SISTEMA LINFÁTICO

setembro 4, 2007 às 6:58 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativados em SISTEMA LINFÁTICO

SISTEMA LINFÁTICO

Os capilares são os vasos mais finos do sistema circulatório, onde ocorrem as trocas de substâncias entre o sangue e os tecidos. Acontece que, parte do plasma sangüíneo sempre extravasa dos capilares sangüíneos (e é assim que os nutrientes dissolvidos no sangue chegam às células dos tecidos). 10 % do total não retorna aos capilares e este agora chamado líqüido intersticial deve ser retornado ao sistema circulatório. O sistema linfático é associado ao circulatório. É constituído de vasos com o fundo cego e órgãos linfóides, como os nódulos linfáticos, cuja funções são:

  • *Drenar o líqüido intersticial, e retorná-lo para a corrente sangüínea.
  • Como apresenta grande quantidade de linfócitos circulantes (daí o seu nome) também está envolvido na função de defesa imune.
  • Transporta lipídios que haviam sido inicialmente absorvidos no intestino delgado (no duodeno), para a corrente sangüínea. (Ao contrário da maioria dos outros nutrientes, que é transportada diretamente para a corrente sangüínea e para o fígado, a fim de serem processados).

O que se chamava inicialmente de plasma na corrente sangüínea, e líqüido intersticial nos tecidos, ao ser absorvido pelo sistema linfático passa a ser chamado de linfa, um fluído de composição muito semelhante à do sangue, exceto pelo fato de não conter eritrócitos, sendo, portanto, esbranquiçado. A linfa circula dentro de capilares ou vasos linfáticos, vasos de fundo cego e que, assim como as veias, contêm válvulas para impedir o refluxo da linfa. Quando ocorre a falha em realizar a drenagem do líqüido intersticial, este se acumula nos tecidos, causando inchaços chamados edemas (a filariose ou elefantíase é um exemplo extremo, mas adequado, para ilustrar isso).

Em meio aos vasos linfáticos, no caminho de volta aos vasos sangüíneos, há massas esponjosas de tecido linfóide, cobertas por tecido conjuntivo, contendo linfócitos. São os nódulos linfáticos ou linfonodos. Sua função básica é “filtrar” a linfa de agentes patogênicos, células tumorais e antígenos diversos, visto que possui linfócitos. Em casos de infecções, pode haver o inchaço dos linfonodos, chamado íngua ou linfadenopatia, causado pela multiplicação dos linfócitos.

A linfa é retornada ao sistema circulatório desembocando na veia subclávia esquerda.

Dentre os órgãos linfóides estão as tonsilas, o apêndice, o timo e o baço. Os órgãos linfóides podem ser divididos em:

  • Órgãos linfóides primários: Onde ocorre a formação e maturação dos linfócitos. Ex: Medula óssea vermelha e timo, onde amadurecem os linfócitos B e T, respectivamente. Após sua formação, os linfócitos migram e se instalam nos órgãos linfóides secundários.
  • Órgãos linfóides secundários: São os órgãos que possuem linfócitos capazes de se multiplicar e eliminar antígenos e patógenos. Ex: Linfonodos, baço, tonsilas, apêndice e a própria medula óssea vermelha também.

O baço é um órgão localizado na parte superior esquerda do abdome. Além de conter linfócitos, executa as seguintes funções (relacionadas com a regulação da quantidade de eritrócitos no sangue):

  • Produz eritrócitos durante a fase fetal do desenvolvimento.
  • Destrói eritrócitos velhos.
  • Armazena eritrócitos e pode liberá-los para a corrente sangüínea, dependendo da situação e necessidade, como por exemplo, durante o esforço físico intenso, em que é necessário aumentar a capacidade de transportar oxigênio.
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