FORMIGAS SEM CHEFES OU HIERARQUIAS? SERÁ QUE DEUS NÃO CONHECE SUA PRÓPRIA CRIAÇÃO? (PARTE 2).

março 6, 2009 às 4:32 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Formigas sem chefes ou hierarquias? Será que Deus não conhece sua própria Criação? (Parte 2).


Observação! De antemão já aviso que não pretendo discutir aqui a biologia básica das formigas, mas caso você tenha interesse, pode visitar o link a seguir (que inclusive concorda com o que vou dizer neste artigo) e aprender mais sobre esses insetos:


http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT803829-3434,00.html

http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT803829-3434-2,00.html

Como já vimos anteriormente, um dos erros mais freqüentes dos críticos da Bíblia é o anacronismo, que, basicamente, consiste em atribuir coisas de uma época a outra. No caso a ser tratado aqui, o anacronismo consiste em exigir que o texto Bíblico apresente as classificações biológicas e convenções lingüísticas atuais.


É mais do que óbvio que a Bíblia não foi escrita única e exclusivamente para nós, e, portanto, não apresenta as nossas classificações e convenções. Não obstante, os críticos da Bíblia afirmam que ela contém erros porque não está escrita da forma que ele queria que estivesse. Imagine uma pessoa do mundo antigo lendo um texto de acordo com os nossos padrões… Os críticos antigos poderiam dizer que a Bíblia não é de Deus porque não refletiria a realidade deles.


Além do anacronismo, outro erro comum é achar que o povo dos tempos antigos era idiota! Como assim? Eles acham que o povo não tinha dois olhos pra ver as coisas, que os antigos não sabiam contar, ou mesmo que não soubessem corrigir coisas erradas quando escrevessem. Ainda não entendeu? Nem se preocupe, adiante neste artigo irei esclarecer o que quero dizer agora. Aliás, já adianto minha opinião: de que nem mesmo esses garotos ateus de fóruns da internet são tão ineptos para crer na validade das críticas que fazem. Eu acho muito mais provável que eles lancem esses ataques pífios pela pura necessidade de mentir, tanto para si quanto para os outros, pois a realidade os fere exatamente da mesma forma que a luz desintegra os vampiros.


Sendo assim, vejamos o que acontece em Provérbios 6:6-11.


AS FORMIGAS E OS PREGUIÇOSOS


Basicamente, a reclamação é a seguinte: “A Bíblia está errada, pois diz que as formigas não têm chefe, mas hoje em dia todo mundo sabe que elas têm rainhas e também existem algumas formigas que policiam e escravizam outras! Ou seja: apresentam hierarquias de comando!


Vejamos o trecho Bíblico de interesse em Provérbios 6:6-11:


· Preguiçoso, aprenda uma lição com as formigas! Elas não têm líder, nem chefe, nem governador, mas guardam comida no verão, preparando-se para o inverno. Preguiçoso, até quando você vai ficar deitado? Quando vai se levantar? Então o preguiçoso diz: “Eu vou dormir somente um pouquinho, vou cruzar os braços e descansar mais um pouco.” Mas, enquanto ele dorme, a pobreza o atacará como um ladrão armado. (NTLH).

O sentido do texto é bastante óbvio, nem é preciso explicar, e, além disso, dificilmente alguém normal iria inventar que aí existe uma contradição, erro ou algo do tipo. Francamente: somente uma mente atribulada necessitada de uma desculpa esfarrapada para achar que descrê consegue inserir um problema nesse trecho.

De qualquer forma, a alegação de erro é facilmente refutada, pois as formigas não apresentam hierarquias de chefes e capatazes, mas sim, no máximo castas e hierarquias no que diz respeito à reprodução. Vejamos algumas definições:

· Hierarquia:

o De acordo com o Dicionário Michaelis: ordem baseada na divisão em níveis de poder ou importância, de forma que um nível inferior é sempre subordinado a um nível superior.

o De acordo com o Dicionário Aurélio: graduação da autoridade, correspondente às várias categorias de funcionários públicos; classe.

· Casta:

o De acordo com o Concise Oxford English Dictionary: em entomologia, para alguns insetos sociais, a casta corresponde a um tipo distinto de indivíduo com uma função particular.

A definição de castas acima é aceitável, mas deve-se ter em mente que as formigas podem trocar de funções em determinadas situações. Por exemplo: quando são mal-sucedidas na execução de uma determinada tarefa (GORDON, 2002).


Bem, não basta só definir as coisas, eu tenho de mostrar que as formigas não têm hierarquias de trabalho mesmo. Para isso eu vou me referir principalmente aos estudos de Deborah Gordon (2002). Vejamos o que ela diz:


· p. 7: O mistério básico que cerca as colônias de formigas é que nelas não há administração. Uma organização ativa sem que haja alguém no comando é algo tão diverso do modo como os seres humanos operam que chega a ser quase inconcebível. Não há nenhum controle central. Nenhum inseto dá ordens a outro ou o instrui a fazer coisas de determinada maneira. Nenhum indivíduo tem conhecimento de determinada maneira. Nenhum indivíduo tem conhecimento do que deve ser feito para levar a cabo qualquer tarefa da colônia. Cada formiga abre seu caminho arranhando e picando através do minúsculo mundo de sua vizinhança imediata. As formigas se encontram, se separam, vão cuidar de seus afazeres. De certa maneira, esses pequenos eventos criam um padrão que engendra o comportamento coordenado das colônias.

· p. 9: Histórias sobre sociedades totalitárias, exércitos implacáveis e monstros vorazes são freqüentemente contadas acerca de formigas. Mas elas não têm nenhum ditador, nenhum general, nenhum mentor perverso. De fato, não há entre elas líderes de qualquer espécie.

· p. 20: A rainha de uma colônia de formigas tem um nome enganoso. Afinal, ela nada tem de régio. Seu trabalho é pôr ovos, e ela é importante para a colônia como os ovários são importantes para uma mulher, mas não tem nenhuma autoridade ou privilégio especiais. Não há reis nesse mundo.

· p. 110: A rainha é a única que persiste durante toda a vida da colônia, mas ela, apesar de seu título imponente, apenas põe ovos e não dirige as operárias de nenhuma maneira.

A mesma opinião pode ser encontrada em um artigo mais recente da mesma autora (GORDON, 2007).


O que se aprende com isso? Que realmente, pelo menos de forma geral, as formigas não apresentam hierarquias, e assim o trecho Bíblico é corroborado. Elas fazem o que tem de fazer em resposta aos estímulos químicos e táteis que captam com suas antenas, e não porque uma ou outra formiga, com as vozes de Woody Allen e Sylvester Stallone resolvem iniciar uma revolução em um formigueiro. Em resumo, pelo menos de forma geral, elas não precisam de chefes hierárquicos, ao contrário dos preguiçosos.



Sem hierarquias ou chefes, cada formiga faz aquilo que deve fazer baseada nos estímulos do meio e nas interações entre si. Retirada de GORDON (2007).


Todavia, como é típico dos ateus militantes, ainda é possível insistir em algumas bobagens:


E AS EXCEÇÕES?


“Mas como praticamente tudo em biologia, deve haver exceções, então a Bíblia está errada!”


Como eu havia dito, os críticos gostam de insistir em anacronismo e exigir que a Bíblia tivesse sido escrita de acordo com padrões atuais. Sendo assim, para o crítico, Salomão deveria ter escrito umas dezenas de páginas em acréscimo ao texto, indicando as espécies de formigas sobre as quais ele estava se referindo, especificar as condições nas quais o exemplo é válido, as exceções e etc. Algo que, repito: uma mente saudável nunca insistiria.


É óbvio que Salomão não era um mirmecologista, sendo assim, é claro que não estudou todas as formigas do mundo daquele tempo e nem as que porventura tenham surgido depois. Neste caso, uma conclusão óbvia que se pode tirar de imediato é a de que a Bíblia está apresentando uma generalização, de forma a facilitar o entendimento da comparação entre o comportamento do preguiçoso, que muitas vezes só trabalha quando obrigado, com as formigas, que, ao que tudo indica, não precisam de chefes ou capatazes.


Dizer que uma generalização óbvia dessas consiste em erro implica em dizer que Deborah Gordon também escreveu um livro cheio de afirmações errôneas por ter generalizado, tendo em vista que não estudou todas as espécies de formigas da história do planeta Terra. Ou então que quando Deus diz coisas do tipo “Israel me abandonou”, também generalizando, pois nem todos os israelitas o abandonaram, está fazendo uma afirmação falsa.


Nem é preciso alongar mais tempo explicando que quando um crítico implica com Provérbios 6:6-11, está querendo arrumar qualquer desculpa esfarrapada para descrer.


Eu poderia encerrar por aqui, mas vejamos outros pontos.


Algumas formigas realmente apresentam hierarquias, todavia, vejamos a seguir se esses exemplos realmente discordam da Bíblia ao ponto de entrarem em contradição com ela.


Formigas policiais


Existem formigas que policiam as outras, para que elas voltem a trabalhar, sendo assim, a Bíblia está errada!


As formigas podem competir e estabelecer relações de dominância hierárquica não em relação ao trabalho, mas sim em relação à reprodução (MONNIN & PEETERS, 1999; CUVILLIER-HOT, V. et al., 2004; PEIXOTO, et al., 2008):


Em algumas espécies de formigas, o trabalho reprodutivo não é desempenhado por uma rainha, mas sim por uma ou mais obreiras chamadas gamergates, com ovários desenvolvidos e espermateca funcional. As gamergates podem se acasalar e produzir indivíduos machos haplóides e obreiras diplóides.


Nas espécies que possuem rainhas, as obreiras ou são estéreis, ou esterilizadas, ou estão restritas a depositar ovos não fertilizados (resultando em machos) em situações particulares, estimuladas por feromônios, como quando a rainha da colônia se encontra ausente. Em contrapartida, algumas espécies de formigas perderam a casta rainha, então a função reprodutiva da colônia é executada por uma ou mais gamergates: elas podem se acasalar e produzir indivíduos machos haplóides e obreiras diplóides. De forma geral, nesses casos, as obreiras competem entre si pela função reprodutiva e estabelecem hierarquias de dominância por meio de interações agonísticas (comportamentos que envolvem conflito).


É comum que só uma ou poucas obreiras da colônia se tornem gamergates, e como todas as obreiras, pelo menos em princípio, poderiam desempenhar esse trabalho, surgem conflitos entre elas, com o estabelecimento de hierarquias de dominância reprodutiva (e não de preguiçosas vs. trabalhadoras!). A gamergate pode atingir essa posição de várias formas: pela idade ou através de interações agonísticas diversas: impedindo que a rival possa interagir com outros indivíduos, boxe antenal, canibalismo de ovos, mutilação de apêndices torácicos (o que impede a mutilada de atrair os machos) e etc. É importante notar que mesmo em algumas espécies nas quais as colônias possuem rainhas, pode haver competições entre obreiras capazes de se reproduzir.


É importante destacar que algumas formigas “policiam” outras, no sentido de não permitir que elas venham a se tornar a gamergate da colônia. As obreiras reconhecem uma candidata a gamergate via sinais olfatórios que sinalizam fertilidade, captados pelas antenas, e a imobilizam, impedindo-a de se reproduzir, sendo assim ela volta a executar seu trabalho original sem ter de ter as policiais na cola mandando. É mais algo como impedir uma mudança de emprego do que impedir alguém de ser preguiçoso.



Alguns exemplos de interações agonísticas entre as formigas. As formigas sendo submetidas estão destacadas em azul. Bloqueio (A), imobilização (B) e esfregar a antena da submissa no último segmento abdominal (o gáster) (C) (Kiss my ass das formigas?). Modificada a partir de MONNIN & PEETERS, 1999.


Um dos motivos pelos quais as formigas policiam as outras no sentido de impedirem sua reprodução pode ser o fato de que as obreiras que estão depositando ovos trabalham menos como obreiras (por estarem tentado fazer duas coisas) e isso pode perturbar a eficiência da colônia. Entretanto note que ela não é policiada por estar com preguiça de trabalhar, mas sim por estar “almejando” uma posição superior na hierarquia reprodutiva. Como o texto Bíblico fala de preguiça, aqui não há contradição.


Formigas que parasitam outras


Algumas formigas escravizam as outras, ou seja, as escravas são forçadas a trabalhar então a Bíblia está errada!


Se por um lado algumas espécies de formigas perderam a casta rainha, outras perderam ou estão em processo de perda das obreiras! Sendo assim, têm de parasitar outras espécies, “escravizando” as obreiras delas.


Na verdade, as parasitas possuem obreiras cujo único serviço que parecem fazer bem feito é a invasão de colônias das espécies a serem parasitadas. Entretanto, são menos eficazes na execução das tarefas mais típicas das obreiras (forrageio, limpeza e etc.) (SUMNER, et al., 2003).


Vejamos um exemplo (GRASSO, et al., 2002): formigas da espécie Polyergus rufescens não são capazes de se alimentar por conta própria devido ao tamanho de suas mandíbulas, sendo assim, para viver, precisam ser alimentadas por outras formigas, que no caso, fazem de “escravas”.


Para conseguir essas escravas, as P. rufescens atacam as colônias das formigas a serem parasitadas nos verões, em busca de roubar trabalhadoras ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento para suas próprias colônias. Além disso, o processo de estabelecimento de uma colônia de P. rufescens envolve a invasão e assassinato da rainha da espécie parasitada. Essas formigas escravagistas são capazes de realizar esses atos devido ao fato de que possuem uma glândula de Dufour, secretora de feromônios capazes de diminuir o comportamento agressivo das formigas cuja colônia será invadida.


Mais informações sobre essas formigas escravagistas também podem ser obtidas nos links a seguir:


http://www.aformiganocarreiro.com/HTML/hmtl_asformigas/html_comportamento/esclavagismo.htm

http://cienciahoje.uol.com.br/121804 (apesar de que nesse, a figura não corresponde à realidade).


Bem, e isso está em desacordo com a Bíblia? Novamente não, pois as “escravas” trabalham da mesma forma como trabalhariam em suas colônias originais e as parasitas também trabalham, o próprio ato de invadir é o trabalho delas. Algum chefe ou capataz aqui? Também não.


Formigas inativas


De acordo com GORDON (2002), o formigueiro tem bem mais formigas do que o necessário, sendo assim, várias estão inativas no formigueiro, ou seja, a Bíblia está errada!”


Realmente, ela diz ser muito provável que dentro do formigueiro haja muitas formigas inativas, sem fazer nada, pois já há um número suficiente delas executando as tarefas necessárias. Ela diz que pode ser que alguns eventos que requerem umas 1000 formigas a mais para executar alguma função podem ter ocorrido no passado, selecionando as espécies que produzem mais formigas que o necessário, mas deixa claro que nunca viu algo assim acontecer.


Minha opinião é a de que nem é preciso ir muito longe para imaginar um evento como esses, apesar de ela não tê-lo feito. Já ouviu falar em tamanduás? De acordo com dados do zoológico de San Diego, um tamanduá mirim pode comer 9000 formigas por dia, e um tamanduá bandeira pode comer até 30000!


http://www.sandiegozoo.org/animalbytes/t-tamandua.html

http://www.sandiegozoo.org/animalbytes/t-anteater.html


Por isso ou por motivo semelhante é preciso que haja um contingente de formigas bem maior que o normalmente necessário para manter a colônia em casos emergenciais.

Ademais, dizer que as formigas estão inativas é uma coisa, que são preguiçosas é outra. Ela mesma (GORDON, 2002) afirma que as formigas podem passar da atividade para a inatividade dependendo das necessidades da colônia, sendo assim, não são formigas preguiçosas precisando de capatazes, e isso também não entra em contradição com a Bíblia.


E os corvos em Lucas 12:24?


Vejam os corvos: não semeiam, não colhem, não têm despensas nem depósitos, mas Deus dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os pássaros?


O trecho de Provérbios nos exorta a trabalharmos, não sermos preguiçosos e termos provisões para os tempos difíceis. Algumas pessoas podem achar que o versículo acima entra em contradição com Provérbios, mas essa dificuldade é resolvida caso analisemos o contexto no qual Jesus diz as coisas em Lucas 12. Caso você comece a ler a partir de Lucas 12:13 e vá até o versículo 34, perceberá que Jesus admoesta os ouvintes a não buscarem acumular riquezas em excesso, ou seja, darem prioridade exagerada às coisas materiais em detrimento das coisas espirituais, de Deus. E aos discípulos, para que não fiquem ansiosos com as possíveis dificuldades que haveriam de enfrentar como conseguir alimentos e roupas.


Por acaso Jesus manda alguém fazer corpo mole? Não. Só nos exorta a evitar os excessos. Além disso, é válido lembrar que o corvo não é um animal que vive em colônias como as formigas, sendo que o trabalho das formigas, o que elas juntam, tem como foco a colônia.


CONCLUSÃO

Vimos aqui que as alegações dos críticos sobre Provérbios 6:6-11 não passam de implicância recheada de anacronismo. Como o crítico parte do pressuposto de que a Bíblia está toda errada, nem pára para pensar que uma pessoa com dois olhos na cara e um pouco de curiosidade poderia ter observado algumas formigas e notado as diferenças entre algumas. Tente você mesmo e veja se é tão difícil distinguir uma obreira de uma soldado… Não é incomum achar que as formigas apresentem chefes, governadores e líderes caso observemos só os formatos dos corpos, todavia, as pesquisas mostram que não, corroborando o autor inspirado do texto Bíblico.

Infelizmente os críticos são pessoas que escolheram um estilo de vida no qual precisam fabricar desculpas esfarrapadas o tempo todo com o intuito de achar que não devem crer na Palavra de Deus, a qual tentam desqualificar e falham constantemente. De qualquer forma, os fatos da realidade acerca da estrutura social das formigas corroboram o texto Bíblico, sinto muito pra quem odeia isso.


REFERÊNCIAS


CUVILLIER-HOT, V. et al., Reproductive monopoly enforced by sterile police workers in a queenless ant. Behavioral Ecology. v. 15(6). 2004. pp:970-975.

GORDON, DM. Control Without Hierarchy. Nature. v. 446. 2007. p. 143.

GORDON, DM. Formigas em Ação: Como se Organiza uma Sociedade de Insetos. Jorge Zahar Editor. 2002.

GRASSO, DA. et al., Dufour’s Gland of Polyergus rufescens Gynes: Age-Dependent Structural and Functional Changes. Ins. Soc. Life. v. 4. 2002. pp:13-16.

HEINZE, J. Hierarchy length in orphaned colonies of the ant Temnothorax nylanderi. Naturwissenschaften. v. 95. 2008. pp:757–760.

MONNIN, T. & PEETERS, C. Dominance Hierarchy and Reproductive Conflicts Among Subordinates in a Monogynous Queenless Ant. Behavioral Ecology. v. 10(3). 1999. pp: 323-332.

PEIXOTO, AV. et al., Comportamento e estrutura reprodutiva da formiga Dinoponera lúcida Emery (Hymenoptera, Formicidae). Revista Brasileira de Entomologia. v. 52(1). 2008. pp:88-94.

SUMNER, S. et al., The adaptive significance of inquiline parasite workers. Proc. R. Soc. Lond. B. v. 270. 2003. pp:1315–1322.

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