CÓPIA, CÓPIA, JESUS É UMA CÓPIA!

dezembro 11, 2006 às 12:10 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Cópia, Cópia, Jesus é uma Cópia!

Por J. P. Holding – Tektonics.org

Tradução: Maximiliano Mendes

Existe um tipo de argumento por aí, mais ou menos assim…

Jesus? Ele não é diferente de um milhão de outros deuses como _______ que também nasceu de uma virgem, foi crucificado e se reergueu dos mortos. Grande coisa!”

Você provavelmente não irá ouvir isso das pessoas realmente inteligentes e com as melhores qualificações. Mas você irá encontrar este tipo de coisa em romances campeões de vendas como o Código da Vinci e também em livros de pessoas que deveriam alugar quartos ao invés de escrever. Eles têm uma longa lista de nomes de deuses que gostam de colocar naquela lacuna, mas nós não temos muito espaço aqui, sendo assim, iremos apenas fazer algumas perguntas e então falar sobre três dos deuses mais comumente utilizados para preencher a lacuna. No fim, haverá um lugar que você pode ir para obter mais informações.

Vamos começar com as questões. A primeira é: Como podemos realmente decidir se uma coisa é a cópia de outra?

Vamos utilizar um exemplo, se um de seus professores diz que você plagiou o trabalho de alguém em um ensaio que você entregou, que tipo de provas o professor deveria ter de que você copiou alguém antes de te reprovar? O que mostraria que você não copiou de alguém e merece ter seu ensaio avaliado de forma justa como todos os outros?

Da mesma forma, que tipo de provas nós precisamos para dizer que algo sobre Jesus foi copiado de outro deus?

Bem, a primeira coisa que obviamente tem de ser verdade é que, já deveria se saber da existência do deus pagão antes de Jesus ter vivido no Século I. Isto é importante, pois como veremos em alguns dos exemplos, a evidência pode mostrar que as pessoas que acreditavam no deus pagão são as que mudavam as estórias de seus deuses para torná-los mais semelhantes a Jesus – porque elas estavam tentando competir com os cristãos. Da mesma forma, você não pode ser acusado de plagiar um ensaio que se pode mostrar ter sido escrito após o seu.

Em segundo lugar, quando alguém diz que algo é cópia de outra coisa, tem de se mostrar que a coisa copiada era única, não algo que alguém poderia sugerir por conta própria, ou que o tipo de coisa sobre a qual eles estavam escrevendo iria naturalmente abranger o mesmo assunto.

Eu quero dizer o seguinte: Você não pode ser acusado de plágio se seu ensaio usa palavras como e, mas, o, a e também. Estas são palavras que todo mundo usa. Além do mais, você não pode ser acusado de plágio se for designado para escrever um ensaio sobre energia hidrelétrica, e acontecer de você usar alguns argumentos iguais aos que alguém já utilizou antes. Isto é porque os fatos não são propriedades de apenas uma pessoa. Você não pode ser acusado de plágio só por dizer que “represas são uma fonte de energia hidrelétrica” a mesma coisa que outra pessoa também já disse.

Então por exemplo, se alguém diz: “Jesus foi um professor” e então diz “______ foi um professor”, este argumento não é bom. Ser um professor é algo que se espera que qualquer deus fosse. O mesmo é verdade para os milagres. Qualquer deus (real ou imaginário) deveria fazê-los. Se alguém diz: “Os cristãos tinham uma refeição sagrada (comunhão), mas essa religião pagã também tinha”, isso não é prova de cópia, porque no mundo antigo vários grupos tinham refeições sagradas juntos, assim como as famílias de hoje em dia gostam de sair para comer e aproveitar a companhia uns dos outros.

Algo deve ser único a fim de se fazer a acusação de cópia pegar – como se seu professor descobrir que você tem um parágrafo inteiro no seu ensaio utilizando exatamente as mesmas palavras de outra pessoa, e não apenas o mesmo assunto. Declarar, como alguém fez, o fato de que as represas criam energia hidrelétrica não é plágio; plágio é dizer isso utilizando as palavras exatas de outra pessoa e não dar crédito a ela.

Enfim, você não pode gritar “Cópia!” a não ser que possa mostrar haver outra explicação além da que alguém copiou algo de outra pessoa. Mas agora vejamos alguns desses deuses que dizem que os cristãos copiaram para fabricar Jesus. O que descobriremos na maioria dos casos é que a acusação de que o deus pagão fez algo similar ao que Jesus fez, na verdade é falso – completamente fictício! E na maioria dos outros casos, a informação sobre o deus pagão vem de uma época posterior à que Jesus viveu, significando que, se alguém fez alguma cópia, foram os pagãos copiando os cristãos, e não o contrário. Finalmente, veremos que aproximadamente todo o resto são coisas nem únicas nem especiais, da mesma forma que utilizar as palavras mas e o em um ensaio, não significa nada.

Attis, o deus castrado de forma cruel

Você já ouviu falar de Attis? Provavelmente não. Mas havia uma religião sobre ele em Roma mais ou menos no tempo em que Jesus viveu. Quais são algumas das coisas importantes que você poderá ouvir sobre esse cara? Aqui está uma lista das mais importantes:

Attis nasceu em 25 de Dezembro de uma virgem chamada Nana.

Em primeiro lugar, podemos esquecer da parte sobre o 25 de Dezembro. Embora nós celebremos o aniversário de Jesus nesta data, não sabemos se ele realmente nasceu dia 25/12, e nada na Bíblia diz isso. Esta data de aniversário para Jesus foi decidida centenas de anos depois. Além disso, eu nunca encontrei nada dizendo que Attis nasceu dia 25/12, a não ser a declaração acima.

E sobre ele ter nascido de uma virgem? Bem, é difícil imaginar algo assim na estória de Attis. Parece que um dia, Zeus (ou Júpiter para os romanos) viu o monte Agdus, e o achou parecido com a deusa Réia. (Nem me pergunte como uma montanha poderia se parecer com uma deusa. Talvez Zeus estivesse tendo problemas para arrumar encontros). Isto o deixou tão excitado que ele acabou derramando um pouco de esperma no chão, e daí nasceu uma criatura chamada Agdistis. Acontece que o Agdistis era um cara detestável e os deuses não gostaram dele. Então um outro deus, Dionísio, colocou vinho na água de Agdistis para que ele dormisse, enquanto ele estava dormindo, amarrou uma ponta de uma corda em volta dos órgãos genitais de Agdistis, a outra ponta em uma árvore, e deu um gritão no ouvido de Agdistis, e… bem, daqui pra frente você já entendeu…

Graças a isso, Agdistis sangrou bastante, e desse sangue brotou uma árvore frutífera. Muito tempo depois, uma garota chamada Nana pegou um dos frutos e o pôs no colo. Então o fruto desapareceu, e depois disso ela se descobriu grávida de Attis.

Nascimento de uma virgem? Não me parece muito certo.

Ele foi considerado o redentor que morreu para salvar a humanidade.

Se pudéssemos cantar uma música sobre isso, ela começaria assim: “Meu besteirol tem o nome de A-T-T-I-S…”

Os estudiosos da religião que cultua Attis dizem que não há evidências de que esta religião oferecia a salvação ou que Attis agiu como um “redentor”. Então é óbvio que os cristãos não copiaram nada.

Ele morreu – falaremos sobre isso em um minuto – mas não porque alguém o matou. Ele não foi morto.

Seu corpo era comido como pão pelos seus adoradores.

Não se sabe se isso é verdade. Os adoradores de Attis, assim como os adoradores de muitos deuses pagãos, tinham algum tipo de refeição, mas nós não sabemos no que ela consistia ou se envolvia algum tipo de simbolismo onde se acreditava que o pão era o seu corpo.

Na “Sexta-Feira negra”, ele foi crucificado em uma árvore, da qual seu sangue sagrado escorreu para redimir a terra.

Eu nunca encontrei verdade alguma nesta afirmação. Em sua estória mais famosa, Attis morreu embaixo de uma árvore, e não crucificado nela. Não há referência disso acontecendo numa Sexta-Feira, muito menos em uma Sexta-Feira “Negra”. Attis sangrou, mas o resultado disso, em algumas estórias, foi o brotamento de flores (especialmente violetas) – se você quiser chamar isso de “redenção” da terra, talvez algum fazendeiro esteja fazendo a mesma coisa plantando batatas. Isso certamente não “redimiu” nada nem ninguém do pecado (como Jesus fez) nem trouxe algum benefício pra nós que estamos fora do ramo da floricultura.

Após três dias, Attis ressuscitou em 25 de março (assim como na tradição de Jesus) como o “Deus altíssimo”.

Isso é verdade? Eu não estou certo. As pessoas que afirmam isso estão se referindo a qual estória?

Em uma estória, Attis está se casando, quando Agdistis (lembra dele?) aparece no casamento. Graças a essa interferência, a noiva morre. Attis fica angustiado, cai sob uma árvore, castra-se e então morre. Agdistis, vendo isso, sente-se mal e pede a Zeus que traga Attis de volta à vida. Zeus está de bom humor, diz OK, mas: O corpo de Attis não apodrecerá, seu cabelo continuará a crescer, e seu dedinho se moverá continuamente.

Não gostou dessa? Tente essa então: Uma garota chamada Cibele se apaixona por Attis, que prefere uma ninfa. Cibele mata a ninfa. Attis enlouquece e se castra. De seu sangue, as flores brotam do chão e ele se torna um pinheiro.

Ainda não temos um final feliz? OK tente a N° 3: Cibele, que apesar de não saber é filha de um rei, casa-se com Attis. Quando o rei descobre, mata Attis e se certifica de que o corpo nunca será encontrado.

Você viu alguma ressurreição aqui? Não – Isso só começou a aparecer nas estórias dele mais tarde, depois do início do Cristianismo. E sobre a data de 25 de Março? Era a data de um festival chamado Hilária, e não encontramos provas de que ele acontecia antes do Século III ou IV DC – vários anos depois de Jesus ter vivido.

Dionísio, o deus que gostava de vinho

Mesmo se você nunca ouvira falar de Attis, provavelmente já ouviu falar de Dionísio, ou Baco, como os romanos o chamavam. Dizem que ele é outro deus que os cristãos roubaram para criar Jesus. Vejamos outra lista de acusações.

Dionísio nasceu de uma virgem no dia 25 de Dezembro, e como Criança Sagrada, foi posto em uma manjedoura.

É, parece que todos os deuses nasceram no dia 25/12 não é? Deve ter sido difícil para as pessoas que organizavam as festas.

Nós já indicamos que a idéia do dia 25/12 não tem nada a ver com Jesus, mas mais do que isso, assim como Attis, eu não vejo evidências de escritores sérios, que pesquisam, de que esse também foi o dia do nascimento de Dionísio.

Sobre ter nascido de uma virgem, Dionísio chega perto – da mesma forma que Attis. Embora isso dependa de quais das estórias você queira crer. Na estória mais popular, a mãe de Dionísio era chamada Semele, e engravidou de Zeus quando ele tomou a forma de um relâmpago. Mais tarde, a esposa de Zeus, Hera, enganou Semele, fazendo com que ela fosse pedir a Zeus que revelasse sua glória, o que terminou carbonizando Semele, e deixando Dionísio, ainda não nascido, para trás. Zeus pegou a criança e o costurou em sua coxa até que ele estivesse pronto e desenvolvido.

Outra estória mostra Dionísio como o filho de Zeus e Perséfone. E ainda outra versão, asiática, o mostra “auto-nascido”. Mas claramente não há nada como o nascimento a partir da concepção de uma virgem.

Ele era um professor viajante que realizava milagres.

Em primeiro lugar, como nós dissemos no início: Espera-se que qualquer ser divino (real ou imaginário) operasse milagres, então esta acusação não tem muita importância. E no caso de Dionísio, a acusação não é muito boa mesmo. Na Bacchae, um antigo trabalho literário sobre Dionísio, ele viaja pela Grécia, Pérsia e Arábia espalhando seus rituais e julgando de forma miraculosa aqueles que o desafiam. Há outras estórias nas quais ele viajava por aí tentando fazer com que as pessoas fossem mais civilizadas, e um estudioso já disse ser ele o deus que passava a maior parte do tempo viajando. Não é como Jesus, que viajava em uma área limitada ensinando sobre moral. Há um alinhamento muito maior entre Jesus e outros “homens santos” do judaísmo de seus dias (pessoas como Honi o desenhador de círculos, e Hanina ben Dosa) que andavam de um lugar ao outro ensinando e realizando milagres.

Podemos colocar da seguinte forma: Se você chega em casa e encontra uma caixa de pizza de certa rede de lanchonetes no lixo, você irá supor que alguém comprou aquela pizza da mesma lanchonete no fim da rua ou em outro estado? Você poderia dizer que a rede de lanchonetes próxima a você roubou a idéia de usar caixas de outra rede? Não, porque uma caixa é a coisa exata para se utilizar, a fim de manter uma pizza quente e segura. Justamente por isso esperaríamos que um profeta ou pessoa divina ensinasse e realizasse milagres. É o trabalho deles. Se havia pessoas fazendo coisas semelhantes às que Jesus fez em sua vizinhança, então não há necessidade de se dizer que algum deus em outro país distante e em outra cultura foi a fonte de inspiração.

Ele foi um rei sagrado, morto, e era comido em um ritual de eucaristia para a fertilidade e purificação.

Isso é meio difícil de encontrar. De acordo com o relato de Diodorus, um historiador antigo, Dionísio, ainda criança, foi ludibriado a se sentar no trono de Zeus (um rei sagrado?) e brincar de Mestre do Universo. Assim que se sentou lá, alguns dos titãs – os vilões da mitologia grega – infiltraram-se com alguns brinquedos e o distraíram. Enquanto ele estava distraído, os titãs o pegaram, cortaram-no em pedaços (o mataram), cozeram e assaram tudo, exceto seu coração, e o comeram (comido – em um ritual eucarístico?!?!). Quando Zeus ficou sabendo disso, ficou irritado como de costume, e explodiu os titãs em pedacinhos.

Entretanto, no que diz respeito às nossas vidas aqui na terra, não temos evidências de que o corpo de Dionísio foi “comido” alguma vez pelos seus seguidores em um ritual como esse.

Dionísio ressuscitou dia 25 de Março.

Não encontrei nenhuma evidência para apoiar esta afirmação. Relacionadas a isso, houve uma variedade de idéias: Uma inscrição de uma cidade grega antiga descreve Dionísio como “o deus que se renova e retorna a cada ano rejuvenescido” – o que quer que isso signifique. Temos uma estória em que Dionísio foi perseguido por um inimigo e desceu até as profundezas do mar Alciônico [Alcyonian], e para o mundo dos mortos. Também temos outra estória onde, após o infante Dionísio ter sido morto, seu coração foi usado para fazer um corpo novo. Nada em qualquer dessas estórias tem mais do que uma semelhança superficial em relação ao que aconteceu com Jesus. Se podemos igualar “ressuscitou dos mortos” tão facilmente com o que aconteceu a Dionísio e à Jesus, então você também poderá encontrar um paralelo sobre isso no trem fantasma da Disneylândia.

Ele era o deus do vinho, e transformou água em vinho.

É verdade que Dionísio foi o deus do vinho, mas a estória em que ele transforma água em vinho é posterior ao tempo em que o Novo Testamento foi escrito. Existe também uma estória sobre um escoadouro em um templo de Dionísio, que jorrava vinho ao invés de água, mas isso não é transformar água em vinho.

Mitra: O deus que não se meteu com touro algum

O último deus que veremos é o que eu recebo mais questões a respeito – seu nome é Mitra. Ele tinha uma estória interessante. Em sua vida mais antiga, Mitra foi o cara que andava por aí punindo as pessoas que quebravam alianças, e era responsável por trazer chuva, vegetação e saúde. Todavia, mais tarde, quando o povo no Império Romano o encontrou, tudo isso mudou e Mitra tornou-se principalmente conhecido por ter matado um “touro cósmico” que representava a constelação de touro. Aqui vai uma lista parcial de acusações:

Mitra nasceu de uma virgem em 25 de Dezembro, em uma caverna, e havia a presença de pastores.

Se há algum deus que não nasceu dia 25/12, eles provavelmente mudariam sua certidão de nascimento. Novamente, a resposta é a mesma: Não é relevante, pois não há nada no Novo Testamento dizendo que Jesus nasceu nessa data.

E o resto? Em primeiro lugar, Mitra não nasceu de uma virgem em uma caverna; ele nasceu de uma rocha. Eu suponho que, tecnicamente, a rocha da qual ele nasceu não poderia ser classificada como uma virgem! A parte sobre os pastores é totalmente verdadeira; embora a evidência seja proveniente de pelo menos um século após o tempo em que o Novo Testamento foi escrito.

Ele tinha 12 companheiros ou discípulos.

Isto é falso. Esta acusação é baseada em um erro ao se analisar um quadro de Mitra matando um touro, emoldurado em 2 colunas verticais, cada uma com 6 quadros, cada um supostamente representando os signos do zodíaco, e não “companheiros ou discípulos”.

Mitra foi enterrado em uma tumba, e após três dias ressuscitou. Sua ressurreição era celebrada todos os anos.

Isto é completamente falso. Como dito por um especialista que estudou Mitra a fundo: “não há morte de Mitras” – e assim, claro, nenhuma “ressurreição” para se celebrar.

Sua religião tinha uma eucaristia, ou “Ceia do Senhor” em que Mitra disse: “aquele que não comer do meu corpo ou beber do meu sangue, de forma a se tornar um comigo, não será salvo”.

Isto é muito sem base! A citação pertence a um texto medieval (centenas de anos após o tempo em que Jesus viveu), e quem disse isso não foi Mitras, mas sim Zaratrusta. A coisa mais próxima que o Mitraísmo teve de uma “Última Ceia” foi seus seguidores ingerirem pão, carne, água e vinho, o que era talvez uma celebração da refeição que Mitra teve com o deus sol após matar o touro. Mas este tipo de refeição, como já dissemos, era o tipo de coisa praticada por grupos de todas as partes do império romano – dos grupos religiosos às sociedades funerárias.

1 Coríntios 10:4 usa “palavras idênticas àquelas encontradas nas escrituras do Mitraísmo, exceto pelo fato de que o nome de Mitra é trocado por Cristo”.

Se alguém diz que isso é verdade, precisa divulgar essas escrituras mitraicas e entregá-las aos estudiosos do Mitraísmo de uma vez por todas, pois eles vão querer estudar a respeito delas. Atualmente, o principal estudioso do Mitraísmo, David Ulansey, diz que “os ensinamentos do culto (Mitraico), até onde sabemos, nunca eram escritos”, e “não nos foi deixada praticamente nenhuma evidência literária em relação ao culto que poderia nos ajudar a reconstruir suas doutrinas esotéricas”.

Demos uma olhada rápida em três deuses que algumas pessoas acusam os cristãos de terem “plagiado” quando inventaram Jesus – Attis, Dionísio e Mitra. Acontece que todos os três casos revelaram-se fictícios. Há outras listas de deuses por aí bem maiores, com os mesmos tipos de acusações sendo feitas, e você pode aprender mais nos links abaixo. Mas antes de terminarmos, temos mais um “Ei espere um instante…”

Justino Mártir: O cristão que deixou o gato sair do saco?

Algumas pessoas que utilizam essas teorias de que “Jesus é uma cópia” gostam de apontar para algumas citações de um cara chamado Justino Mártir, um escritor cristão antigo, de aproximadamente 150 DC:

Pois quando eles dizem que Dionísio surgiu novamente e ascendeu aos céus, isso não é evidência de que o diabo imitou a profecia?

Quando dizemos que Jesus Cristo foi produzido sem união sexual, foi crucificado, morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus, nós não propomos nada novo ou diferente do que vocês crêem em relação àqueles que vocês chamam filhos de Júpiter.

Tá vendo?” eles dizem. “Justino está admitindo que os cristãos roubaram coisas dos pagãos!” Não tão rápido. Leia a primeira parte de forma atenciosa. Justino está dizendo que o diabo imitou a profecia. O que ele está realmente dizendo é que o diabo procurou pelas profecias no Velho Testamento e inspirou mitos gregos que ele achou que as imitariam.

Agora veja a segunda citação. Justino escreve desta forma não porque está admitindo que os cristãos tenham copiado coisas dos pagãos, mas porque os próprios pagãos achavam que o Cristianismo estava ensinando coisas novas e diferentes. Então ele argumenta que quando o diabo “imitou” as profecias do Velho Testamento, não as entendeu corretamente, como ele continua dizendo:

E essas coisas foram ditas dentre os gregos e dentre todas as nações onde eles [demônios] ouviram os profetas prevendo que Cristo iria ser crido de forma especial; mas ao ouvirem o que foi dito pelos profetas não entenderam de forma correta, porém imitaram o que foi dito de nosso Cristo, como homens falíveis, como deixaremos claro.

Então Justino não está admitindo nada sobre o Cristianismo ter roubado idéias de pagãos. Ao invés disso, ele está tentando convencer os pagãos (que discordam!) de que existem paralelos entre os mitos gregos e o Velho Testamento.

Leia Mais!

< http://www.christian-thinktank.com/copycat.html >

< http://www.tektonics.org/copycat/copycathub.html >

O segundo apresenta uma lista enorme de supostos deuses “copiados”, como também coisas a mais sobre Mitra, Attis e Dionísio.


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Clique no link a seguir para baixar o arquivo em formato .pdf:

http://www.4shared.com/file/8231320/9aa31125/Jesus_Copycat_PTBR.html

(Aguarde a contagem regressiva!)

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