SISTEMA IMUNITÁRIO

setembro 19, 2007 às 7:53 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativados

SISTEMA IMUNITÁRIO

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Sabemos que, de forma geral, a presença de microrganismos ou outros parasitas no interior de nosso organismo pode gerar doenças. Sendo assim, apresentamos algumas barreiras, cujo intuito é impedir a entrada destes agentes patogênicos em nosso corpo, como a pele, nosso revestimento externo, os revestimentos internos de órgãos como o tubo digestório e o trato respiratório, constituídos de epitélios e uma camada de muco, e até mesmo a acidez do suco gástrico.

Retirada de: ROITT, I., et al. Imunologia., 5ª Ed. Manole, 1999.

Todavia, às vezes, os patógenos conseguem ultrapassar estas barreiras e penetrar em nosso organismo. Nesse caso, há ainda uma segunda linha de defesa: O sistema imunitário.

O sistema imunitário é constituído de órgãos, glândulas e leucócitos (as células brancas do sangue), responsáveis por combater agentes patogênicos como bactérias, vírus, protozoários, fungos, vermes, substâncias tóxicas e etc.

Os órgãos do sistema imunitário são basicamente os mesmos órgãos e estruturas do sistema linfático, dentre os quais estão as tonsilas, o apêndice, o timo e o baço. Podem ser divididos em:

  • Órgãos linfóides primários: Onde ocorre a formação e maturação dos linfócitos. Ex: Medula óssea vermelha e timo, onde amadurecem os linfócitos B e T, respectivamente. Após sua formação, os linfócitos migram e se instalam nos órgãos linfóides secundários.

  • Órgãos linfóides secundários: São os órgãos que possuem linfócitos capazes de se multiplicar e eliminar antígenos e patógenos. Ex: Linfonodos, baço, tonsilas, apêndice e a própria medula óssea vermelha também.

Retirada de: http://pwp.netcabo.pt/sistema.imune/sistema_imunitario.htm

As células do sistema imunitário são os leucócitos, que podem ser divididos em 2 tipos básicos:

Fagócitos: Células capazes de englobar e destruir partículas, como uma bactéria, com o uso de pseudópodes. Responsáveis pela resposta imune inata, ou seja, não específica: O fagócito irá fagocitar vários tipos de partículas, e não um tipo específico. A intensidade deste tipo de resposta não se altera após repetidas exposições ao agente patogênico.

  • Monócitos (no sangue) / Macrófagos (dentre os tecidos, forma madura dos monócitos).

  • Neutrófilos.

  • Eosinófilos.

    • *Os dois nomes acima se referem ao comportamento de seus grânulos citoplasmáticos quando sofrem preparação para a microscopia óptica com o uso de corantes ácidos ou básicos.

Linfócitos: Células responsáveis pelo reconhecimento e combate de agentes patogênicos específicos. Responsáveis pelas respostas imunes adaptativas, ou seja, específicas para um determinado tipo de patógeno, e cuja intensidade é alterada após repetidas exposições a ele. Os linfócitos reconhecem os antígenos nos patógenos.

Antes de vermos quais são os tipos de linfócitos, é importante definir dois conceitos:

  • Antígeno: Qualquer molécula, geralmente exógena (que inclusive pode estar presente na superfície de bactérias, vírus e etc.), capaz de ser reconhecida pelo sistema imunitário, mais especificamente por moléculas de defesa chamadas anticorpos, e promover a produção de mais anticorpos contra si.

  • Anticorpo (Imunoglobulinas): Proteínas capazes de reconhecer e se ligar aos antígenos de forma específica, promovendo uma resposta imune. Por exemplo, um anticorpo, ao se ligar a um antígeno, pode ser reconhecido por uma célula fagocítica, que por sua vez, irá englobar e destruir o conjunto antígeno-anticorpo. Podem ser de 5 tipos: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE, Cada uma apresentando um conjunto distinto de funções.

Retirada de: Amabis & Martho, Biologia dos organismos. Moderna, 2004.

Vejamos então quais são os tipos de linfócitos:

  • Linfócitos B: Células especializadas na produção de anticorpos. Quando maduras, ativadas, diferenciadas, chamam-se plasmócitos, e estas sim são as células que produzirão anticorpos específicos contra os antígenos. Seu local de produção e maturação é a medula óssea vermelha (Bone marrow. Mas na verdade, o B, vem de um órgão linfóide das aves, localizado sobre a parede dorsal da cloaca, a Bursa de Fabricius).

  • Linfócitos T CD8 (ou T citotóxicas): Capazes de reconhecer e destruir células “doentes” ou “alteradas”, como aquelas infectadas por vírus e as células cancerígenas. Secretam perforinas, proteínas que formam um poro na célula que será destruída, causando sua morte por desequilíbrio osmótico. Todos os linfócitos T são produzidos na medula óssea vermelha e maturam no Timo.

  • Linfócitos T CD4 (ou auxiliares): Comandam as respostas imunes, pois produzem citocinas (= interleucinas), substâncias que estimulam outras células de defesa (macrófagos, Linfócitos B, Linfócitos T CD8…). Assim como os linfócitos T CD8, também são produzidos na medula óssea vermelha e maturam no timo.

A figura abaixo mostra um esquema geral da produção das células do sistema imunitário e do sangue a partir de células tronco da medula óssea vermelha.

Modificado a partir de: Immunobiology: the immune system in health and disease. JANEWAY, CA., et al. 5th ed.

As figuras a seguir, esquematizam de forma geral como se dá uma resposta imune:

Retirada de: ROITT, I., et al. Imunologia., 5ª Ed. Manole, 1999.

Retirada de: Amabis & Martho, Biologia dos organismos. Moderna, 2004.

Apresentação de antígenos: Processo pelo qual determinadas células do organismo (as células apresentadoras de antígenos, como os macrófagos) capturam um determinado antígeno, digerem uma porção dele, e expressam essa porção do antígeno em sua superfície, ligados às moléculas do MHC, complexo principal de histocompatibilidade. de modo que este possa ser reconhecido pelos linfócitos T, que então serão ativados e irão produzir citocinas para estimular outros linfócitos a combaterem estes antígenos em particular.

Retirada de Amabis & Martho, Biologia dos organismos. Moderna, 2004.

As células do corpo normalmente expressam em sua superfície, fragmentos de moléculas pertencentes a elas mesmas, reconhecidas como próprias pelo sistema imunitário. No caso da rejeição de órgãos transplantados, os fragmentos de moléculas apresentados pelas células exógenas são reconhecidas como antígenos, o que promove uma resposta imune contra o órgão transplantado, por isso ocorre a rejeição, e a pessoa é obrigada a utilizar medicamentos imunossupressores, que infelizmente podem reduzir a resistência dela contra outras infecções.

Imunidade humoral e celular: Imunidade é a habilidade de resistir às doenças e infecções. Pode ser:

  • Celular: Mediada basicamente por células, no caso, os linfócitos T CD8 e os macrófagos. Ou seja, não envolve anticorpos.

  • Humoral: Mediada pelos anticorpos produzidos pelos linfócitos B diferenciados, os plasmócitos. Ao reconhecerem e se ligarem aos antígenos, os anticorpos os marcam para serem destruídos. (Humor significa fluído ou líqüido corporal em latim, você está de bom ou de mau humor?).

Imunização: É a aquisição de proteção imunológica contra um patógeno ou antígeno. O objetivo é aumentar a resistência de um indivíduo contra infecções. Pode ser efetuada de duas formas básicas:

  • Soro: O soro é uma solução de anticorpos contra um determinado antígeno. Em geral, é utilizado para se imunizar um paciente de forma rápida e eficaz contra antígenos que tem um efeito fulminante, como venenos de animais peçonhentos ou algumas toxinas bacterianas. O soro é produzido a partir da injeção, ao longo do tempo, de quantidades crescentes de um determinado antígeno em algum mamífero de grande porte, como um cavalo. A idéia é fazer com que, a cada exposição repetida a esse antígeno, o animal acabe se transformando em uma “fábrica” de anticorpos contra ele. O soro é purificado a partir do sangue do animal. É importante notar que os soros não conferem imunidade duradoura, pois dentro de poucos dias, os anticorpos que o compõem são degradados.

  • Vacina: Consiste em uma solução contendo antígenos atenuados, ou seja, incapazes de causar uma infecção. A injeção destes antígenos atenuados irá promover uma resposta imune primária, da mesma forma que os antígenos normais também promoveriam, mas sem causar infecções. O resultado dessa resposta imune primária é a produção de anticorpos contra os antígenos atenuados, que também são capazes de reconhecer os antígenos normais, causadores de infecção, e o mais importante, a produção de células de memória a partir da diferenciação dos linfócitos T e B. Na verdade, o princípio mais importante da vacinação é a produção das células de memória, pois elas são capazes de responder de forma muito mais rápida e eficaz ao antígeno normal, causador de infecções. Sendo assim, por ser capaz de estimular a produção de células de memória, as vacinas conferem imunidade duradoura.

Retirada de: ROITT, I., et al. Imunologia., 5ª Ed. Manole, 1999.

Outros conceitos importantes:

Alergias (hipersensibilidade do tipo I): Sensibilidade excessiva a determinados antígenos, que normalmente são inofensivos (como grãos de pólen, pêlos de gato…). Alérgenos são as substâncias capazes de causar uma alergia. A reação alérgica é mediada por Imunoglobulinas E (IgE), que ao se ligarem à superfície dos mastócitos promovem a liberação de grânulos ricos em mediadores inflamatórios. Dentre os resultados desta resposta, pode ocorrer o choque anafilático, que resulta em vasodilatação, diminuição da pressão sangüínea, urticárias, e contração de musculatura lisa, incluindo a dos brônquios. Pode causar a morte!

Retirada de: ROITT, I., et al. Imunologia., 5ª Ed. Manole, 1999.

Inflamações: Resposta local ao dano celular causado por lesões ou patógenos, caracterizada por dilatação capilar, aumento no aporte sangüíneo e da permeabilidade vascular, migração transendotelial dos leucócitos, calor, e comumente dor. Constitui o primeiro mecanismo de controle dos agentes nocivos e de eliminação do tecido danificado. Alguns dos sintomas resultantes do processo inflamatório são a vermelhidão, aumento da temperatura, inchamento e dor, sendo esta resultante da dilatação de vasos sangüíneos do local, com a perda de plasma e leucócitos para os tecidos. Pode haver também a formação de pus (secreção amarelada consistindo principalmente de restos de células) e de um granuloma. O granuloma é formado quando o sistema imunitário não consegue eliminar os patógenos, sendo assim, forma-se uma massa de células inflamatórias que os confina, para que não se espalhem. Relacionado a este tema, recomendo dar uma olhada no material do website http://www.doresnascostas.com.br/dor.html, especialmente se você anda ansioso.

REFERÊNCIAS:

AMABIS & MARTHO. Biologia dos Organismos., 2ª Ed. Moderna, 2004.

ROITT, I., et al. Imunologia., 5ª Ed. Manole, 1999.

http://www.answers.com – entradas sobre o sistema imunitário em geral.

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