SISTEMA ENDÓCRINO

outubro 23, 2007 às 5:51 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativados em SISTEMA ENDÓCRINO

SISTEMA ENDÓCRINO

 

Funciona em conjunto com o sistema nervoso, exercendo as funções de coordenação e integração dos sistemas corporais. É responsável por fazer a comunicação entre as células do nosso organismo.

 

Este sistema é constituído de glândulas endócrinas secretoras de hormônios. A diferença entre uma glândula endócrina e uma exócrina, é que a exócrina mantém uma continuidade, um duto, comunicando-a com o tecido epitelial que a originou, ao passo que a endócrina perde esse duto, e seus produtos de secreção sempre são lançados na corrente sangüínea.

 

Podemos compará-lo com o sistema nervoso da seguinte forma: A comunicação feita pelo sistema nervoso é semelhante a uma ligação telefônica (os impulsos nervosos), ao passo que a comunicação feita pelo sistema endócrino é semelhante àquela feita por carta, sendo que a carta contendo a mensagem seria o hormônio, transportado pelo sangue. Sendo assim, como a velocidade do impulso nervoso (~100 m/s) é bem mais rápida do que a velocidade com a qual o sangue circula, as mensagens enviadas via sistema nervoso são mais rápidas, mas em contrapartida, as mensagens enviadas pelo sistema endócrino têm efeito mais duradouro.

 

HORMÔNIOS

 

Os hormônios são substâncias produzidas por células específicas das glândulas endócrinas, capazes de alterar o funcionamento de uma célula (alterando a expressão gênica, por exemplo). São secretados na corrente sangüínea, em resposta a algum estímulo, e nela viajam até alcançar as células destinatárias das mensagens, conhecidas como células alvo. Os hormônios regulam diversas atividades fisiológicas, como o crescimento, reprodução e homeostase (equilíbrio fisiológico).

 

 

De forma geral, vários órgãos podem produzir hormônios e atuar como glândulas endócrinas, como exemplos temos:

 

  • O coração, que produz o peptídio natriurético atrial (PNA).
  • O estômago, que produz gastrina.
  • O intestino delgado, que produz secretina e colecistocinina.

 

A tabela a seguir mostra as principais glândulas endócrinas, seus hormônios e efeitos (Modificada a partir de Amabis & Martho, Biologia dos Organismos, Moderna. 2004):

http://www.4shared.com/file/27244202/cd89e58/Tabela_hormnios_sistema_endcrino.html?dirPwdVerified=bb0d645 

Sobre as disfunções e enfermidades hormonais, podemos ressaltar:

 

  • Diabetes mellitus: Doença causada devido à inaptidão que as células dos indivíduos afligidos têm de absorver e armazenar a glicose. Pode ser devida à incapacidade das células do pâncreas sintetizarem a insulina (tipo I), ou pode ser devida à falta de receptores para insulina na superfície das células (tipo II). De qualquer forma, a doença é caracterizada por:
    • Aumento na concentração de glicose do sangue.
    • O indivíduo afligido perde bastante água excretando esse excesso de glicose.
    • Como falta glicose nas células (combustível), elas passam a obter energia a partir da queima de proteínas e lipídios.
  • Hipotireoidismo: Condição em que a tireóide produz pouca tiroxina (pode ser devida à deficiência de iodo), sendo assim, o metabolismo do indivíduo é desacelerado. As freqüências cardíaca e respiratória diminuem, a queima de glicose também (promovendo a obesidade), de forma que, em geral, o indivíduo funciona de forma mais lenta. O hipotireoidismo na infância pode levar a uma condição conhecida como cretinismo, cujos sintomas são deficiência mental e nanismo.
  • Hipertireoidismo: É o contrário do hipotireoidismo, a tireóide produz muita tiroxina, sendo assim, o metabolismo do indivíduo é acelerado. Geralmente as pessoas afligidas têm maior propensão a adquirir doenças cardiovasculares. Um sintoma típico do hipertireoidismo é a exoftalmia: Os olhos do indivíduo são grandes e saltados.
    • Bócio: Aumento exagerado da glândula tireóide devido às disfunções em seu funcionamento. Pode ser tanto devido ao hipertireoidismo, quanto ao hipotireoidismo. No primeiro caso, acredita-se que a glândula aumente de tamanho, pois as células se dividem mais rapidamente, graças a ação dos próprios hormônios tireoidianos. No segundo caso, a glândula aumenta de tamanho para tentar captar o máximo possível de Iodo, para sintetizar seus hormônios.
  • Nanismo: Falta de hormônio do crescimento (somatotrofina) produzido na adeno-hipófise. Durante a infância!
  • Gigantismo: Excesso de hormônio do crescimento (somatotrofina) produzido na adeno-hipófise. Durante a infância!
    • Acromegalia: Excesso de hormônio do crescimento (somatotrofina) produzido na adeno-hipófise, NA FASE ADULTA! Sendo assim, esse excesso não produzirá gigantismo, pois os tecidos adultos em geral não respondem mais à somatotrofina. Todavia, haverá o crecimento exagerado de certas extremidades do corpo, como a mandíbula, mãos e pés.
  • Diabetes insípido: Causada devido à falta de hormônio antidiurético. O indivíduo afligido urina em excesso e apresenta fraqueza corporal.

 

Controle da produção e secreção dos hormônios:

 

Geralmente a secreção dos hormônios é controlada por um processo chamado feedback negativo ou retroalimentação negativa. Consiste na inibição da produção de mais hormônio após a resposta biológica ter sido efetuada. Por exemplo, após uma refeição, vemos que a concentração de glicose aumenta para mais do que 1g/L (concentração normal), e a resposta é a secreção de insulina pelo pâncreas. Caso a insulina não parasse mais de ser secretada, a concentração de glicose no sangue baixaria para menos do que 1g/L, causando hipoglicemia no indivíduo, sendo então importante que a secreção deste hormônio cesse:

 

 

Todavia é importante notar o seguinte: Alguns hormônios têm sua produção e secreção controlada por feedback positivo, ou seja, a resposta biológica é o sinal para que a glândula secrete ainda mais do mesmo hormônio. Como exemplo, tem se a secreção de ocitocina pela neuro-hipófise.

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