SISTEMA NERVOSO

outubro 18, 2007 às 8:07 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativados em SISTEMA NERVOSO

SISTEMA NERVOSO

 

 

Sistema cuja função principal é a integração, coordenação e comunicação entre as partes do corpo, e entre o corpo e o ambiente. Recebe estímulos sensoriais e elabora respostas adequadas para estes estímulos.

 

Basicamente, o sistema nervoso funciona processando a informação gerada por estímulos diversos, como a dor e a fome, e elaborando ações em resposta a esses estímulos:

 

  1. Estímulo recebido por alguma estrutura sensorial.
  2. Envio da informação sensorial para o sistema nervoso.
  3. Processamento da informação pelo sistema nervoso: Informação recebida, interpretada, e ocorre a elaboração de uma resposta.
  4. Execução da resposta: Atividade do órgão ou estrutura efetora, como por exemplo, a contração da musculatura esquelética ou a secreção de uma glândula endócrina.

 

Entre 1, 2, 3 e 4, a comunicação, ou seja, o trânsito de informações / mensagens é executado pelos neurônios na forma de impulsos nervosos.

 

NEURÔNIOS: Principais células do sistema nervoso (e tecido nervoso). São células alongadas, responsáveis pela transmissão de mensagens na forma de impulsos nervosos (daqui a pouco veremos como isso ocorre).

 

Um neurônio típico é constituído de três partes básicas:

 

  • Dendritos: Prolongamentos ramificados que funcionam como “antenas” captadoras de sinais, recebendo estímulos ou impulsos nervosos provenientes de outros neurônios ou outras células sensoriais. Estes estímulos geralmente são enviados ao corpo celular.
  • Corpo Celular: Parte volumosa, onde se encontram o núcleo e a maioria das organelas citoplasmáticas. Seria o “centro de controle”.
  • Axônio: É um “cabo”, responsável por transmitir os impulsos e estímulos para outro neurônio ou para as células de uma estrutura efetora, como por exemplo, células musculares ou glândulas. O axônio pode ou não ser revestido por uma bainha de mielina, estrutura formada pelo enrolamento de parte de outras células do sistema nervoso, e que funciona como isolante elétrico. As porções do axônio não recobertas pela bainha de mielina são chamadas nós neurofibrosos.

 

 

Os neurônios se comunicam via sinapses, que podem ser dos tipos:

 

  • Elétricas, consistindo em junções do tipo gap entre duas células vizinhas.
  • Químicas, em que as ramificações terminais de um axônio não tocam os dendritos do outro. Neste caso, o espaço entre os dois neurônios é denominado fenda sináptica, e a comunicação entre os dois é feita através de moléculas liberadas neste espaço, chamadas de neurotransmissores.

 

O impulso nervoso é uma onda de despolarização da membrana plasmática de um neurônio causada pela abertura de canais de Sódio e potássio:

 

Há uma diferença nas concentrações dos íons Na+ e K+ no interior e exterior da membrana, mantida graças a ação da bomba de sódio-potássio, que retira três Na+ do interior da célula e lança dois K+ dentro da célula (sendo o balanço de cargas igual a -1). Desta forma, no neurônio em repouso, que não está transmitindo um impulso nervoso, há uma diferença de potencial entre o meio externo e o interno (ou seja, a membrana é polarizada), cujo valor é de -70 mV (o valor negativo indica o potencial em relação ao meio externo).

 

O impulso nervoso é originado graças à abertura local de outros canais de Na+ e K+, que promovem a entrada de íons Na+ e a saída de íons K+, despolarizando a membrana naquele local. A diferença de potencial entre o meio interno e o externo passa a ser de +40 mV, e isso faz com que os canais de Na+ e K+ na região adjacente também se abram, o que promove a despolarização nesta região vizinha, e esta onda de despolarização vai se propagando pelo neurônio, até chegar à região terminal do axônio, onde a despolarização promoverá a liberação de neurotransmissores na fenda sináptica, promovendo a abertura de canais de Na+ e K+ no neurônio vizinho, dando continuidade à propagação do impulso nervoso.

 

Lembrar que:

 

  • Logo após a despolarização, a região despolarizada (+40 mV) irá sofrer uma repolarização (-70 mV), para que possa transmitir impulsos nervosos posteriormente.
  • Sentido do impulso nervoso: Dendritos > Corpo Celular > Axônio.

 

A figura a seguir mostra como se dá a onda de despolarização:

 

Fonte: http://br.geocities.com/jcc5001pt/museuelectrofisiologia.htm#impulsos

 

E no link a seguir há um explicação muito boa sobre a transmissão de impulsos nervosos durante a elaboração de uma resposta reflexa. As animações são ótimas, só não roubei porque foram feitas em flash:

 

http://www.cerebromente.org.br/n10/fundamentos/animation.html

 

Além dos neurônios, o tecido nervoso também apresenta outras células, chamadas de CÉLULAS DA GLIA (glia significa cola em grego), 10 vezes mais numerosas que os neurônios, e que apresentam funções auxiliares: Nutrem e protegem os neurônios, e auxiliam-lhes a estabelecer conexões uns com os outros. Os tipos principais são:

 

  • Astrócitos: Selecionam substâncias nutritivas para os neurônios, dão a eles sustentação física (cola), e estão envolvidos na recuperação de lesões.
  • Microglia: Macrófagos especializados.
  • Oligodendrócitos: Células cujos prolongamentos se enrolam em torno dos axônios de neurônios do sistema nervoso central, formando a bainha de mielina deles.
  • Células de Schwann: Células que se enrolam em torno dos axônios de neurônios do sistema nervoso periférico, formando a bainha de mielina deles.

 

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO

 

O sistema nervoso se desenvolve a partir do tubo nervoso dorsal. A porção anterior constitui-se em uma “vesícula cerebral”, que origina outras três vesículas iniciais, e que, por sua vez, durante o desenvolvimento embrionário, originarão o restante das estruturas do encéfalo.

 

Vesícula cerebral:

 

  1. Prosencéfalo
    1. Telencéfalo

i. Cérebro

    1. Diencéfalo

i. Tálamo e hipotálamo

  1. Mesencéfalo
    1. Lobo óptico
  2. Rombencéfalo
    1. Metencéfalo

i. Cerebelo e ponte

    1. Mielencéfalo

i. Bulbo (medula oblonga)

 

A porção posterior à “vesícula cerebral inicial” originará a medula espinhal.

 

De forma geral, é importante decorar isso? Não! Em contrapartida é importante ter na ponta da língua a organização do sistema nervoso, como esquematizada a seguir:

 

 

O Sistema Nervoso (SN) é anatomicamente dividido em:

 

  1. Sistema Nervoso Central (SNC):

    1. Encéfalo: Cérebro, Tálamo, Hipotálamo, Mesencéfalo, Ponte, Cerebelo e Bulbo raquidiano (ou medula oblonga).
    2. Medula espinhal.

 

  1. Sistema Nervoso Periférico (SNP):

    1. Nervos sensoriais (ou aferentes).
    2. Nervos motores (ou eferentes):

i. SNP Somático (ou voluntário, SNPS).

ii. SNP Autônomo (ou involuntário, SNPA):

1. SNPA Simpático.

2. SNPA Parassimpático.

 

Vejamos a seguir o que cada elemento faz:

 

  • Sistema Nervoso Central (SNC): Constituído pelo encéfalo e medula espinhal. Tem como funções, o processamento e a integração das informações. É no SNC que chegam as informações sensoriais (trazidas pelo SNP), e é nele que estas informações são processadas, e as respostas são elaboradas.
  • Sistema Nervoso Periférico (SNP): Formado pelos nervos (cranianos e espinhais) e gânglios nervosos. Tem como funções, a condução de informações entre órgãos receptores de estímulos (informações sensoriais), o SNC, e os órgãos efetores das respostas.
    • Nervos: União de Neurofibras (axônios ou dendritos).
    • Gânglios nervosos: Grupos de corpos celulares de neurônios presentes em nervos sensoriais.

 

 

Estruturas do Sistema Nervoso Central (SNC):

 

Encéfalo: Parte principal do sistema nervoso, contida no interior da caixa craniana:

 

  • Cérebro: Órgão dividido em dois hemisférios que controlam os lados opostos do corpo. É o centro da memória, inteligência, aprendizado, consciência, linguagem, olfato… Apresenta a porção superficial (córtex) rica em corpos celulares de neurônios (*região chamada de substância cinzenta. Dá-se o nome substância branca, às regiões ricas em axônios). O córtex apresenta a superfície pregueada, formando sulcos. Os sulcos, por sua vez, delimitam regiões chamadas lobos, que coordenam funções específicas, como as sensações, os movimentos, a interpretação de ações e a elaboração de planos de ação.
  • Tálamo: Estação retransmissora de impulsos nervosos provenientes do corpo para serem processadas no cérebro (corpo > cérebro > corpo, tudo passando pelo tálamo).
  • Hipotálamo: Controle da homeostase (estabilidade fisiológica). Ajusta o organismo de acordo com as condições do ambiente.
  • Mesencéfalo: Coordenação do tônus muscular e postura corporal.
  • Ponte: Entre o córtex cerebral e o cerebelo, envolvida na coordenação dos movimentos e equilíbrio do corpo.
  • Cerebelo: Responsável pelo equilíbrio do organismo, pois faz o ajuste fino dos movimentos. Ex: Se você se curva demais para a direita, ao ponto de cair, o que acontece? Você levanta a perna e braço esquerdos pra se equilibrar não é mesmo?
  • Bulbo raquidiano ou medula oblonga: Regula as freqüências cardíaca e respiratória (recebe informações a respeito da concentração de CO2 no sangue), responsável também pelos reflexos de espirro e tosse (visto que controla a contração dos músculos respiratórios), e secreção de saliva.

 

Medula espinhal: Cordão cilíndrico alojado na coluna vertebral, que atua como estação retransmissora graças aos nervos que partem dela: Várias informações sensoriais passam por ela antes de chegar ao encéfalo, e várias respostas elaboradas pelo encéfalo passam por ela, antes de chegarem aos órgãos efetores. Elabora também respostas simples e rápidas com função de defesa (reflexos).

 

Ao contrário do cérebro, na medula espinhal, os corpos celulares dos neurônios (substância cinzenta) estão localizados na porção interna, e as neurofibras (substância branca) localizam-se na porção externa.

 

Meninges: As estruturas do SNC são revestidas por três membranas de tecido conjuntivo, chamadas meninges:

 

  • SNC > Pia-máter > Aracnóide > Dura-máter > Crânio ou vértebras.

 

O espaço entre a pia-máter e a aracnóide e as partes ocas do SNC (lembre-se de que é um tubo nervoso dorsal!) são preenchidas pelo líqüido cérebro-espinhal, ou cefalorraquidiano, com função de absorção de choques e transporte de substâncias.

 

Estruturas do Sistema Nervoso Periférico (SNP):

Como já visto, é constituído pelos nervos e gânglios, que conectam o sistema nervoso central ao ambiente.

 

Classificação dos nervos:

 

  • Aferentes ou sensitivos (raiz dorsal): Conduzem informações para o sistema nervoso central.
  • Eferentes ou motores (raiz ventral): conduzem informações provenientes do sistema nervoso central (as respostas) para as estruturas efetoras.
  • Mistos: Contêm neurofibras de neurônios sensitivos e motores.

 

  • Nervos cranianos (12 pares): Ligados ao encéfalo.
  • Nervos Raquidianos (ou espinhais, 31 pares): Ligados à medula espinhal.

 

SNP Somático ou voluntário: Efetua movimentos voluntários, ou seja, de acordo com a sua vontade. Formado por neurofibras motoras que levam a informação (conduzem o impulso nervoso) do SNC aos músculos estriados esqueléticos.

 

SNP Autônomo, ou involuntário, ou visceral: Efetua movimentos involuntários, ou seja, que independem da sua vontade. Regula a atividade interna do organismo, ao controlar a atividade de outros sistemas (circulatório, digestório…). Controla o automatismo dos órgãos internos. É formado por neurofibras que conduzem as informações do SNC às células musculares lisas, à musculatura estriada cardíaca, e diversas glândulas.

 

  • SNPA Simpático e Parassimpático: O SNP Autônomo é subdividido em dois ramos, o Simpático e o Parassimpático, que apesar de atuarem nos mesmos órgãos, agem de forma antagônica, a fim de ajustar o funcionamento do organismo às diversas situações ambientais. Enquanto um estimula o outro inibe, e vice versa. De forma geral:
    • O simpático (SNPAS) atua no sentido de preparar o organismo para lidar com situações que envolvem gasto energético (caça, fuga…).
    • O parassimpático (SNPAP) atua no sentido de preparar o organismo para lidar com situações de economia de energia (como relaxar).

 

Reflexos e atos reflexos: Movimentos rápidos e involuntários, elaborados pela medula espinhal, sem a interferência do encéfalo, geralmente em situações de emergência, com o intuito de resguardar a integridade física do organismo.

 

Retirada de: http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso5.asp

 

Observe que no reflexo de retirada (lado direito da figura) há um neurônio associativo, ou interneurônio, cuja função é a de conduzir o impulso nervoso para o neurônio motor e para o encéfalo, para que se tome consciência do fato ocorrido.

 

DROGAS PSICOTRÓPICAS: Substâncias capazes de alterar o funcionamento dos neurônios, e induzir o indivíduo à dependência e tolerância:

 

  • Dependência: Necessidade em continuar a utilizar a substância;
  • Tolerância: Necessidade de consumir a droga em maiores quantidades, para se obter o mesmo efeito.

 

Podem ser de três tipos:

 

  • Depressoras do SNC:Diminuem a atividade mental”, o SNC passa a funcionar de forma mais lenta. Exemplos: Álcool e ópio.
  • Estimulantes do SNC:Aumentam a atividade mental”, estimulam a atividade do SNC. Exemplos: Cocaína, Crack e Nicotina.
  • Alucinógenas ou perturbadoras do SNC: Alteram a pecepção do indivíduo, perturbam o funcionamento do SNC. Exemplos, LSD e maconha.

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