suprema Corte [dos Estados Unidos] tenha legalizado o aborto em 1973, no caso Roe vs Wade, a ligação entre esta prática e o câncer de mama ainda não era imediatamente aparente, pois a maioria das mulheres tendo abortos induzidos estavam no período mais propício à procriação, do final da adolescência até por volta dos 35 anos de idade, e a maioria das mulheres que desenvolvem câncer de mama são mais velhas, nos seus 60 e 70 anos. Em outras palavras, levaria várias décadas para que tal ligação se manifestasse.

 

Hoje em dia, as companhias farmacêuticas têm de incluir muitas informações nas bulas dos remédios, incluindo não somente os efeitos colaterais comuns e as reações adversas, mas também tudo o que aconteceu com qualquer pessoa que os tenha tomado durante os testes clínicos, relacionado ou não com o remédio. Embora a inclusão de reações insignificantes ou muito raras seja algo excessivo, as mulheres grávidas deveriam ser informadas sobre as associações biológicas plausíveis, documentadas e estatisticamente significantes do aborto com o subseqüente câncer de mama.

 

A evidência controversa não deveria ser ignorada. Como dito pela Dra. Jane Orient, diretora executiva e ex-presidente da Associação Americana de Médicos e Cirurgiões, o risco elevado é “substancial, em particular para as mulheres que abortam sua primeira gravidez jovens e que têm um histórico familiar de câncer de mama”.

 

Algumas dessas jovens, menores de 18, são praticamente adolescentes. Elas merecem uma proteção melhor do que a atualmente proporcionada pelas leis e sociedade Americana.

 

Robert J. Cihak, M.D., é um Membro Sênior e Membro do Conselho Administrativo do Discovery Institute e ex-presidente da Associação Americana de Médicos e Cirurgiões.

Michael Arnold Glueck, M.D., é um escritor que já ganhou vários prêmios e comenta acerca de questões médico-legais.

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