RESPOSTINHA CURTA CONTRA O RELATIVISMO

setembro 9, 2006 às 11:15 am | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Antes de tudo, vejamos o diálogo abaixo [1]:

Protágoras: A verdade é relativa. É questão de opinião.

Sócrates: Você quer dizer que a verdade é uma mera opinião pessoal?

Protágoras: Exatamente. O que é verdade para você é verdade para você, e o que é verdade para mim é verdade para mim. A verdade é pessoal.

Sócrates: Você realmente acha isso? Que a minha opinião é verdade em virtude de ser minha opinião?

Protágoras: Eu realmente acho.

Sócrates: A minha opinião é: a verdade é absoluta, não é opinião, e que você, Sr. Protágoras, está absolutamente errado. Como esta é a minha opinião, então você deve concordar que ela é verdade, de acordo com a sua filosofia.

Protágoras: Você está totalmente certo Sócrates.

Esse diálogo já é o bastante pra mostrar ao leitor que o relativismo é tão consistente quanto plantar uma sequóia no ar, em cima da própria cabeça. Mesmo assim, alguns ainda tentam justificar essa crença com dois tipos de argumento: Uns usam o argumento de que a nossa moral é determinada geneticamente, ou seja, somos só uns autômatos e tudo o que sentimos e achamos é pura ilusão (acho difícil que alguém realmente acredite nisso…) e outros usam um argumento social, ou seja, as culturas apresentam diferenças entre si, então a moral e a ética são relativas.

Bem, eu acho é que as culturas e pessoas têm OPINIÕES diferentes sobre o certo e errado, e opiniões não necessariamente são infalíveis, pura e simplesmente porque ninguém é. As culturas e indivíduos podem estar errados, mesmo que sejam sinceros, por exemplo, Hitler pode ter sido totalmente sincero, mas estava certo? E se a moral/ética são relativos, um julgamento internacional, tipo Nuremberg teria de ser baseado em quê?

Eu não tenho conhecimento nessa área, mas o que eu penso dessas diferenças culturais e de situações pode ser ilustrado da seguinte forma: Imagine duas pistas, num esquema tipo competição em um futuro caótico, uma ao lado da outra, mas diferentes no que diz respeito aos obstáculos, curvas, objetos… E em cada pista tem uma pessoa que deve se deslocar para a linha de chegada. A partir daí, dá pra visualizar diferentes estratégias que as pessoas utilizarão pra atingir o objetivo, até mesmo coisas extremas, por exemplo, imagine que uma das pessoas tenha de arrancar a própria perna, afim de se soltar de alguma ferragem. Neste caso o objetivo não é pura e simplesmente se mutilar, mas sim, chegar ao final. Agora imagine o mesmo cenário, só que antes do início da prova, cada participante recebe um manual com as regras do jogo. Acho que já deu pra pegar a idéia.

OBS: Eu sempre me refiro a uma Lei moral, e não à valores. Valores são subjetivos, a Lei é imposta. Eu acho que para o ateísta ser consistente, ele não deve acreditar em bem, mal, ética… deve crer que neste universo existe apenas indiferença. E óbvio que o relativista não tem base nenhuma pra criticar, por exemplo, a ética do PT… De qualquer forma, o relativismo assume como um princípio básico, o de que os valores mudam. Mas para o relativista, esse princípio é absoluto! Se o relativismo é baseado em um princípio absoluto e imutável, é contraditório [2].

[1] http://www.theapologiaproject.org/is_truth_relative.htm
[2] http://www.leaderu.com/orgs/probe/docs/measmor.html

Em tempo: Na verdade, alguns também crêem que Leis morais absolutas são contrárias à idéia de liberdade/livre arbítrio. Eu respondo com o meu argumento Corsário Yarrr!!!
http://www.i-am-bored.com/bored_link.cfm?link_id=18812

 

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