A FÉ IMPOSSÍVEL – PARTE 7

janeiro 25, 2007 às 2:48 am | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

 

A FÉ IMPOSSÍVEL

Ou: Como não começar uma religião antiga.

Por: J.P. Holding – Tektonics.org

http://www.tektonics.org/lp/nowayjose.html

Fator #7 – Entrando na história

· Atos 26:26 – Eu posso falar diante do rei Agripa com toda a coragem porque tenho a certeza de que ele conhece todas essas coisas muito bem, pois não aconteceram em nenhum lugar escondido.

Este é um grande fator, multifacetado, complexo e com níveis variados de força. Digamos que: Se você quisesse começar uma nova religião, com alegações novas e ferozes, você alegaria, em qualquer lugar, ter conexões que na verdade não tem? Se eu alegasse amanhã ou mesmo daqui a 40 anos que a minha tia Nettie foi ressuscitada, por acaso eu ousaria dizer que ela foi levada a julgamento na presença de Clarence Thomas, ou foi procurada pelo governador do meu Estado para interrogação, ou foi enterrada na tumba pertencente ao Tom Cruise? Temos freqüentemente analisado de forma individual as alegações do Cristianismo, tais como o enterro na tumba de Joe A. [José de Arimatéia 🙂], mas agora vamos analisar de forma coletiva o que estamos lidando. O NT está cheio de alegações acerca de conexões e relatos de incidentes envolvendo “pessoas famosas”. Um de nossos leitores expõe: Herodes Agripa – este homem foi um Rei cliente dos Romanos sobre a região em torno de Jerusalém – “foi comido por vermes” como Lucas relata em Atos 12:20-23. Havia cópias de Atos circulando na área, e eram acessíveis ao público. Se Lucas tivesse relatado de forma falsa, o Cristianismo teria sido dispensado como uma fraude, e como religião, não teria “pegado”. Se Lucas tivesse mentido em seus relatos, provavelmente teria sido preso e/ou executado pelo filho de Agripa, Herodes Agripa II (que tinha a mesma posição), porque esta era a pessoa para quem Paulo testificou em Atos 25 e 26 (relatado por Lucas). Agripa II estava vivo e no poder após Lucas ter escrito e circulado Atos; realmente, ele tinha acesso à todas as informações e alegações necessárias (Atos 26:26-27 – 26Eu posso falar diante do rei Agripa com toda a coragem porque tenho a certeza de que ele conhece todas essas coisas muito bem, pois não aconteceram em nenhum lugar escondido. 27 – Então Paulo disse ao rei: – Rei Agripa, o senhor crê nos profetas? Eu sei que crê!) Agripa executou Paulo por esses relatos? Não, e não poderia, se isso não fosse verdade. Ao invés disso, Agripa disse ao governador Festo: “Ele já podia estar solto se não tivesse pedido para ser julgado pelo Imperador” [Atos 26:32]).

O cético pode perguntar, “e daí?” E daí? Considere o efeito dominó ao se fazer tais alegações. Se a alegação #1 for provada falsa, isso abre a porta para que se duvide das outras – todo o caminho até o relato da ressurreição. E nem precisa ser a tumba de Joe A. ou Herodes virando vermeburguer em particular. Pode ser qualquer lugar onde os primeiros Cristãos e o NT fazem alegações ousadas em relação a alguma influência ou evento em qualquer cidade. As pessoas fora da área de Lystra podem não ter sabido o bastante sobre o que aconteceu em Lystra, ou não queriam checar, mas o Cristianismo estava fazendo alegações em pontos variados através do Império, e havia “checadores de fatos embutidos”, situados em torno do Império que poderiam dizer algo sobre todas as alegações centrais para Jerusalém e a Judéia – os Judeus da Diáspora. (E fica ainda pior; veja abaixo!)

O NT alega incontáveis pontos de toque que poderiam estar nesta lista. Um terremoto, escuridão ao meio-dia, a cortina do templo rasgada pelo meio, uma execução, tudo na Páscoa (com milhões de presentes), pessoas caindo de uma casa falando em línguas em Pentecostes (outro evento presenciado por milhões) – Tudo isso em uma pequena cidade e numa cultura onde as notícias se espalhariam rápido (veja abaixo). Curas de doenças e disfunções, até mesmo reversões da morte, em locais públicos. Uma entrada triunfante em Jerusalém em óbvio cumprimento de uma profecia Messiânica.

Em resumo, o Cristianismo era altamente vulnerável à inspeção e refutação em inumeráveis pontos – qualquer desses, se não tivesse tido sucesso, teria criado um efeito bola de neve em direção a mais dúvidas, especialmente levando em consideração os fatores prévios acima que poderiam ter sido motivos o bastante para qualquer Judeu ou Gentio dizer ou fazer algo. Essa não é a forma de se começar uma religião. Você começa uma religião fazendo ligações com pessoas desconhecidas e sem nome. Você não fala de um líder de uma sinagoga ou de um membro do Sinédrio, ou mesmo tem um centurião na sua história (mesmo que não se dê um nome a ele; havia poucos, de forma que não seria difícil checar quem foi). Você se apega aos sem-nomes como a mulher no poço. Houve interações com estas pessoas, claro, porém o ponto não é a presença deles, mas sim a presença dos mais notáveis e de melhor posição social, e as alegações ligadas a eles. É impossível que o Cristianismo tivesse prosperado e sobrevivido sem ter tudo “certinho” no que diz respeito a isso.

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