A FALHA TERMODINÂMICA DA EVOLUÇÃO

maio 27, 2007 às 1:18 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

 

 

 

A FALHA TERMODINÂMICA DA EVOLUÇÃO

 

 

 

Por: Granville Sewell. The American Spectator, 28 de Dezembro de 2005.

 

 

 

[Tradução e Adaptação: Maximiliano Mendes. O artigo original pode ser encontrado aqui. Clique aqui para baixar uma versão deste artigo em formato .pdf.]

 

 

 

 

 

No debate atual sobre o “Design Inteligente”, o argumento mais forte oferecido pelos oponentes do Design é: Temos explicações científicas para a quase tudo na natureza, qual é o problema com a evolução? O leigo entende muito bem que explicar o surgimento do cérebro humano é um tipo de problema muito diferente do que descobrir as causas dos terremotos; entretanto, expressar esta diferença em termos que um cientista possa entender requer uma discussão sobre a segunda lei da termodinâmica.

 

 

 

As primeiras formulações da segunda lei eram todas sobre o calor: definiu-se uma grandeza chamada “entropia” térmica para medir a aleatoriedade, ou desordem, associada a uma distribuição de temperatura, e foi mostrado que em um sistema isolado esta entropia sempre aumenta, ou pelo menos nunca decresce, na medida em que a temperatura se torna mais e mais aleatoriamente (mais uniformemente) distribuída. Se definirmos “ordem” térmica como o oposto (negativo) da entropia térmica, podemos dizer que a ordem térmica pode nunca aumentar em um sistema isolado. Entretanto, logo se percebeu que outros tipos de ordem podem ser definidas, e que também nunca aumentam em um sistema fechado. Por exemplo, podemos definir uma “ordem carbônica” associada com a distribuição de carbono espalhada em um sólido, utilizando as mesmas equações, e através de uma análise idêntica mostrar que esta ordem também decresce continuamente em um sistema fechado. Com o tempo, a segunda lei veio a ser interpretada de forma mais e mais geral, e hoje em dia a maioria das discussões sobre ela em livros de física oferece exemplos de aumento da entropia (ou decréscimos de ordem, visto que estamos definindo ordem como sendo o oposto da entropia) que não têm nada a ver com transmissão ou difusão de calor, tal como a quebra de uma garrafa de vinho ou a demolição de um prédio.

 

 

 

Uma previsão bem conhecida da segunda lei é que, em um sistema fechado, todo o tipo de ordem é instável e deve eventualmente decrescer, visto que tudo tende aos estados mais prováveis. Não somente as distribuições de carbono e temperatura se tornarão mais desordenados (mais uniformes), mas o desempenho de todos os aparelhos eletrônicos irá deteriorar, e não melhorar. As forças naturais, tais como a corrosão, erosão, fogo e explosões, não criam ordem, elas a destroem. A segunda lei é totalmente sobre probabilidade, ela usa a probabilidade no nível microscópico para prever a mudança macroscópica: como a razão pela qual o carbono se distribui mais e mais uniformemente em um sólido isolado, isto é o que as leis da probabilidade prevêem quando somente a difusão está operando.

 

 

 

A razão pela qual as forças naturais podem transformar uma espaçonave, uma TV ou um computador em uma pilha de entulho, mas não o contrário, também é probabilística: De todos os possíveis arranjos que os átomos poderiam assumir, somente um percentual muito pequeno poderia voar até a lua e voltar, ou receber quadros e sons do outro lado da Terra, ou adicionar, subtrair, multiplicar e dividir números reais com alta precisão.

 

 

 

A descoberta de que a vida na Terra se desenvolveu através de “passos” evolutivos, combinada com a observação de que as mutações e a seleção natural – como outras forças naturais – podem causar mudanças (mínimas), é amplamente aceita no mundo científico como prova de que a seleção natural – só, dentre as forças naturais – pode criar ordem a partir da desordem, e mesmo planejar cérebros humanos com consciência humana. Só o leigo parece ver o problema com essa lógica. Em um artigo recente no Mathematical Intelligencer (“A Mathematician’s View of Evolution“, 22, n° 4, 5-7, 2000), após delinear as razões específicas pelas quais não é razoável atribuir os principais passos do desenvolvimento da vida à seleção natural, eu afirmei que a idéia de que as quatro forças fundamentais da física sozinhas pudessem rearranjar as partículas fundamentais da natureza em espaçonaves, usinas nucleares, e computadores conectados à impressoras a laser, tubos de raios catódicos e à Internet, parece violar a segunda lei da termodinâmica de forma espetacular.

 

 

 

Qualquer um que tenha argumentado algo assim está familiarizado com a resposta padrão: A Terra é um sistema aberto, ela recebe energia do sol, e a ordem pode aumentar em um sistema aberto, desde que seja “compensada” de alguma forma por um decréscimo maior ou comparável de energia fora do sistema. S. Angrist e L. Hepler, por exemplo, em Order and Chaos (Basic Books, 1967), escrevem: “Em certo sentido, o desenvolvimento da civilização pode parecer estar em contradição com a segunda lei … Embora a sociedade possa efetuar reduções locais de entropia, a tendência geral e universal da entropia aumentar facilmente esmaga os esforços anômalos, mas importantes, do homem civilizado.  Cada decréscimo localizado de entropia, graças à ação humana ou de máquinas, é acompanhada por um aumento maior de entropia nas redondezas, desta forma mantendo o aumento requerido na entropia total”.

 

 

 

De acordo com este raciocínio, então, a segunda lei não impede que a sucata se reorganize em um computador em uma sala, desde que dois computadores na sala ao lado estejam enferrujando – e a porta esteja aberta. No apêndice D do meu novo livro, The Numerical Solution of Ordinary and Partial Differencial Equations, 2ª ed. (John Wiley & Sons, 2005) eu examino de forma mais aprofundada a equação para a mudança de entropia, que se aplica não somente à energia térmica, mas também à entropia associada com qualquer outro tipo de coisa capaz de se difundir, e mostro que ela simplesmente não diz que a ordem não pode aumentar em um sistema fechado. Ela também diz que em um sistema aberto, a ordem não pode aumentar mais rápido do que é importada através do limite. De acordo com essa equação, a ordem térmica em um sistema aberto pode decrescer de duas formas diferentes: Pode ser convertida em desordem, ou pode ser exportada através do limite. Ela pode aumentar somente de uma forma: por importação através do limite. De forma similar, o aumento na “ordem carbônica” em um sistema aberto não pode ser maior que a ordem carbônica importada através do limite, e o aumento da “ordem crômica” não pode ser maior que a ordem crômica importada através do limite, e assim por diante.

 

 

 

Nestes exemplos simples eu admiti que nada, a não ser a condução de calor ou a difusão estavam acontecendo, mas para situações mais gerais, ofereci a tautologia de que “se um aumento na ordem é extremamente improvável quando o sistema é fechado, é ainda extremamente improvável quando o sistema é aberto, a menos que algo esteja entrando e que faz o aumento da ordem não ser extremamente improvável“. O fato de que a ordem está desaparecendo na sala ao lado não torna mais fácil a aparição de computadores em nossa sala – a menos que esta ordem esteja desaparecendo para a nossa sala, e somente então, se for um tipo de ordem que faz a aparição de computadores algo não extremamente improvável, por exemplo: computadores. Importar ordem térmica fará a distribuição de temperatura menos aleatória, e importar ordem carbônica fará a distribuição de carbono menos aleatória, mas nenhum dos dois processos torna a formação de computadores mais provável.

 

 

 

O que acontece em um sistema fechado depende das condições iniciais; o que acontece em um sistema aberto depende das condições do limite também. Como eu escrevi em “Can ANYTHING Happen in an Open System?” (The Mathematical Intelligencer 23, n° 4, 8-10, 2001), “a ordem pode aumentar em um sistema aberto, não porque as leis da probabilidade estão suspensas quando a porta está aberta, mas simplesmente porque a ordem pode entrar pela porta … Se encontrássemos evidências de que o DNA, autopeças, chips de computadores, e livros entraram através da atmosfera da Terra no passado, então, talvez o surgimento de humanos, carros, computadores e enciclopédias em um planeta previamente estéril poderia ser explicada sem postular uma violação da segunda lei aqui (ela teria sido violada em outro lugar!). Mas se tudo que vemos entrar é radiação e fragmentos de meteoritos, parece claro que o que está entrando através do limite não pode explicar o aumento da ordem observado aqui.”

 

 

 

Portanto, o evolucionista não pode evitar a questão da probabilidade ao dizer que qualquer coisa pode acontecer em um sistema aberto, ele é finalmente forçado a alegar que só parece ser extremamente improvável, mas na verdade não é, que os átomos poderiam se rearranjar em espaçonaves, computadores e aparelhos de TV.

 

 

 

Os Darwinistas crêem que já descobriram a fonte de toda esta ordem, sendo assim, vejamos mais atentamente a teoria deles. O argumento tradicional contra o Darwinismo é o de que a seleção natural não pode guiar o desenvolvimento de novos órgãos e novos sistemas de órgãos – ou seja, o desenvolvimento de novas ordens, classes e filos – a partir de seus estágios iniciais inúteis, durante os quais eles não propiciam nenhuma vantagem seletiva. A seleção natural pode ser capaz de escurecer as asas de uma mariposa (mesmo isso é disputado), mas isso não significa que ela possa projetar algo complexo. Considere, por exemplo, a Urticulária aquática [Planta carnívora pertencente ao gênero Urticularia], descrita em Plants and Environment, de R.F. Daubenmire (John Wiley & Sons, 1947):

 

 

 

As urticulárias aquáticas são hervas delicadas que possuem armadilhas com o formato de bexigas, com 5 mm ou menos de diâmetro. Estas armadilhas têm pêlos que funcionam como gatilhos, unidos a uma porta semelhante a uma válvula, que normalmente mantém a armadilha bem fechada. Os lados da armadilha são comprimidos sob tensão, mas quando uma pequena forma de vida animal toca um dos pêlos, a válvula se abre, a bexiga se expande de forma repentina, e o animal é sugado para dentro da armadilha. A porta se fecha imediatamente, e em cerca de 20 minutos a armadilha é preparada de novo para capturar outra vítima.

 

 

 

Em um artigo sobre plantas carnívoras na Nature Encyclopedia of Life Sciences (Nature Publishing Group, 2004), os autores Wolf-Ekkehard Lonnig e Heinz-Albert Becker reconhecem que “parece difícil imaginar uma vantagem seletiva nítida para todos os milhares de passos intermediários postulados em um cenário gradual … para a origem das estruturas complexas das plantas carnívoras examinadas acima”.

 

 

 

O desenvolvimento de qualquer característica mais importante apresenta problemas similares, e de acordo com o bioquímico da Lehigh University, Michael Behe, que descreve vários exemplos espetaculares em detalhes em A Caixa Preta de Darwin (Jorge Zahar, 1997), O mundo da microbiologia é especialmente abundante em exemplos de “complexidade irredutível”.

 

 

 

Parece que até o pêlo (gatilho), a porta, e a câmara pressurizada estarem todos no devido lugar, e a habilidade de digerir insetos, e reinicializar a armadilha para ser capaz de pegar mais de um inseto fosse desenvolvida, nenhum dos componentes individuais desta armadilha carnívora teria uso algum. Qual é a vantagem seletiva de uma câmara pressurizada incompleta? Para o observador casual, pode parecer que nenhum dos componentes desta armadilha teria sido útil até que a armadilha fosse quase perfeita, mas é claro que um bom Darwinista irá imaginar dois ou três estágios intermediários úteis, mas ilógicos (e talvez até mesmo encontrar um na natureza!), e considerar o problema como resolvido. Eu creio que você iria precisar encontrar milhares de estágios intermediários antes que este exemplo de complexidade irredutível tenha sido reduzido a passos pequenos o bastante para serem conectados por mutações simples aleatórias – um monte de coisas tem de acontecer nos bastidores e em nível microscópico antes desta armadilha poder pegar e digerir insetos. Mas eu não sei como provar isso. (Para que ninguém imagine que se pode fazer muito com mutações simples aleatórias, note que se um bilhão de animais, cada um, digitasse um caractere aleatório por segundo por toda a história de 4,5 bilhões de anos da Terra, não há virtualmente nenhuma chance de que uma delas pudesse duplicar alguma série de 20 letras.)

 

 

 

Além do mais, estou certo de que mesmo que se você pudesse imaginar uma longa cadeia de estágios intermediários úteis, cada uma iria apresentar uma vantagem seletiva tão insignificante que nunca algo tão engenhoso quanto essa armadilha para insetos poderia ser produzida, mas eu também não posso provar isso. Finalmente, a seleção natural parece ser remotamente plausível e isso depende do fato de que enquanto as espécies estão esperando melhorias posteriores, suas estruturas complexas atuais estão “trancadas” e são passadas adiante perfeitamente através de muitas gerações. Este fenômeno é observado, mas inexplicável – Eu não vejo qualquer razão pela qual todos os organismos vivos não decaem constantemente em componentes mais simples – como, na verdade, eles fazem assim que morrem.

 

 

 

Quando você olha para os passos individuais do desenvolvimento da vida, a explicação de Darwin é difícil de refutar, pois se pode imaginar algumas vantagens seletivas em quase tudo. Como qualquer outro esquema bolado para violar asegunda lei, é somente quando você observa o resultado final que se torna óbvio que ela não funciona.

 

 

 

Um artigo da National Geographic de Novembro de 2004 proclama que a evidência de que Darwin estava certo sobre a evolução é “esmagadora”. Visto que não há provas de que a seleção natural já fez algo mais espetacular do que causar o desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos, onde está a evidência esmagadora que justifica atribuir a ela uma habilidade que nós não atribuímos a qualquer outra força natural no universo, a habilidade de criar a ordem a partir da desordem?

 

 

 

São citadas três tipos de evidências: Primeira, o fato de que as espécies são tão bem adaptadas aos seus ambientes é oferecido como evidência de que elas se “adaptaram” a ele. Claro, se elas não fossem bem adaptadas, elas seriam extintas, e isso seria oferecido como evidência ainda mais forte contra o Design. Segunda, eles apontam para as mudanças devidas à seleção artificial, em que humanos inteligentes selecionam características já presentes no pool gênico, como evidência do que pode ser realizado quando as forças naturais selecionam dentre os acidentes genéticos. Mas, como sempre [terceira], a principal evidência oferecida é a “árvore evolutiva” de similaridades conectando todas as espécies, fósseis e vivas. É claro que essas similaridades já foram notadas há muito tempo antes de Darwin (muitos animais têm quatro pernas, uma cabeça, dois olhos e uma cauda!); tudo o que a ciência moderna fez foi mostrar que as similaridades são mais intensas do que aquelas notadas pelo homem antigo.

 

 

 

Embora essas similaridades possam sugerir causas naturais para as nossas mentes modernas, elas realmente não nos dizem nada sobre quais causas poderiam ser. Na verdade, o registro fóssil nem mesmo apóia a idéia de que novos órgãos e novos sistemas de órgãos surgiram de forma gradual: Novas ordens, classes e filos consistentemente aparecem repentinamente. Por exemplo, o paleontologista de Harvard, George Gaylord Simpson em “The History of Life” (citado no Volume I de “Evolution after Darwin“, University of Chicago Press, 1960) escreve:

 

 

 

Uma característica do registro fóssil é que a maioria dos táxons aparece de forma abrupta. Eles não são como regra, guiados por uma seqüência de precursores sofrendo modificações quase imperceptíveis como Darwin acreditava ser o comum na evolução … Este fenômeno se torna mais universal e mais intenso na medida em que se sobe na hierarquia das categorias [taxonômicas]. Os intervalos entre as espécies conhecidas são raros e freqüentemente pequenos. Os intervalos entre as ordens, classes e filos conhecidos são sistemáticos e quase sempre grandes. Estas peculiaridades do registro fóssil apresentam um dos mais importantes problemas teóricos de toda a história da vida: A aparição repentina de categorias superiores é um fenômeno da evolução ou apenas do registro, devido à tendenciosidade nas coletas de amostras e outras inadequações?

 

 

 

Enfim, estou bem seguro de que a lógica e evidência não têm poder contra a percepção popular, nutrida por jornais de prestígio como a National Geographic e a Nature, de que nenhum cientista sério têm quaisquer dúvidas sobre o Darwinismo, então eu quero oferecer aqui, parte de uma notícia de 5 de Novembro de 1980 do New York Times News Service:

 

 

 

O entendimento biológico de como a evolução funciona, que há muito tem postulado um processo gradual de seleção natural Darwiniana agindo em mutações genéticas, está experimentando a sua revolução mais ampla e profunda desde aproximadamente 50 anos atrás. No coração da revolução está algo que parece ser paradoxal. Descobertas recentes só fortaleceram a conclusão de Darwin, de que todas as formas de vida evoluíram de um ancestral comum. A análise genética, por exemplo, mostrou que cada organismo é regulado pelo mesmo código genético que controla os mesmos processos bioquímicos. Entretanto, ao mesmo tempo, muitos estudos têm sugerido que a origem das espécies não aconteceu da forma que Darwin sugeriu … Como exatamente a evolução aconteceu é agora uma questão de grande controvérsia dentre os biólogos. Embora o debate esteja acontecendo há muitos anos, ele alcançou um “crescendo” no último mês, quando cerca de 150 cientistas especialistas em estudos evolutivos se encontraram por quatro dias no Museu de História Natural de Chicago para eliminar uma variedade de novas hipóteses que estão desafiando velhas idéias … Em debate durante o encontro em Chicago estava a macroevolução, um termo que em si mesmo é questão de debates, mas que geralmente se refere à evolução de grandes diferenças … Darwin sabia que estava em terreno acidentado ao extender a seleção natural para explicar as diferenças dentre grandes grupos de organismos. O registro fóssil de seus dias não mostrava transições graduais dentre tais grupos, mas ele sugeriu que descobertas posteriores poderiam preencher as lacunas. “O padrão que nos foi mandado encontrar, pelos últimos 120 anos, não existe”, declarou Niles Eldridge, um paleontólogo do Museu Americano de História Natural em Nova York. Eldridge lembrou na reunião sobre o que muitos caçadores de fósseis têm reconhecido como se traçassem a história de uma espécie através de camadas sucessivas de sedimentos antigos. As espécies simplesmente aparecem em um dado ponto do tempo geológico, persistem grandemente sem sofrer modificações por alguns milhões de anos e então desaparecem. Há muitos poucos exemplos – alguns dizem nenhum – de uma espécie se transformando gradualmente em outra.

 

 

 

A ciência tem tido muito sucesso em explicar fenômenos naturais, de forma que o cientista moderno é convencido de que ela pode explicar tudo. Qualquer coisa que não se encaixe neste modelo materialista é simplesmente ignorada. Quando ele descobre que todas as contantes básicas da física, tais como a velocidade da luz, a carga e massa do elétron, a constante de Planck e etc., tinham de ter quase que exatamente os valores que têm a fim de permitir que qualquer forma de vida concebível sobrevida em nosso universo, ele propõe o “princípio antrópico” e diz que deve haver muitos outros universos com as mesmas leis, mas valores aleatórios para as constantes básicas, e um destes universos foi destinado a chegar aos valores corretos. Quando você pergunta a ele sobre como um processo mecânico como a seleção natural poderia causar o surgimento da consciência humana a partir da matéria inanimada, ele diz, “consciência humana? – O que é isso?” E ele fala sobre a evolução humana como se fosse um observador externo, que nunca parece imaginar como entrou dentro de um dos animais que está estudando. E quando você pergunta como as quatro forças fundamentais da natureza poderiam rearranjar as partículas básicas em bibliotecas cheias de enciclopédias, textos científicos, romances, e computadores conectados com impressoras a laser, tubos de raios catódicos, teclados e à Internet, ele diz: bem, a ordem pode aumentar em um sistema aberto.

 

 

 

O desenvolvimento da vida pode ter violado apenas uma lei da ciência, mas foi justamente a lei que Sir Arthur Eddington chamou de lei “suprema” da natureza, e ela foi violada de forma espetacular. Pelo menos, esta é a minha opinião, mas talvez eu esteja errado. Talvez pareça apenas extremamente improvável, mas na verdade não seja, que sob as condições certas, o influxo de energia estelar em um planeta possa fazer com que os átomos se rearrajem em usinas nucleares, espaçonaves e computadores. Mas alguém pensaria que pelo menos isso seria considerado como uma questão em aberto. E para os que dizem que isso é realmente extremamente improvável, ou seja, contrário ao princípio básico subjacente da segunda lei, seria dada uma medida de respeito e levados à sério pelos seus colegas, mas nós não somos.

 

 

 

 

 

Granville Sewell é professor de Matemática na Universidade do Texas em El Paso, e professor visitante na Universidade A&M do Texas. Ele tem dois novos livros lançados no último verão, Computational Methods of Linear Algebra, e The Numerical Solution of Ordinary and Partial Differential Equations, ambos publicados pela editora John Wiley & Sons, 2005. O último inclui um Apêndice intitulado: “Pode acontecer QUALQUER COISA em um sistema aberto?” contendo material referenciado neste artigo. Um versão mais longa dele pode ser encontrada no site do livro.

 

 

 

A comercialização deste texto NÃO é permitida!

 

 

INTRODUÇÃO AO REINO ANIMALIA

maio 15, 2007 às 6:12 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativados em INTRODUÇÃO AO REINO ANIMALIA

INTRODUÇÃO AO REINO ANIMALIA

35 Filos, aproximadamente 1 milhão de espécies catalogadas. São:

  • Eucarióticos
  • Multicelulares
  • Heterótrofos
  • *Possuem tecidos nervosos e musculares (nem todos!), o que garante movimentação rápida e precisa, a característica que melhor distingue os animais dos outros grupos de seres vivos, como as plantas.

Os principais Filos são:

  • Porifera: Esponjas.
  • Cnidaria: Águas-vivas, corais…
  • Platyhelminthes: Vermes de corpo achatado. Planárias, tênias…
  • Nematoda: Vermes de corpo cilíndrico. Lombrigas, ancilóstomos, filarias…
  • Mollusca: Animais de corpo mole e parcialmente revestido por um exoesqueleto calcáreo, a concha. Ostras, caramujos, polvos…
  • Anellida: Animais de corpo cilíndrico dividido em segmentos transversais. Minhocas, sanguessugas, poliquetos…
  • Arthropoda: Animais com o corpo completamente revestido por um exoesqueleto de quitina, e que possuem membros articulados. Moscas, siris, aranhas… é o filo animal com o maior número de espécies.
  • Echinodermata: Animais mainhos de simetria radial, com um esqueleto interno ao qual se ligam espinhos (daí o nome do filo – echinos: espinho). Estrelas-do-mar, ouriços-do-mar…
  • Chordata: é O Filo ao qual pertencem os animais vertebrados. Cachorro, peixes, homem…

Reprodução:

  • Assexuada. Alguns animais mais simples podem se reproduzir via brotamento ou fragmentação.
  • Sexuada / gamética, tipo mais comum.

Desenvolvimento (fases do desenvolvimento embrionário).

Zigoto > Mórula > Blástula (apomorfia do grupo) > Gástrula > Nêurula.

A blástula é a apomorfia do grupo: É basicamente uma bola oca de células, contém uma cavidade interior, a blastocela, delimitada por uma camada celular, a blastoderma.

Folhetos germinativos: Tecidos embrionários básicos, que dão origem aos diversos tecidos e órgãos do animal adulto (Os poríferos não apresentam!):

  • Endoderma: Camada celular que reveste a cavidade digestória, o arquêntero, dos embriões.
  • Mesoderma: Folheto situado entre o endoderma e o ectoderma. (Presente apenas nos animais triblásticos)
  • Ectoderma: Folheto germinativo mais externo do embrião.

O endoderma e o ectoderma são formados durante a gastrulação, e a mesoderme durante a neurulação.

No que diz respeito ao número de folhetos que apresentam, os animais podem ser:

  • Diploblásticos: Formam 2 folhetos, o endoderma e o ectoderma. Cnidários.
  • Triploblásticos: Formam os 3 folhetos, endoderma, ectoderma e mesoderma. Platelmintos, Nematódeos, Anelídeos, Moluscos, Artrópodes, Equinodermos e Cordados.
  • *Os Poríferos não formam folhetos germinativos, então não formam tecidos verdadeiros.

Celoma: Cavidade corporal completamente revestida por mesoderma. No que diz respeito ao celoma, os animais podem ser:

  • Acelomados: Sem celoma, apresentam mesoderma maciço. A única cavidade corporal que possuem é o tubo digestório. Platelmintos.
  • Pseudocelomados: A cavidade corporal é parcialmente revestida por mesoderma. O mesoderma reveste o ectoderma por dentro, mas não reveste o endoderma. O espaço entre o mesoderma e o endoderma é o pseudoceloma. Pode se imaginar um animal pseudocelomado como um tubo dentro de outro tubo. Nematódeos.
  • Celomados: Apresentam celoma verdadeiro (cavidade corporal completamente revestida por mesoderma). Anelídeos, Moluscos, Artrópodes, Equinodermos e Cordados.

No que diz respeito ao desenvolvimento do sistema digestório os animais podem ser:

  • Protostômios (“Boca Primeiro”): O blastóporo origina a boca. Cnidários, Platelmintos, Nematódeos, Anelídeos, Moluscos e Artrópodes.
  • Deuterostômios (“Boca Depois”): O blastóporo origina o ânus. Equinodermos e Cordados. Graças a essa característica (e também ao tipo de processo de formação do celoma), agrupa-se os Cordados (animais vertebrados) mais proximamente aos Equinodermos do que a qualquer outro Filo de animais invertebrados.
  • *Blastóporo é o orifício da gástrula que comunica o arquêntero com o meio exterior.

O corpo dos animais, exceto os Poríferos, apresenta simetria, ou seja: Caso cortemos seu corpo com um plano que passa pelo seu centro, o plano de simetria, obtemos duas metades equivalentes. Em outras palavras: É a divisão imaginária do corpo do organismo em metades especulares/equivalentes.

No que diz respeito aos planos de simetria do corpo, os animais podem ser classificados em:

  • Simetria Radial: Pode se obter metades simétricas com diversos planos de corte longitudinais, orientados como os raios de uma circunferência. Apresentam duas faces, a oral (boca) e a aboral (oposta à boca). Cnidários e Equinodermos adultos (as larvas dos Equinodermos apresentam simetria bilateral!).
  • Simetria Bilateral: Há apenas um único plano que divide o corpo do animal em duas metades simétricas. Apresentam faces ventral e dorsal, lados direito e esquerdo, e extremidades anterior e posterior. Platelmintos, Nematódeos, Anelídeos, Moluscos, Artrópodes e Cordados.
  • Assimétricos: Não apresentam simetria. Poríferos.

Cefalização: Ao longo do processo de evolução dos animais de simetria bilateral, houve uma tendência à concentração dos principais órgãos dos sentidos e do sistema nervoso (processamento de informações sensoriais) na extremidade anterior do corpo, a primeira a entrar em contato com os estímulos do meio. Esse processo é conhecido como cefalização, e levou à diferenciação da cabeça.

Metameria: Organização do corpo em uma série de segmentos iguais ou semelhantes, os metâmeros, que se repetem ao longo do seu comprimento. O mesoderma de cada metâmero origina estruturas que se repetem ao longo do corpo do animal, como a musculatura. Isso apresenta uma grande vantagem, pois se cada bloco de musculatura pode se contrair de forma independente, podem propiciar maior flexibilidade corporal e maior variedade de movimentos. Apesar da metameria não ser tão evidente nos Cordados (pelo menos em comparação com os anelídeos por exemplo), podemos vê-la de forma evidente na musculatura do abdome de alguns seres humanos, a chamada barriga de tanquinho:

😛

Clique no link a seguir para baixar uma tabela resumindo tudo isso (Agora decente ;)):

http://www.4shared.com/file/19059482/9cfe443a/Tabela_com_os_filos_de_animais.html

E clique aqui também, para baixar um arquivo de apresentação do powerpoint, resumindo as características gerais acima em forma de powerpoint (também recomendo MUITO!):

http://www.4shared.com/file/18688521/ced8dc40/animais.html

RESUMO DOS PRINCIPAIS FILOS DE ANIMAIS

Filo Porifera: São as esponjas, animais filtradores, desprovidos de órgãos ou sistemas corporais, pois não formam gástrula (só formam blástula, portanto, não formam folhetos germinativos).

Hábitat: Ambientes aquáticos, sendo a maioria marinha.

Exemplos: Poríferos utilizados como esponjas de banho (Gênero Spongia).

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Ausente, o alimento é fagocitado por células chamadas coanócitos.
  • Sistema circulatório: Ausente, o transporte de nutrientes é feito por difusão entre as células.
  • Sistema respiratório: Ausente. As trocas gasosas se dão diretamente entre as células e o ambiente (difusão).
  • Sistema excretor: Ausente, as células lançam as excreções diretamente no ambiente.
  • Sistema nervoso: Ausente.

Reprodução:

  • Assexuada, por fragmentação e brotamento.
  • Sexuada (gamética), com desenvolvimento indireto (larva anfiblástula).
    • A fecundação é interna e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto.

PROTOSTÔMIOS:

Filo Cnidaria: Animais com forma de pólipo ou de medusa, diploblásticos, portadores de células urticantes chamadas cnidoblastos.

Hábitat: Ambientes aquáticos, sendo a maioria marinha.

Exemplos: Águas vivas, anêmonas, hidras e corais.

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Incompleto, não existe ânus. A digestão é extra e intracelular.
  • Sistema circulatório: Ausente, os nutrientes são distribuídos diretamente, a partir da cavidade gastrovascular.
  • Sistema respiratório: Ausente. As trocas gasosas se dão diretamente entre a superfície do corpo e o ambiente (cutânea).
  • Sistema excretor: Ausente, as células lançam as excreções diretamente no ambiente.
  • Sistema nervoso: Presente, do tipo difuso. As células nervosas formam uma rede ou malha difusa no corpo.

Reprodução:

  • Assexuada, alguns pólipos se reproduzem por brotamento.
  • Sexuada (gamética), algumas espécies têm um ciclo de vida com alternância de gerações apresentando formas corporais assexuadas (pólipos) e sexuadas (medusas).
    • A fecundação pode ser interna ou externa, e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto.

Filo Platyhelminthes: Animais de corpo achatado dorsoventralmente, triblásticos, acelomados e de simetria bilateral.

Hábitat: Terrestres úmidos ou aquáticos. Algumas espécies são parasitas.

Exemplos: Planária (Dugesia tigrina), Esquistossomo (Schistosoma mansoni) e Tênias (Taenia solium e Taenia saginata).

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Presente, tubo digestório incompleto, bastante ramificado. A digestão pode ser intra ou extracelular.
  • Sistema circulatório: Ausente, os nutrientes absorvidos pelo sistema digestório são distribuídos para o restante do corpo por difusão a partir da cavidade gastrovascular.
  • Sistema respiratório: Ausente, apresentam respiração cutânea (as trocas gasosas se dão diretamente entre o ambiente e as células da superfície do corpo).
  • Sistema excretor: Presente, constituído por um sistema de túbulos ramificados denominado protonefrídio. Também eliminam excretas pela superfície do corpo.
  • Sistema nervoso: Presente, do tipo ganglionar. Apresentam dois gânglios cerebrais de onde partem dois cordões nervosos longitudinais.

Reprodução :

  • Assexuada, por fragmentação.
  • Sexuada (gamética).
    • Com fecundação interna e desenvolvimento direto ou indireto.

Filo Nematelminthes: Animais de corpo fino e tubular (cilíndrico), triblásticos, pseudocelomados e com simetria bilateral.

Hábitat: Terrestres úmidos ou aquáticos. Algumas espécies são parasitas.

Exemplos: Lombriga (Ascaris lumbricoides), e os vermes causadores do amarelão (Ancylostoma duodenale e Necator americanus).

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Presente, tubo digestório completo, A digestão pode ser intra ou extracelular.
  • Sistema circulatório: Ausente, após a absorção no tubo digestório, os nutrientes são distribuídos para o restante do corpo via difusão a partir da cavidade pseudocelomática.
  • Sistema respiratório: Ausente, apresentam respiração cutânea (as trocas gasosas se dão diretamente entre o ambiente e as células da superfície do corpo).
  • Sistema excretor: Presente, constituído pelos renetes. O tipo de renete mais comum é uma célula tubular que se estende pelo corpo do animal e tem o formato semelhante ao da letra H.
  • Sistema nervoso: Presente, apresentam um anel nervoso em volta da faringe, de onde partem dois cordões nervosos longitudinais.

Reprodução: Sexuada (gamética). Com fecundação interna.

Filo Mollusca: Animais de corpo mole possuidores de um exoesqueleto calcário, a concha que recobre o corpo parcialmente (alguns não têm concha). Triblásticos, celomados e de simetria bilateral.

Hábitat: Terrestres úmidos ou aquáticos.

Exemplos: Caracóis (Classe Gastropoda), polvos (Classe Cephalopoda), ostras (Classe bivalvia)…

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Presente, tubo digestório completo, com regiões diferenciadas e glândulas associadas. A digestão é predominantemente extracelular, e possuem uma língua raspadora chamada rádula.
  • Sistema circulatório: Presente, do tipo aberto. OBS: Os moluscos da Classe Cephalopoda possuem sistema circulatório fechado.
  • Sistema respiratório: Presente, podem possuir pulmões ou brânquias, e este sistema está associado ao circulatório. Alguns não possuem sistema respiratório, e apresentam respiração cutânea.
  • Sistema excretor: Presente, excreção via metanefrídios.
  • Sistema nervoso: Presente, do tipo ganglionar.

Reprodução: Sexuada (gamética), com fecundação geralmente externa, podem ser monóicos ou dióicos, e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto.

Filo Annelida: Animais de corpo alongado, triblásticos, celomados, de simetria bilateral, e segmentados. Os segmentos (metâmeros) têm o formato de anéis.

Hábitat: Terrestres úmidos ou aquáticos. Sanguessugas (Classe Hirudinea ou Achaeta) são ectoparasitas.

Exemplos: Minhocas (Classe Oligochaeta), sanguessugas (Classe Achaeta) e poliquetos (Anelídeos marinhos, Classe Polychaeta).

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Completo, com regiões diferenciadas e glândulas associadas. A digestão é extracelular.
  • Sistema circulatório: Do tipo fechado. Apresentam pigmentos transportadores de gases respiratórios (Hemoglobina).
  • Sistema respiratório: Ausente/cutânea (minhocas) ou branquial (poliquetos).
  • Sistema excretor: Excreção via metanefrídios.
  • Sistema nervoso: Do tipo ganglionar.

Reprodução: Sexuada (gamética), com fecundação externa, podem ser monóicos ou dióicos, e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto.

Filo Arthropoda: Animais possuidores de apêndices articulados, completamente recobertos por um exoesqueleto quitinoso. São triblásticos, celomados, de simetria bilateral e possuem o corpo segmentado (alguns segmentos podem se fundir formando tagmas, como o abdome).

Principais subfilos:

  • Crustacea:
    • Animais com o corpo formado por um cefalotórax e um abdome, com dois pares de antenas e cinco pares de pernas locomotoras no cefalotórax, mas também possuem apêndices abdominais.
    • Hábitat: Maioria de ambientes aquáticos. Existem formas terrestres (tatuzinho de jardim).
    • Exemplos: Camarão, siri, caranguejo, lagosta…
  • Chelicerata:
    • Animais com o corpo formado por um cefalotórax e um abdome, sem antenas, e quatro pares de pernas locomotoras no cefalotórax.
    • Hábitat: Maioria terrestres (Os caranguejos pata-de-cavalo são marinhos).
    • Exemplos: Aranhas, escorpiões, carrapatos e ácaros.
  • Uniramia:
    • Animais com o corpo geralmente formado por cabeça, tórax e abdome, com um par de antenas, 3 pares de pernas locomotoras no cefalotórax, e podem ou não apresentar um ou dois pares de asas.
    • Hábitat: Todos, exceto os de água salgada.
    • Exemplos: Moscas, formigas (Classe Insecta), Lacraias (Classe Chilopoda – estes possuem o corpo formado por cabeça e tórax) e piolhos de cobra (Classe Diplopoda).

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema digestório: Completo, com regiões diferenciadas e glândulas associadas. A digestão é extracelular.
  • Sistema circulatório: Do tipo aberto.
  • Sistema respiratório: Branquial (Crustáceos), Traqueal (Insetos e Aracnídeos) e Filotraqueal (Aracnídeos).
  • Sistema excretor: Glândulas antenais (Crustáceos), Túbulos de Malpighi (Insetos e Aracnídeos), e Glândulas Coxais (Aracnídeos).
  • Sistema nervoso: Ganglionar. Na verdade, possuem um “cérebro”, resultante da fusão de vários gânglios.
  • Sistema Sensorial: Possuem olhos, simples ou compostos, e órgãos de equilíbrio (estatocisto), e sensoriais (antenas).

Reprodução: Sexuada (gamética), a maioria das espécies é dióica, a fecundação pode ser interna ou externa, e o desenvolvimento pode ser direto ou indireto.

DEUTEROSTÔMIOS:

Filo Echinodermata: Animais marinhos possuidores de espinhos na superfície do corpo, e de um sistema ambulacrário ou hidrovascular, exclusivo deste filo. São dotados de simetria radial (quando adultos, as larvas possuem simetria bilateral), celomados, com esqueleto interno e não segmentados. Apresentam grande poder de regeneração.

Hábitat: Exclusivamente marinhos.

Exemplos: Estrelas do mar (Classe Asteroidea), Ouriços do mar (Classe Echinoidea), Pepinos do mar (Classe Holoturoidea)…

Anatomia e Fisiologia:

  • Sistema ambulacrário ou hidrovascular: Sistema exclusivo dos equinodermos, constituído de tubos e bolsas cheios de água do mar, que se comunicam com apêndices externos, os pés ambulacrais. Desempenha as funções de locomoção, além de contribuir na respiração e excreção.
  • Sistema digestório: Completo, com digestão extracelular.
  • Sistema circulatório: Ausente ou muito reduzido, a distribuição de substâncias se dá a partir do fluido celômico.
  • Sistema respiratório: Brânquias, que também atuam na eliminação de excretas.
  • Sistema excretor: Ausente, os excretas são eliminados na água que circula no sistema hidrovascular.
  • Sistema nervoso: Consiste de um anel nervoso em volta da boca, de onde partem nervos radiais.

Reprodução: Sexuada, as espécies são dióicas, a fecundação é externa e o desenvolvimento é indireto. Também pode haver reprodução assexuada.

Filo Chordata aqui: http://biomax.wordpress.com/2007/08/14/filo-chordata/

ICAR – O Dogma do Purgatório

maio 13, 2007 às 5:30 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Continuando a partir do texto dos apócrifos. Tenha uma ou mais traduções da Bíblia em mãos para ler as perícopes contendo os trechos Bíblicos indicados!

——

 

Vimos que a suposta autoridade infalível que o magistério da ICAR alega para si falhou ao ter estabelecido de forma “infalível”, como canônicos, uma série de livros que apesar de terem algum valor devocional, contêm diversos erros e contradizem a Palavra do Senhor. Deus não pode errar e nem pode mentir (Hebreus 6:18; Tito 1:2; 2 Timóteo 2:13; João 14:6; João 17:17; Salmos 119:160), mas ao exterminar a inerrância das Escrituras, a ICAR exterminou sua própria credibilidade. A partir de agora vamos analisar alguns dogmas da ICAR que também estão em contradição direta com a Palavra de Deus.

 

O DOGMA DO PURGATÓRIO

Maximiliano Mendes e Rachel Bastos

 

“A cada moeda que no cofre cai, uma alma do purgatório sai!”

Jingle atribuído a João Tetzel, clérigo católico, marketeiro vendedor de indulgências.

(Mas ninguém sabe estimar quantas ou quanto custa tirar uma…)



Venda de indulgências.

(Lembra do que Jesus fez com os cambistas quando entrou no Templo?)

 

Em primeiro lugar, de acordo com a Enciclopédia Católica, aqui vai o dogma:

 

O purgatório (Lat. “purgare”, tornar limpo, purificar), de acordo com os ensinamentos católicos, é um lugar ou condição de punição temporária, para os que partem desta vida sob a Graça de Deus, e não estão inteiramente livres das falhas veniais [não mortais, perdoáveis], ou que não pagaram completamente a penitência devido às suas transgressões.

 

No que diz respeito ao purgatório, a fé da igreja é claramente expressa no decreto da união, formulado pelo Concílio de Florença (Mansi, t. XXXI, col. 1031), e no decreto do Concílio de Trento, que definiu (Sess. XXV):

“Considerando que a igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, tem das Escrituras Sagradas e da tradição antiga dos Pais, ensinado em concílios e muito recentemente neste sínodo ecumênico (Sess. VI, cap. XXX; Sess. XXII cap. ii, iii) que há um purgatório, e que as almas que estão nele são ajudadas pelas boas obras dos fiéis, principalmente pelo sacrifício do altar [missa]; O sínodo sagrado impõe aos bispos que se esforcem de forma diligente para que se ensine e pregue sobre o purgatório, a sã doutrina dos pais, nos concílios, e que ela seja crida pelos fiéis” (Denzinger, Enchiridion, 983).

 

Ainda é importante ressaltar:

As razões determinadas para a existência do purgatório mostram seu caráter passageiro. Nós oramos, oferecemos sacrifícios para as almas lá detidas para que “Deus em sua misericórdia possa perdoar todas as culpas e recebê-los no seio de Abraão” (Const. Apost., P. G., I col 1144); E Agostinho (De Civ. Dei, lib. XXI, cap xiii e xvi) declara que a punição no purgatório é temporária e cessará, pelo menos com o Juízo Final. “Mas punições temporárias são sofridas por alguns somente nesta vida, por outros depois da morte, e por outros em ambas as situações; mas todas elas antes do último e rigoroso Juízo”.

 

[Link para o artigo sobre o purgatório: http://www.newadvent.org/cathen/12575a.htm%5D

 

Segundo o catecismo da ICAR [MC. p. 130]:

 

Aqueles que morrem na graça e amizade de Deus purificados imperfeitamente, embora tenham assegurada a vida eterna, experimentam uma purificação após a morte para atingir a santidade necessária para entrar no gozo de Deus.

 

E como não poderia deixar de ser:

 

Se alguém diz que depois de receber a graça da justificação a culpa é remida e o débito do castigo eterno é apagado de todo pecador arrependido, que nenhum débito de castigo temporal persiste para ser pago aqui neste mundo ou no purgatório antes que se abram os portões do Céu, seja anátema. Concílio de Trento [MMB vol 1. p. 282]

 

Vamos utilizar um exemplo prático, na mesma linha dos exemplos dos apologistas católicos, para facilitar o entendimento e funcionamento da coisa:

 

Imagine que eu quebre um copo na casa de um amigo (o chamado pecado não mortal), ele pode muito bem me perdoar certo? Claro. Só que tem o seguinte: Mesmo perdoado eu tenho que pagar pelo copo quebrado (pagamento/purificação pela conseqüência deste pecado).

 

Para corroborar isso, são mostrados alguns exemplos do Velho Testamento, como o adultério do Rei Davi. Deus o perdoou, todavia, Davi foi severamente castigado (Ver 2 Samuel 12).

 

Bem, em princípio a coisa toda parece fazer sentido não é? Todavia temos alguns problemas muito difíceis para a ICAR:

 

  • Mesmo o Deus sendo o mesmo, a legislação não é a mesma: Vivemos no tempo da Graça e não no tempo da Lei. Deus disciplina, mas o objetivo disso não é te fazer pagar por conseqüências de pecados (ver Hebreus 12).
  • A Bíblia não sabe nada sobre um purgatório, e ela mesma refuta facilmente esta idéia. É a Palavra do Senhor contra a palavra da ICAR.
  • O “Problema da Fiança”.
  • A doutrina evoluiu ao longo do tempo. Provavelmente o que ocorreu foi a transformação do Estado Intermediário em local de sofrimento purificador e máquina de fazer dinheiro (sinto muito, mas não tem como eufemizar isso).

 

Em resumo, o que veremos é que para a ICAR o sacrifício de Jesus na cruz não foi suficiente, então você ainda tem de pagar um pouco mais nesse local imaginário. Aliás, é importante ressaltar o seguinte: Até hoje os teólogos católicos nem sabem se o purgatório é um lugar ou se é um processo. Mas mesmo sem saberem exatamente o que é, a ICAR condena como anátema quem quer que ouse duvidar da existência dele.

 

O Purgatório tem base na Palavra de Deus?

 

Os apologistas e teólogos da ICAR tentam encontrar apoio ao dogma em algumas passagens da Bíblia, veremos abaixo quais são, e porque elas não têm nada a ver com purgatório. OBS: Passagens da Bíblia! Vamos ignorar a passagem do livro de 2 Macabeus, pois como já foi previamente demonstrado, é um livro não inspirado e cheio de erros, portanto não faz parte da Palavra do Senhor. Os principais trechos de interesse são [RCEAD cap. 16]:

 

  • 1 Coríntios 3 – Baseados no trecho em que se fala que a pessoa vai “escapar como que se fosse pelo fogo”, os apologistas da ICAR dizem que este texto indica uma crença antiga sobre o purgatório.
    • Resposta: O trecho não menciona nenhum tipo de sofrimento ou purificação pelas conseqüências dos pecados, ao contrário: Trata de forma figurativa acerca das recompensas (galardão) que o Senhor dará aos seus servos, dependendo do trabalho que fizerem em favor do Evangelho e edificação da Igreja. No final, o que o fogo irá testar é a qualidade dos trabalhos dos servos, e não os servos, acontece que aquele que fizer para o Senhor, trabalhos de, digamos, qualidade mais baixa, não receberá recompensa (ele perde a recompensa), todavia irá para o Céu por pouco (como que “escapando pelo fogo”). O Outro, que construiu com os melhores materiais também irá pra o Céu, claro, e ganhará uma recompensa. Abaixo segue o trecho de um vídeo do Apologista Cristão James White debatendo sobre este trecho com um apologista da ICAR:
  • Mateus 5:21-26 – Os apologistas da ICAR dizem que este trecho apresenta uma espécie de ilustração sobre o purgatório.
    • Resposta: Jesus expande a explicação sobre o sexto Mandamento (Não Matarás!) utilizando como exemplos o Sinédrio e a reconciliação entre pessoas que têm desavenças (Como é que o sujeito pode oferecer um sacrifício a Deus com o coração todo amargurado? Não iria adiantar nada!). A prisão a qual ele se refere é uma prisão aqui do mundo material, antes da morte, e não após (purgatório). Até o atual bispo de Roma descarta essa interpretação dizendo que isso aí não é “algum tipo de campo de concentração acima deste mundo” [Ratzinger, Eschatology. p. 230]. Ilustrações não provam nada, apenas tentam tornar mais claro aquilo que já se sabe existir (o que não é o caso do purgatório).
  • Mateus 12:32 – Alega-se que, como Jesus menciona sobre o perdão “agora ou depois” ou “nem nesta vida nem na outra”, isso constitui um ponto a favor da existência do purgatório.
    • Resposta: Ora, de acordo com o dogma, o pessoal que vai para o purgatório já está salvo e perdoado e vai lá apenas para se purificar do que já foi perdoado. Jesus não pode estar falando de um purgatório aqui, pois não haverá perdão após a morte, “ou sobe ou desce”. Confira a passagem em Marcos 3:29.

 

Fica claro o que acontece aqui: Os teólogos católicos não inferem o purgatório a partir do estudo da Bíblia, na verdade, eles tentam procurar quaisquer passagens que possam estar se referindo a ele, visto que o magistério da ICAR declarou sua existência. O nome deste sofisma é Petição de Princípio: Admite-se como já demonstrado, a própria coisa que se quer demonstrar, neste caso, o purgatório. Por isso é tão fácil demonstrar os erros.

 

Outro exemplo de petição de princípio pode ser visto aqui. Aparentemente, só o fato de ler as palavras fogo e purificação em Zacarias 13 foi o bastante para que o autor do artigo enxergasse um purgatório ali. Todavia, leia todo o Capítulo 13 (localizado na parte profética do livro), e note que ele não tem nada a ver com purificação de pecados depois da morte, porém, pode demonstrar (vv. 7-9), como citado por Jesus (Mateus 26:31 e Marcos 14:27), a dispersão dos Apóstolos, o que por sua vez tipifica a dispersão dos Judeus no ano 70 dC.

 

Bem, além de não ser possível inferir um purgatório a partir da Bíblia, esse dogma é antibíblico, ilógico, e a Palavra do Senhor refuta essa idéia, vejamos:

 

O dogma apresenta uma inconsistência lógica irrecuperável: O Problema da Fiança. De que vale dizer que EU tenho de sofrer uma purificação durante um tempo (ou intensidade, que seja), se alguém pode pagar minha “fiança” aqui, para a ICAR (“a representante oficial de Deus”) e me tirar de lá? Veja no vídeo a seguir como é que se pode pagar a fiança de alguém que está no purgatório:

 

 

Voltando ao exemplo do copo, de acordo com a ICAR, EU deveria pagar pela conseqüência do copo quebrado a fim de ser purificado. Contudo, outro amigo meu poderia pagar no meu lugar e me liberar disso. Faz sentido? Outra pessoa, um pecador como eu, pagar pela conseqüência do meu pecado?

 

Os apologistas da ICAR dizem que faz sentido, pois você pode se oferecer como sacrifício em benefício do outro, assim como Cristo fez por nós… Novamente eles estão errados, pois aquilo que se vai oferecer como sacrifício tem de ser SEM MÁCULAS! (Deuteronômio 17:1, Levítico 22:18-25) Nenhum de nós preenche este requisito, apenas Jesus!

 

E quanto deve ser pago? Eu imagino que deve ser pouco, pois Jesus disse ao bandido na cruz em Lucas 23:43, que no mesmo dia ele estaria no Paraíso, e ele estava falando para o bandido, em termos humanos! Neste caso pode-se inferir um Estado Intermediário? Sim. De sofrimento e onde se paga pelos pecados não mortais? Não.

Tem como inferir um purgatório no dia em que o Senhor voltará, o Dia do Senhor? Vejam as passagens a seguir:

  • 1 Coríntios 1:8Cristo vai conservá-los firmes até o fim para que no dia da volta do nosso Senhor Jesus Cristo vocês não tenham culpa de nada.
  • 1 Tessalonicences 3:13Desse modo Deus dará força ao coração de vocês, e vocês serão completamente dedicados a ele e estarão sem culpa na presença do nosso Deus e Pai, quando o nosso Senhor Jesus vier com todos os que são dele. Amém!

Se os salvos não têm culpa de nada, não têm nada o que fazer em um purgatório.

De acordo com os teólogos católicos, o purgatório deixará de existir no Dia do Juízo. Mas se tanto eu quanto alguém que morreu no passado devemos passar um tempo X (ou sofrer X) no purgatório, significa que se Jesus voltar agora, eu não vou pra lá, quando deveria, enquanto outra pessoa do passado teve de passar pela purificação. Como o pessoal da ICAR apela para a Justiça de Deus pra justificar esse dogma, cadê a justiça de Deus agora? Não existe? Ora, claro que existe: O salvo ele recompensa de acordo com a qualidade dos trabalhos (como vimos em 1 Coríntios 3), e o não-salvo receberá níveis variados de punição no inferno (Lucas 12:47-49 e Mateus. 10:15). Aí está a justiça de Deus. Quer saber onde ela não está? No fato de que de acordo com a ICAR, outra pessoa, que não preenche o requisito de ser sem máculas, pode pagar pelas conseqüências dos meus pecados e me tirar do purgatório.

A melhor interpretação sobre este tema é a mais óbvia: Não existe purgatório. Nas palavras do próprio Jesus, “Tudo está completado!” (João 19:30), vemos que a sua obra foi suficiente, não tem essa de ter de ser obrigado a pagar copo depois nem nada do tipo, Deus perdoa e esquece (Hebreus 8:18 e 10:17, Jeremias 31:31-34, 1 Coríntios 6:11, Tito 2:14, e Isaías 53), nenhum salvo, ou seja, aquele que está com Cristo, vai passar por nenhum tipo de sofrimento após a morte (Romanos 8:1). E inclusive é bom notar que em 1 Coríntios 1:5, o Apóstolo Paulo deixa claro que esse é o caso dos membros da Igreja em Corinto, ou seja, mostrando mais uma vez que 1 Coríntios 3 não tem nada a ver com purgatório.

Sobre outro ponto crucial, raciocinem: Se sofrer purificasse alguém, por que o índice de reincidência dentre os ex-presidiários é tão grande? Ninguém pode ser purificado pelo próprio sofrimento, só Deus, mediante a sua graça, pode justificar alguém e mudar a atitude da pessoa com a obra do Espírito Santo. Além disso, novamente, a purificação através do sofrimento de alguém não puro não funciona, já que para se apagar completamente o pecado, seria necessário alguém totalmente puro, ou seja, o seu próprio sofrimento não é capaz de purificar seus pecados ou os dos outros, e nem o sofrimento de nenhum outro ser humano pode. Por isso foi necessário que Jesus tivesse feito isso, e como já vimos, a obra está completa.

Ao se estudar a Bíblia fica claro: Logo após a morte vem o Juízo, não tem essa de purgatório antes. Veja Hebreus 9:27 por exemplo, e tenha em mente que o Estado Intermediário provavelmente é uma região do Céu, onde os salvos permanecem até a ressurreição final.

Se há ou houve algum purgatório, foi ali na cruz (Hebreus 1:3 e 10:10)!

 

E será que o purgatório sempre foi definido da forma como o conhecemos hoje?

 

Este artigo mostra que não: http://triablogue.blogspot.com/2007/03/purgatory.html

 

Na verdade, o entendimento de vários dos Cristãos antigos era algo muito similar ao Estado Intermediário / Paraíso, uma região celestial onde não haveria qualquer tipo de sofrimento, ou seja, nada a ver com a idéia de purgatório criada pela ICAR. De acordo com o historiador Philip Schaff:

 

Essas visões do Estado Intermediário em conexão com as orações pelos mortos mostram uma forte tendência com a doutrina católica do purgatório, que posteriormente veio a prevalecer no ocidente graças à grande influência de Santo Agostinho e do Papa Gregório I. Mas há, apesar de tudo, uma diferença considerável. A idéia pré-Nicéia do Estado Intermediário do pio, exclui, ou em todo caso, ignora, a idéia de sofrimento penal, parte essencial da concepção católica de purgatório. Ela representa a condição do pio como uma de felicidade inferior, se comparada à felicidade perfeita após a ressurreição [final]. Onde fica, ou o que quer que o Paraíso seja, ele pertence ao mundo celestial; enquanto o purgatório supostamente seria uma região entre o Céu e o Inferno, e mais próxima do Inferno que do Céu. As inscrições nas catacumbas têm um tom freqüentemente animado, e representam as almas dos que já morreram como estando “em paz” e “vivendo com Cristo” ou “em Deus”. A mesma visão é substancialmente preservada na igreja oriental, cuja crença é de que as almas dos crentes mortos podem ser ajudadas pelas orações dos vivos, mas, “estão na luz e descanso, com um antegozo de felicidade eterna”. Contudo, ao lado dessa crença prevalecente, há traços da idéia purgatorial de sofrer as conseqüências temporárias do pecado, e uma dolorosa luta por santidade. Orígenes, seguindo o caminho de Platão, utilizou o termo “fogo purificador”, pelo qual as manchas dos pecados restantes seriam queimadas; mas ele entendia isso de forma figurativa, e conectou essa idéia com o fogo consumidor no Juízo Final, enquanto Agostinho e Gregório I transferiram isso para o Estado Intermediário.

 

[http://www.ccel.org/s/schaff/history/2_ch12.htm – Seção 156]

 

Outro Cristão antigo, Tertuliano escreveu:

 

Há um certo lugar chamado Seio de Abraão, destinado à recepção das almas das crianças de Abraão, mesmo dentre os Gentios (visto que ele é o ‘pai de muitas nações’, as quais devem ser agrupadas dentro de sua família), cuja fé em Deus é a mesma dele, mas sem o jugo da Lei e o sinal da circuncisão. Portanto, eu chamo essa região de Seio de Abraão. Embora não esteja no Céu, é superior ao Inferno, e é destinada a fornecer um intervalo de descanso para as almas dos justos, até que a consumação de todas as coisas complete a ressurreição de todos os homens com a ‘recompensa completa’. (Contra Marcião, 4:34).

 

Ou seja, uma opinião muito mais discordante com a da ICAR do que com a dos Cristãos Bíblicos.

 

Agostinho de Hipona, apesar de ser considerado o “pai do purgatório”, na verdade, só estava especulando. O estudioso Jacques le Goff afirma que: “A posição de Agostinho evoluiu ao longo dos anos” [The Birth of Purgatory, pp. 62,70]. De acordo com o próprio Agostinho:

 

Não é impossível que algo do mesmo tipo possa ocorrer mesmo depois desta vida. É uma questão que pode ser investigada, e ou confirmada ou deixada na dúvida: Se alguns crentes irão passar por um tipo de fogo purificador, e na proporção em que eles amaram com mais ou menos devoção os bens que se acabaram, seriam mais ou menos rapidamente liberados dele [do purgatório]. (O Enquirídio, 69).

 

Além destes exemplos, as referências a seguir apontam algumas obras de Cristãos antigos tratando deste tema, e cujas opiniões parecem estar novamente mais em desacordo com a ICAR do que com o que se pode aprender com o estudo da Bíblia. (Vou colocar as referências em inglês mesmo, mas várias dessas obras são bem conhecidas em língua portuguesa):

 

  • Justino Mártir (Dialogue With Trypho, 5)
  • Atenágoras (A Plea For The Christians, 31)
  • Irineu (Against Heresies, 5:5:1, 5:31:2)
  • Hipólito (Against Plato, On The Cause Of The Universe, 1-2)
  • Cipriano (Treatises, 7, On The Mortality, 6-7, 26)
  • Lactâncio (The Divine Institutes, 7:21)
  • Afraate (Demonstrações, 6:14, 8:20, 8:22-23, 22:9)

Leia mais sobre esse ponto, no artigo fonte:

http://triablogue.blogspot.com/2007/03/purgatory.html

 

Na verdade, o purgatório, como o conhecemos hoje, foi criação do papa Gregório o “grande” em 593, e somente depois, em 1439, no Concílio de Florença, foi oficializado como dogma [MMB, vol 1. p. 285].

 

Para terminar, já tendo demonstrado o caráter antibíblico desse dogma fabricado, e em conseqüência derrubado todo o “kit” (purgatório, indulgências…) assista o vídeo a seguir:

 

Você que é católico e leu tudo isso, reflita agora: Será que no Dia do Juízo, você vai ter a audácia de chegar diante de Deus crendo que o sacrifício de Jesus na cruz do calvário, POR VOCÊ, foi insuficiente? Será que ao invés do confiar na Palavra do Senhor, você prefere continuar crendo nas palavras de um senhor de idade sentado numa cadeira lendo um papelzinho de forma mecânica?

 

A escolha é sua, ou você crê num dogma criado por uma instituição que alega para si uma autoridade que é óbvio que não possui, e que desrespeita o sacrifício de Jesus na cruz negando a suficiência dele, ou você crê na Bíblia, a Palavra de Deus, e nesse caso é considerado anátema pela ICAR. Se a sua escolha for a segunda opção, não tem pra quê continuar freqüentando uma igreja católica: Bem vindo ao Cristianismo Bíblico.

 

Este artigo é baseado nos livros:

 

 

Continua…

 *Adendo: Veja a seguir a primeira parte de um debate sobre o purgatório (em inglês). Para ver as outras partes, só clicar no vídeo que fica mais fácil encontrar a seqüência no YouTube:

 

 

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