CIÊNCIA VS RELIGIÃO: UM CONFRONTO INEXISTENTE!

outubro 15, 2007 às 12:17 am | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

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Que tal ver agora uma visão bem mais ofensiva sobre o tema?

CIÊNCIA VS RELIGIÃO

UM CONFRONTO INEXISTENTE!

Maximiliano Mendes – Atualizado em 10/12/2008

O clero secular

É muito comum vermos notícias em revistas ou jornais tratando do suposto conflito entre a ciência – “objetiva, imparcial e progressista”, contra a religião – “dogmática, preconceituosa e obscurantista”. As publicações de nível popular freqüentemente trazem notícias cujo objetivo principal parece ser desafiar a fé Cristã. Todos os anos, na época da Páscoa, já estamos acostumados a ver Jesus Cristo nas capas das revistas, e é comum nos sentirmos desconfortáveis ao ler matérias com títulos questionando a divindade dele (às vezes questionam até mesmo se ele existiu!), ou afirmando sem sombra de dúvidas que a ciência está bem próxima de explicar a origem do Universo, da vida e do homem, e, portanto, não precisamos apelar para uma divindade todas as vezes que os cientistas ainda não forem capazes de esclarecer algo. Na verdade, vários cientistas criticam duramente quem ousar dizer que um agente, uma divindade, teve papel ativo em processos que eles não sabem explicar. Dizem que se está invocando um “deus” para preencher as lacunas, uma atitude anticientífica, e crêem que todas essas lacunas do conhecimento científico serão efetivamente preenchidas. Exagerando um pouco: De acordo com eles, algum dia, potencialmente, a humanidade se tornará onisciente e conhecerá por completo toda a realidade do Universo.

Essa é a opinião de um novo clero, secular, modernista e cujos clérigos pregam nas universidades vestidos de jaleco branco. Aos seus pronunciamentos a mídia em geral atribui status de verdade absoluta: “A teoria da evolução explica a origem das espécies e do homem, somos apenas produto do acaso e das leis naturais. O relato da Criação descrito no livro de Gênesis é mitológico.” Acredita-se que tais afirmações são feitas revestidas do mais cristalino racionalismo e imparcialidade. Como pode o leigo discordar da autoridade de alguém que passou anos estudando antes de declarar alguma coisa de forma objetiva e neutra? Mas será que esse é realmente o caso?

O mito da neutralidade

Jesus Disse em Mateus 12:30 – Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha (NVI). É de extrema importância que o leitor perceba de imediato o seguinte: Não existe imparcialidade, somos todos tendenciosos. A afirmativa pode inicialmente parecer absurda, justamente porque somos ensinados do contrário. Perpetua-se um mito (da neutralidade) de que o establishment secular é imparcial em suas análises, pois seu ponto de vista é livre de influências filosóficas ou religiosas. Infelizmente para eles, esse tipo de pensamento é inviável, visto que todo ser humano se baseia em uma série de pressupostos subjetivos para guiar sua interpretação acerca dos fatos da realidade [1]. Se o Cristão investiga o mundo natural, espera-se que faça isso partindo do pressuposto de que a Palavra de Deus é a Verdade: No princípio Deus criou os céus e a terra (Gênesis 1:1 – NVI). Em contrapartida, o ateu, adepto do naturalismo filosófico, investigará o mundo natural partindo do pressuposto de que ele é tudo o que existe, considera-se que o Universo é uma entidade auto-existente ou que surgiu a partir do nada.

Realmente, o pressuposto que orienta o funcionamento do establishment secular é o naturalismo filosófico. Esta filosofia afirma que a natureza, o mundo material, é tudo o que existe. Não há uma realidade ou mundo sobrenatural, e, portanto, não existe a possibilidade de que em algum momento da história houve intervenções sobrenaturais ou milagres [2] (Aqui, a palavra “materialismo” também será utilizada como sinônimo dessa filosofia). Essa é a crença básica do ateísmo, visão de mundo baseada no naturalismo. Uma visão de mundo ou cosmovisão pode ser definida como o modo pelo qual uma pessoa vê ou interpreta a realidade [3].

Esta tendenciosidade secular foi muito bem exposta pelo geneticista de Harvard, Richard Lewontin [4]:

Nós adotamos o lado da ciência, apesar dos evidentes absurdos de algumas das suas idéias, apesar da sua falha em realizar muitas das suas promessas extravagantes sobre a vida e a saúde, apesar da tolerância da comunidade científica por estórias do tipo “é por que é” não verificadas, porque nós temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo.

Não é que os métodos e institutos da ciência de alguma forma nos obriguem a aceitar uma explicação material do mundo perceptível, mas, pelo contrário, nós é que somos forçados pela nossa adesão a priori pelas causas materiais a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzem explicações materiais, não importa o quão contra-intuitivo, não importa o quão incompreensível para o não iniciado. Além do mais, esse materialismo é um absoluto, pois nós não podemos permitir que Deus bata em nossas portas.

O eminente estudioso de Kant, Lewis Beck costumava dizer que qualquer um que poderia crer em Deus, poderia crer em qualquer coisa. Apelar para uma divindade Onipotente é permitir que a qualquer momento as regularidades da natureza possam ser rompidas, que milagres podem acontecer.

Ainda sobre o absolutismo do materialismo, John Rennie, editor da revista Scientific American (americana) diz [5]:

“Ciência da Criação” é um termo contraditório. Um dogma central da ciência moderna é o naturalismo metodológico – Que busca explicar o Universo puramente em termos de mecanismos naturais testáveis e observáveis.

(Vale ressaltar que esse dogma não é deduzido a partir do método científico, mas sim a partir de uma suposição metafísica externa a ele [6].)

Acreditar na possibilidade da ocorrência de milagres não faz com que seja impossível realizar ciência empírica. Aliás, a base da ciência moderna é a suposição de que o Universo é ordenado, pois foi criado por um Deus ordeiro. De acordo com o antropólogo e escritor Loren Eiseley [7]:

A filosofia da ciência experimental … começou suas descobertas e a utilizar seus métodos, crendo, e não sabendo, que estava lidando com um Universo racional controlado por um criador que não age de forma volúvel e nem interfere com as forças que colocou para operar … Certamente esse é um dos paradoxos curiosos da história da ciência, que profissionalmente tem pouco a ver com a fé, mas deve suas origens a um ato de fé, que o Universo pode ser racionalmente explicado, e a ciência de hoje em dia é sustentada por esta suposição.

E a Palavra de Deus nos diz em Jeremias 33:25 (NTLH): Mas eu, o Senhor, digo que fiz leis para o dia e a noite e leis que controlam a terra e o céu.

De qualquer forma, a leitura das citações de Richard Lewontin e John Rennie deixa claro que a imparcialidade secular é efetivamente um mito, e eles nos revelam uma característica básica do naturalismo: Qualquer explicação que adote o pressuposto de que existe um Deus criador, é imediatamente descartada como inválida. Os documentos históricos contidos no Novo Testamento da Bíblia Sagrada nos fornecem evidências para se crer que Jesus operava milagres e foi ressuscitado dos mortos por Deus. Como o naturalismo exclui a priori qualquer explicação que envolve um fator sobrenatural, não se admite que isso realmente tenha acontecido. As explicações naturalistas então são coisas do tipo: “A Bíblia é uma farsa!”, “Os discípulos foram hipnotizados”, “É só uma coleção de estórias fictícias com valor moral”… E esse é o tipo de reportagem que inunda as capas das revistas populares.

É interessante analisar essas explicações naturalistas sobre fatos contidos na Bíblia, pois algumas chegam a beirar o absurdo. Os trechos Bíblicos em João 6:16-21; Mateus 14:22-33 e Marcos 6:45-51, nos mostram Jesus operando o milagre em que andou sobre as águas. Recentemente, Doron Nof, oceanógrafo da Universidade da Flórida, realizou um estudo tendo por base este relato, e em resumo, a conclusão foi a de que quando Jesus andou sobre as águas, na verdade estava andando sobre o gelo [8]! Qual é o motivo disso? Tais pesquisadores não podem admitir um milagre de forma alguma, e sendo assim, devem tentar explicar este relato, supondo contra todas as evidências, que houve a possibilidade de formação de pedras de gelo no mar da Galiléia, mesmo que ninguém nunca tenha observado isso [9]. De acordo com o próprio Dr. Nof:

Como cientistas naturalistas, nós simplesmente explicamos que provavelmente processos únicos de congelamento aconteceram naquela região somente algumas poucas vezes durante os últimos 12000 anos.

Se ele estiver correto, podemos dizer que Jesus chegou na hora certa não é mesmo?

Walking on Water, de Brian Jekel.

É curioso apontar que o mesmo Dr. Nof já abordou outro tema Bíblico anteriormente. Em 1992, seu grupo de pesquisa propôs que uma forte ventania havia exposto um caminho de terra firme localizado no fundo do mar vermelho, permitindo que os israelitas escapassem dos egípcios [10]. Eu gostaria de sugerir ao Dr. Nof que não deixe de publicar um artigo propondo que a cabeleira de Sansão funcionava como um sistema de polias capaz de ampliar grandemente a sua força…

Como todos interpretam os fatos baseando-se em pressupostos subjetivos, então a segunda coisa que o leitor deve perceber é a seguinte:

Os fatos não falam por si

Todos os fatos, resultados experimentais, evidências e etc. são interpretados de acordo com um sistema [11-13]. Esse sistema é constituído de pressupostos subjetivos baseados de acordo com a visão de mundo do interpretador. No que diz respeito à disputa “ciência vs religião”, várias pessoas tendem a pensar de forma equivocada que se trata de uma competição em que ganha quem tiver mais evidências ao seu favor. Esse é um grande engano, pois as evidências e os fatos do mundo real são os mesmos, tanto o ateu quanto o Cristão observam que existem organismos vivos neste planeta, mas ambos irão sugerir interpretações e teorias distintas para tentar explicar a origem do Universo, vida e etc.

Tendo em vista que os fatos não são neutros, não falam por si, e devem necessariamente ser interpretados de acordo com os pressupostos subjetivos de quem os analisa, chegamos a um dos pontos mais cruciais no que diz respeito ao suposto conflito entre ciência e religião: A “Ciência” não é uma entidade pessoal, é uma ferramenta (ou um método) utilizada por entidades pessoais: nós. Portanto, ela não diz nada sobre coisa alguma, quem diz alguma coisa sobre algo são as pessoas, que interpretam os fatos baseando-se em pressupostos subjetivos, dentre os quais, o naturalismo filosófico ou o Cristianismo!

Qualquer argumento ou análise que não esteja de acordo com o naturalismo filosófico e admita a existência de uma realidade externa a esse mundo material, é, portanto, sumariamente descartada como sendo religiosa, fundamentalista e tendenciosa. Isso é pura e simplesmente uma forma de se banalizar questões importantes. Atualmente existe um grande debate sobre temas bastante difíceis, como o aborto, pesquisas com células tronco embrionárias humanas e desafios ao evolucionismo, mas novamente, qualquer opinião que se oponha ao pensamento do clero secular é imediatamente tachada como religiosa e sem valor prático. Isso significa que essas opiniões devem permanecer fora da esfera pública, sendo consideradas apenas como questões de foro íntimo. Aplicar o rótulo de “religioso” em determinado argumento tem um poder de persuasão incrível diante do público em geral, pois a maioria das pessoas crê que os cientistas e o establishment secular são imparciais e objetivos (e já foi mostrado que isso não é verdade). Apesar de não ser uma religião como o Cristianismo, o secularismo também tem o seu “inferno”: a ignorância. É como se eles proclamassem: Quem não acredita em nós, nas nossas explicações científicas, é ignorante! E aí está a magia do artifício retórico: ninguém quer ser chamado de ignorante ou ser visto como um.

Talvez o leitor já tenha percebido o cinismo dos secularistas ateus: Mesmo sendo tendenciosos e também atuarem baseados de acordo com uma visão de mundo, acusam outras pessoas de agirem da mesma forma que eles, mas dando a entender que eles mesmos não agem assim. Como diria Lênin, um dos principais responsáveis pelo terror comunista soviético do Século XX: Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz [14].

Intolerância religiosa disfarçada

Os procedimentos da pesquisa científica apresentam limitações, é claro que não existe a possibilidade de se colocar Deus em um tubo de ensaio e executar um experimento com ele. Em princípio, só podemos experimentar com aquilo que podemos manipular: objetos que fazem parte do mundo natural. Este conceito, em princípio não entra em conflito com a fé Cristã. Inclusive, é importante distinguir entre dois “tipos” de modalidades científicas [15-16]:

  • A ciência operacional, mais comum, que lida com processos observáveis e que podem ser repetidos, no presente.
  • A ciência das origens, como o evolucionismo e o criacionismo, constituída de especulações sobre eventos que supostamente ocorreram no passado, e que por conta disso, não podem mais ser observados e repetidos.

A forma mais segura de se saber algo sobre o passado é contar também com um depoimento confiável. Para um Cristão, o depoimento mais confiável de todos seria a Bíblia, cujo autor, Deus, foi o responsável direto pelos eventos que a ciência das origens procura explicar. (O tema das origens será abordado adiante.).

De qualquer forma, atualmente, a palavra ciência passou a fazer parte do arsenal erístico dos militantes ateístas, sendo utilizada de forma inapropriada como sinônima de naturalismo filosófico (ou materialismo, ou fisicalismo…). Nas palavras de Phillip Johnson, autor de livros sobre a Teoria do Design Inteligente [17]:

Eu não acho que o assunto já tenha sido realmente confrontado nesse debate … O que os anti-Darwinistas chamam de naturalismo metafísico, os Darwinistas chamam de “ciência”, e insistiam que se a ciência deixar de ser naturalista, ela deixaria de ser ciência. Simplificando o assunto ao máximo possível, a resposta Darwinista à questão apresentada não foi “Não, isso está errado, pois o Darwinismo pode ser defendido sem se assumir uma perspectiva naturalista”. Ao invés disso, eles responderam: “E daí? Tudo o que você está dizendo é que o Darwinismo é ciência.”

Em geral, os secularistas afirmam que a ciência empírica é a única forma de se conhecer efetivamente a realidade, quaisquer outras coisas, e inclui-se aqui a revelação divina, são imediatamente descartadas. Sendo assim, é importante que se refute a idéia de que a ciência empírica (experimental) é a autoridade máxima e final no que diz respeito ao conhecimento da realidade e porta-voz oficial da Verdade.

Acompanhe a seguir um trecho parafraseado de um debate entre o apologista Cristão William Lane Craig Vs. o ateu Peter Atkins [18]:

  • Atkins: Não há necessidade de Deus. Qualquer coisa no mundo pode ser compreendida sem necessariamente se evocar um deus. Você precisa aceitar que é possível ter uma visão assim com relação ao mundo.
  • Craig: Certamente isso é possível. Mas…
  • Atkins (interrompendo): Você nega que a ciência possa ser a responsável por todas as coisas?
  • Craig: Sim, eu realmente nego que a ciência possa ser responsável por todas as coisas.
  • Atkins: Então, por quais coisas ela não pode ser responsável?
  • Craig: Creio que existe um grande número de coisas que não podem ser cientificamente provadas, mas que é racional aceitar:
    • Matemática e lógica (a ciência não pode prová-las porque a ciência as toma como pressupostos);
    • Verdades metafísicas (como, por exemplo, a existência de outras mentes além da minha própria);
    • Julgamentos éticos (você não pode provar pela ciência que os nazistas eram maus porque a moralidade não está sujeita ao método científico);
    • Julgamentos estéticos (o belo, assim como o bom, não pode ser cientificamente provado); e ironicamente,
    • A própria ciência em si (a crença de que somente o método científico descobre a verdade não pode ser provada pelo próprio método científico [Pois essa crença é baseada em uma filosofia, e não no método]).

Você também pode assistir ao trecho em vídeo aqui:

Raciocinemos um pouco mais sobre este ponto: Caso algum pesquisador queira descobrir, por exemplo, se a luz é um fator indispensável para que uma planta realize o processo de fotossíntese, creio que o leitor concorda que será necessário elaborar um experimento que siga uma série de padrões já bem estabelecidos pela metodologia científica, sem problemas aqui. Entretanto, ao chegar em casa e abraçar a esposa e os filhos, será que esse mesmo pesquisador precisa elaborar algum experimento a fim de comprovar empiricamente que ama sua família ou ele já sabe disso mesmo sem nunca ter se submetido ao processo experimental? Ora, fica claro que a ciência empírica não é a única forma de se conhecer a realidade. Além do mais, uma visão de mundo baseada no naturalismo filosófico afirma coisas que certamente não pode comprovar: Que nunca houve um milagre ao longo de toda a história da humanidade, e não somente isso, que não existe uma realidade sobrenatural. Ou seja, afirmam que algo fora do alcance do método científico não existe, ao mesmo tempo em que o próprio método científico é limitado e, em nome da ciência, não se pode afirmar nada fora de seus limites. Paradoxal não?

De qualquer forma, ainda pode-se alegar que a “ciência deve ser separada da religião”, pois cada uma deve lidar com domínios distintos e não interferentes (ou que não se sobrepõem). Essa idéia foi criada pelo famoso paleontologista da Universidade de Harvard, Stephen Jay Gould, que criou uma espécie de fórmula pacificadora. De acordo com ele [19]:

Não deveria haver conflito [entre ciência e religião], pois cada sujeito tem um magistério ou domínio legítimo de autoridade de ensino – e estes magistérios não deveriam se sobrepor (princípio que eu gostaria de chamar MNI, “magistérios não interferentes” [NOMA, Non Overlapping Magisteria]).

A rede da ciência cobre o Universo empírico: do que ele é feito (fato) e porque ele funciona desta forma (teoria). A rede da religião se estende sobre questões de moralidade e valores. Estes dois magistérios não se sobrepõem nem abrangem todas as questões (considere, para começar, o magistério da arte e o significado da beleza). Citando os grandes clichês, nós dizemos a idade das rochas, e a religião possui a Rocha Eterna [Jesus Cristo]; estudamos como os céus operam, e eles determinam como ir para o Céu.

A primeira vista até parece ser uma posição bem razoável, mas vamos analisar alguns pontos principais a seguir [20]: É verdade que alguns domínios da ciência são metafisicamente neutros, e que certos assuntos realmente não se sobrepõem, por exemplo, estudar acerca da doutrina da trindade é algo puramente dentro do domínio teológico, ao passo que a análise nutricional de certo animal é um tema científico metafisicamente neutro. Entretanto, o problema é que a religião Cristã tem muito a dizer sobre muitos fatos, ela diz que Deus criou os céus e a terra, ela afirma que em determinado momento, historicamente verificável, um homem fazia milagres e posteriormente ressuscitou dos mortos… Ora, de acordo com a idéia dos MNI de Gould, esses fatos não são de domínio da religião, mas sim da ciência. Mas como a ciência é baseada no naturalismo e não pode admitir a ocorrência de milagres, vejamos, primeiramente de acordo com o próprio Gould [21]:

O primeiro mandamento para todas as versões de MNI talvez possa ser resumido com esta declaração: “Não misturarás os magistérios, dizendo que Deus ordena diretamente eventos importantes na história da natureza por meio de interferência especial, conhecida somente mediante revelação e não acessível à ciência”.

(Por exemplo, ele diz que a aparição de Jesus ressuscitado ao apóstolo Tomé é só uma estória de valor moral [22].)

Sendo assim, Phillip Johnson conclui sobre a fórmula dos MNI e sobre Gould [23]:

Gould até permite por condescendência que os religiosos expressem suas opiniões subjetivas sobre a moralidade, desde que não interfiram com a autoridade que os cientistas têm de determinar os fatos – um dos quais é o de que Deus é só um mito confortador.

Johnson também comenta que se o MNI é uma fórmula pacificadora, deve ter tomados seus princípios do apartheid! É óbvio que não é possível conciliar o Cristianismo com o naturalismo, justamente por não se tratar de um conflito entre a ciência e a religião, mas sim entre duas cosmovisões, ou até mesmo, se preferir, duas religiões (daí o título do artigo). Ambas procuram responder às mesmas grandes questões: de onde viemos e, em grande extensão, existe algo como uma alma imaterial?

E a evolução?

Definitivamente, o campo em que se travam as maiores batalhas entre o Cristianismo e o naturalismo filosófico é o campo das origens. Em primeiro lugar é importante que saibamos definir “evolução”, e não somente isso, devemos saber distinguir os significados distintos em que se utiliza essa palavra.

Evolução biológica é simplesmente mudança: as freqüências genotípicas das populações sofrem modificações ao longo das gerações, de forma que graças a este processo, pode haver a formação de novas espécies na medida em que as variedades mais aptas a viver em certo ambiente são selecionadas (as variedades que apresentam vantagens seletivas). Isto é algo que efetivamente se observa, é a chamada parte fato da evolução, e não tem nada a ver com crença ou comprometimento a priori com qualquer tipo de pressuposição subjetiva.

Lembrando: especiação não é um processo antibíblico como alguns pensam. O que está traduzido como “espécie” na sua Bíblia, em hebraico é miyn, traduzida como tipo kind, nas Bíblias de língua inglesa. [24].

Em contrapartida, chamaremos evolucionismo (ou evolucionismo naturalista), uma espécie de doutrina metafísica que é, em essência, um dos conceitos fundamentais do ateísmo tradicional: a crença em que o Universo é auto-existente, ou seja, sempre existiu, e que toda a vida surgiu e evolui através de processos não-inteligentes, acaso e leis naturais. A vida surgiu por sorte e não por planejamento.

Muito comumente, ambos os termos são utilizados como sinônimos. Aqui, quando nos referimos à evolução ou à teoria da evolução, estaremos nos referindo ao evolucionismo. Porém, os próprios secularistas confundem os dois termos de forma propositada, e o intuito disso é extrapolar os fatos observados, para se justificar o que não é observado! A citação a seguir, de Jonathan Sarfati, explica muito bem essa tática [25]:

O que é evolução? É de importância vital que palavras como “evolução” sejam utilizadas de forma precisa e consistente. A teoria da “evolução” que os evolucionistas estão realmente promovendo, e que os criacionistas se opõem, é a idéia de que partículas se transformaram em pessoas ao longo do tempo, sem qualquer necessidade de um Designer Inteligente. O evolucionista [Gerald A.] Kerkut definiu de forma precisa a sua Teoria Geral da Evolução (TGE), como: “teoria em que todas as formas de vida do mundo surgiram de uma única fonte, que por sua vez, veio de uma forma inorgânica.” Ele continua: “A evidência que apóia isso não é forte o bastante para que a consideremos qualquer coisa a mais do que uma hipótese a ser trabalhada.” [G.A. Kerkut, Implications of Evolution (Oxford, UK: Pergamon, 1960), p. 157.]

Entretanto, muitos propagandistas da evolução são culpados da prática enganadora da tergiversação, ou seja, mudar o sentido de uma única palavra (evolução) no meio de um argumento. Uma tática comum, “trocar a isca” [bait-and-switch], consiste simplesmente em produzir exemplos de mudança ao longo do tempo, chamar isso de “evolução”, e então afirmar que isso implica que a TGE está, portanto, provada ou é essencial, e a criação refutada. A série de TV PBS Evolution, e o artigo 15 Answers to Creationist Nonsense, da revista Scientific American são cheios de exemplos dessa falácia.

Em resumo, mostram-se exemplos de mudanças em seres vivos (fato observado), e esses processos são apresentados para o público como se fossem fatos que comprovam o Evolucionismo. Vejamos uma definição de evolução [26]:

Em termos modernos, podemos definir evolução como uma mudança na composição genética da população ao longo do tempo. Eventualmente, uma população pode acumular mudanças o bastante para constituir uma nova espécie – uma nova forma de vida. Assim, também podemos usar o termo evolução em uma grande escala, para denotar a aparição gradual de toda a diversidade biológica, dos primeiros micróbios à enorme variedade de organismos vivos hoje em dia.

O trecho sublinhado mostra muito bem a extrapolação.

Conclui-se que o evolucionismo é basicamente o ramo científico do naturalismo. Ou pelo menos pretende ser, pois de acordo com os próprios padrões dos modernistas ateus, para que algo seja considerado verdadeiramente científico, é necessário que preencha certos requisitos. No caso da teoria geral da evolução (ou qualquer outra teoria), é importante que exista a possibilidade de que ela possa ser falseada ou refutada. Utilizando um exemplo bem simples, a teoria da gravidade de Newton afirma que os corpos se atraem, mais simples ainda, corpos como os nossos, localizados aqui na superfície do planeta são atraídos para o seu centro. Essa teoria pode ser facilmente refutada caso se observe que alguém inicialmente na superfície da terra, ao invés de ser atraído para o centro dela, passe a ser repelido! O exemplo é bem dramático, mas serve para definir o que é falseabilidade.

De forma geral, a alternativa para o evolucionismo seria alguma forma de Criacionismo. Considero adequado definir Criacionismo como qualquer hipótese ou teoria que procure explicar o surgimento do Universo e da diversidade da vida como sendo resultado de agência (seja de Deus, de deuses ou até certo ponto de seres extraterrestres). Nesta categoria incluem-se então desde o criacionismo bíblico da terra jovem, passando pelo Design Inteligente, até o chamado evolucionismo teísta (que pura e simplesmente é a mesma coisa que criacionismo em câmera lenta).

O establishment secular adotou o evolucionismo como paradigma vigente em praticamente todos os campos da ciência, e rejeita categoricamente a possibilidade de considerar o Criacionismo como hipótese ou teoria científica, pois seus clérigos afirmam que ele não pode ser falseado. Realmente, eu concordo que o Criacionismo como visão de mundo, em princípio não pode ser falseado, apesar de que algumas previsões que o tomam por base possam ser. Entretanto, a pergunta que devemos fazer é: o evolucionismo pode ser considerado como uma teoria científica capaz de ser testada e falseada?

Em certo ponto de sua carreira, Karl Popper, notório filósofo da ciência (e evolucionista!) afirmou [27]:

… Eu cheguei à conclusão de que o darwinismo não é uma teoria científica testável, mas sim um programa de pesquisa metafísico – um sistema possível para teorias científicas testáveis.

Um comentário do Dr. Michael Behe, Professor de bioquímica e autor do famoso livro A Caixa Preta de Darwin, sobre a falseabilidade da teoria da evolução também é muito esclarecedor [28]:

A Academia Nacional de Ciências [Americana] afirmou que o design inteligente não é falseável, e eu acho que isso é justamente o oposto da verdade. O design inteligente é bastante sujeito à falsificação. Eu alego, por exemplo, que o flagelo bacteriano [estrutura bacteriana utilizada para a locomoção] não pode ser produzido pela seleção natural; ele precisa ter sido propositadamente projetado. Bem, tudo o que um cientista tem de fazer para provar que eu estou errado é pegar uma bactéria sem flagelo, ou eliminar os genes que codificam o flagelo de uma bactéria, ir para o seu laboratório, cultivar o micróbio por um longo período, e ver se ele produz alguma coisa que se assemelhe a um flagelo. Se isso tiver acontecido, o design inteligente, da forma como eu o entendo, terá sido nocauteado. Eu certamente não espero que isso aconteça, mas [o design inteligente] é facilmente falseável por uma série de experimentos como esse.


Agora nos voltemos para o outro lado e perguntemos: Como podemos falsear a afirmação de que foi a seleção natural que produziu o flagelo bacteriano? Se esse mesmo cientista fosse para o laboratório e eliminasse os genes do flagelo, cultivasse a bactéria por um longo período, e nada acontecesse, bem, ele diria que talvez não tivesse começado com a bactéria certa, talvez não tenha esperado tempo suficiente, talvez precisasse de uma população maior, e então seria muito mais difícil falsear a hipótese Darwiniana.


Eu acho que o oposto é que é verdade. Eu acho que o design inteligente é facilmente testável e falseável, embora não tenha sido falseado, e o Darwinismo é muito resistente a ser falseado. Eles podem sempre alegar que alguma coisa não estava bem.

O evolucionismo não pode ser falseável, mas como os secularistas descartam qualquer coisa que se oponha ao naturalismo, os editores de jornais e periódicos científicos profissionais agem no sentido de impedir que os artigos científicos partindo dos pressupostos contrários ao naturalismo sejam publicados. Pura intolerância religiosa disfarçada. Pode se enunciar esta regra da seguinte forma: Os evolucionistas só aceitam como científicas as teorias e artigos publicados nos jornais baseados no naturalismo filosófico, e estes jornais, como regra, impedem que se publique qualquer coisa pró-criacionismo ou pró-design inteligente neles [29].

Um exemplo recente e marcante dessa inquisição secular foi o caso envolvendo Richard Sternberg. Sternberg era o editor de um periódico secular, o Proceedings of the Biological Society of Washington, que perdeu seu cargo exatamente por permitir que um artigo pró-design de autoria de Stephen Meyer, teórico do Design Inteligente, fosse publicado no jornal em Outubro de 2004. Apesar de ser um evolucionista, Sternberg, além de dispensado, foi tachado de “Criacionista enrustido” [29-30]! Outro caso envolveu o astrofísico Guillermo Gonzalez, professor assistente na Universidade do Estado de Iowa, autor de um livro pró-design chamado The Privileged Planet. Mesmo preenchendo todos os requisitos para adquirir a estabilidade no cargo de professor titular em sua Universidade, o fato de ser pró-design foi o bastante para que a patrulha ideológica da inquisição secular lhe negasse o cargo [31].

Em 2008, Ben Stein (ator, comediante, comentarista político/econômico e advogado) produziu um documentário chamado Expelled: No Intelligence Allowed! Que expõe esses casos de intolerância contra quem quer que ouse questionar o dogma prevalecente. Como não poderia deixar de ser, a militância ateísta logo tratou de fabricar respostas tentando justificar as demissões dessas pessoas e tentando denegrir Stein. Infelizmente é verdade que teve gente que acabou caindo no conto do vigário materialista, mas quem vive e já passou da adolescência sabe que mentira tem perna curta…

Em um sumário bem documentado, a escritora Denyse O’Leary nos relata um caso ainda mais recente da intolerância materialista [32]: Michael Reiss é um clérigo da Igreja Anglicana que até pouco tempo era contratado pela Royal Society como diretor de educação científica, isso até sentir na pele a sanha dos fundamentalistas ateus. Apesar de se dizer um evolucionista, praticamente da mesma forma que qualquer ateu é, Reiss afirmou em público em um festival de ciências que o Criacionismo e o Design Inteligente deveriam ser ensinados nas aulas de ciências. Explico: na verdade, a opinião dele era a de que seria mais fácil refutar tanto o Criacionismo quanto o DI permitindo que os estudantes trouxessem o tema para a sala de aula do que simplesmente passar o tempo todo martelando evolucionismo nas cabeças deles. Mesmo tentando se explicar melhor, alguns membros proeminentes do alto clero secular nem mesmo esperaram o homem “molhar o bico” e iniciaram uma campanha de cartinhas exigindo que Reiss fosse demitido ou se demitisse, e em menos de duas semanas foi isto mesmo o que ele fez [33].

Agora note: o alto clero secular não permite que o tema seja sequer mencionado! Vá lá que algum estudante se interesse e resolva investigar em maior profundidade… E mesmo assim há militantes ateístas alegando que o documentário Expelled não passa de um monte de mentiras. De acordo com O’Leary, a resposta para esse ataque pode ser dada com apenas duas palavras: “Michael Reiss”!

É muito evidente que, apesar de o evolucionismo se afirmar como ciência, exclui de forma tirânica qualquer tentativa de criticá-lo ou falseá-lo.

Utilizando esses conhecimentos

As universidades são os centros de onde surgem as doutrinas seculares e onde se formam os doutrinadores secularistas. É certo que durante boa parte de suas vidas escolares, os Cristãos são freqüentemente desafiados pela cultura da “tolerância”, que tolera tudo menos o Cristianismo. Todavia, ao ingressar em um curso universitário, provavelmente o Cristão terá sua visão de mundo grandemente desafiada, e é realmente difícil suportar o ataque vindo diretamente dos professores, e de outros colegas, que certamente são pessoas inteligentes e estudiosas. Por isso é essencial que se saiba identificar de imediato os artifícios retóricos dos adversários, e em que nível se dá a discussão, ou seja, que se trata de uma disputa entre o Cristianismo e um pós-modernismo secular, e não de um conflito entre ciência e religião, que nem mesmo existe na realidade. Isso é importante para que evitemos jogar nas regras do adversário, criadas com o intuito de nos acorrentar: provar a veracidade do Cristianismo utilizando como base uma filosofia que o descarta a priori.

Porém, isso não é o bastante. Também é necessário que o Cristão entenda as razões pelas quais crê, para que seja capaz de seguir a orientação do Apóstolo Pedro:

Tenham no coração de vocês respeito por Cristo e o tratem como Senhor. Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm. Porém façam isso com educação e respeito. Tenham a consciência limpa. Assim, quando vocês forem insultados, os que falarem mal da boa conduta de vocês como seguidores de Cristo ficarão envergonhados. (1 Pedro 3:15-16 – NTLH).

O Apóstolo Paulo também afirmou:

As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas de Deus, capazes de destruir fortalezas. E assim destruímos idéias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo. (2 Coríntios 10:4-5 – NTLH).

Em uma palestra intitulada One Nation Under Darwin, Phillip Johnson comenta sobre a importância da História da Criação no que diz respeito à formação dos valores morais e cosmovisão a ser adotada por um determinado povo. De acordo com o naturalismo, estamos aqui por acaso, e conclui-se que não há um sentido transcendente para a vida. Em contrapartida, se estamos aqui porque somos parte da obra de um Deus, não somente existe um sentido transcendente para a vida, mas também uma série de regras estabelecidas pelo Criador e que devemos seguir. Quem investigar verá que a visão de mundo Cristã é um sistema que fornece uma base sólida para se interpretar os fatos da natureza, e isso, além de mostrar que o naturalismo é insatisfatório, certamente fortalecerá bastante a fé de quem se interessar pelo tema e torná-lo-á ainda mais capaz de combater os doutrinadores secularistas no âmbito das idéias. É tarefa árdua, mas lembre-se das palavras de Jesus: No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo (João 16:33 – NTLH).

REFERÊNCIAS E NOTAS:

[1] Sarah J. Flashing. The Myth of Secular Neutrality: Unbiased Bioethics? Disponível em: http://www.cbhd.org/resources/bioethics/flashing_2005-08-12.htm. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[2] Norman L. Geisler, Enciclopédia de Apologética: Respostas aos Críticos da Fé Crista. Ed. Vida, 2001. p. 622.

[3] Ibidem p. 188.

[4] Citado aqui: http://www.creationontheweb.com/content/view/703/. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[5] Jonathan Sarfati, Refuting Evolution 2. Master Books, 2002. p. 19.

[6] Ibidem, p. 19.

[7] Jonathan Sarfati, Refuting Evolution. Master Books, 1999. pp 24-25

[8] Ver uma matéria aqui: http://www.physorg.com/news63367761.html. O artigo original é: Doron, N., McKeague, I., Paldor, N., (2006), “Is There a Paleolimnological Explanation for ‘Walking on Water’ in the Sea of Galilee?” Journal of Paleolimnology, 35:417-439, April.

[9] Andrew Lamb. Did Jesus walk on ice? Disponível em: http://www.creationontheweb.com/content/view/4273. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[10] Nof, Doron & N. Paldor (1992), “Are There Oceanographic Explanations for the Israelites’ Crossing of the Red-Sea?,” Bulletin of the American Meteorological Society, 73[3]:305–314.

[11] Jonathan Sarfati, Refuting Evolution. Master Books, 1999. pp. 15-16.

[12] Ken Ham. Searching for the “Magic Bullet”. Disponível em: http://www.answersingenesis.org/creation/v25/i2/bullet.asp. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[13] Ken Ham. Creation: ‘where’s the proof?’. Disponível em: http://www.answersingenesis.org/creation/v22/i1/creation.asp. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[14] Essa frase é atribuída a Lênin. Veja mais aqui: http://www.dcomercio.com.br/especiais/mundo_real/52_geracao_maldita.htm. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[15] Jonathan Sarfati, Refuting Evolution. Master Books, 1999. pp. 28-29.

[16] Jonathan Sarfati, Refuting Evolution 2. Master Books, 2002. p. 23-25.

[17] William A. Dembski e James M. Kushiner (Editores). Signs of Intelligence: Understanding Intelligent Design. Brazos Press, 2001. p. 26. Design Inteligente é uma teoria que, em resumo, afirma que certos padrões encontrados na natureza têm seu surgimento melhor explicado como sendo produtos de uma inteligência, e não apenas das forças naturais e processos não-inteligentes.

[18] Norman Geisler e Frank Turek. Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu. Ed. Vida, 2006. pp. 129-130. (No link a seguir é possível baixar o debate em formato mp3: http://www.bringyou.to/CraigAtkinsDebate.mp3. Acesso em 15 de Junho de 2007.)

[19] Stephen Jay Gould. Nonoverlapping Magisteria. Disponível em: http://www.stephenjaygould.org/library/gould_noma.html. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[20] Lee Strobel. The Case for a Creator. Zondervan, 2004. pp 74-76.

[21] Phillip E. Johnson. Ciência, Intolerância e Fé; A Cunha da Verdade: Rompendo os Fundamentos do Naturalismo. Ed. Ultimato, 2004. p. 111.

[22] Lee Strobel. The Case for a Creator. Zondervan, 2004. p. 76.

[23] Ibidem, p. 76.

[24] Veja o léxico: http://bible.crosswalk.com/Lexicons/Hebrew/heb.cgi?number=04327&version=kjv. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[25] Em uma série de artigos comentando a série de documentários sobre a evolução, produzida pela PBS, canal de televisão americano. Disponível em: http://www.answersingenesis.org/pbs_nova/0924ep1.asp. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[26] Neil A. Campbell & Jane B. Reece. Biology. Benjamin Cummings, 2005. 7th ed. p. 438.

[27] Karl R. Popper, Unended Quest (Revised edition) (Open Court Publishers, La Salle, Ill., 1976), p. 168. Citado em: http://www.parentcompany.com/science_kit/sk3b.htm (Contém diversas outras citações de cientistas importantes acerca da validade da TGE como teoria científica). Acesso em 15 de Junho de 2007.

[28] Ver: http://www.uncommondescent.com/intelligent-design/michael-behe-on-falsification/. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[29] Tema muito bem explicado por Phillip Johnson no artigo O Design Inteligente na Biologia: A Situação Atual e as Perspectivas Futuras. Disponível em: https://crentinho.wordpress.com/2007/03/08/o-design-inteligente-na-biologia-a-situacao-atual-e-as-perspectivas-futuras/. Acesso em 15 de Junho de 2007.

[30] Pode-se obter maiores informações no próprio website de Richard Sternberg: http://www.rsternberg.net/.

[31] Ver mais em: http://pos-darwinista.blogspot.com. Busque pelo artigo: “A Nomenklatura científica é maquiavelicamente antropofágica!”

[32] http://www.uncommondescent.com/intelligent-design/failed-brit-darwinist-michael-reiss-sinner-in-the-hands-of-an-angry-god/. Acesso em 10 de Dezembro de 2008.

[33] http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/education/7619670.stm. Acesso em 10 de Dezembro de 2008.

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