ICAR – O Dogma do Purgatório

maio 13, 2007 às 5:30 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Deixe um comentário

Continuando a partir do texto dos apócrifos. Tenha uma ou mais traduções da Bíblia em mãos para ler as perícopes contendo os trechos Bíblicos indicados!

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Vimos que a suposta autoridade infalível que o magistério da ICAR alega para si falhou ao ter estabelecido de forma “infalível”, como canônicos, uma série de livros que apesar de terem algum valor devocional, contêm diversos erros e contradizem a Palavra do Senhor. Deus não pode errar e nem pode mentir (Hebreus 6:18; Tito 1:2; 2 Timóteo 2:13; João 14:6; João 17:17; Salmos 119:160), mas ao exterminar a inerrância das Escrituras, a ICAR exterminou sua própria credibilidade. A partir de agora vamos analisar alguns dogmas da ICAR que também estão em contradição direta com a Palavra de Deus.

 

O DOGMA DO PURGATÓRIO

Maximiliano Mendes e Rachel Bastos

 

“A cada moeda que no cofre cai, uma alma do purgatório sai!”

Jingle atribuído a João Tetzel, clérigo católico, marketeiro vendedor de indulgências.

(Mas ninguém sabe estimar quantas ou quanto custa tirar uma…)



Venda de indulgências.

(Lembra do que Jesus fez com os cambistas quando entrou no Templo?)

 

Em primeiro lugar, de acordo com a Enciclopédia Católica, aqui vai o dogma:

 

O purgatório (Lat. “purgare”, tornar limpo, purificar), de acordo com os ensinamentos católicos, é um lugar ou condição de punição temporária, para os que partem desta vida sob a Graça de Deus, e não estão inteiramente livres das falhas veniais [não mortais, perdoáveis], ou que não pagaram completamente a penitência devido às suas transgressões.

 

No que diz respeito ao purgatório, a fé da igreja é claramente expressa no decreto da união, formulado pelo Concílio de Florença (Mansi, t. XXXI, col. 1031), e no decreto do Concílio de Trento, que definiu (Sess. XXV):

“Considerando que a igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, tem das Escrituras Sagradas e da tradição antiga dos Pais, ensinado em concílios e muito recentemente neste sínodo ecumênico (Sess. VI, cap. XXX; Sess. XXII cap. ii, iii) que há um purgatório, e que as almas que estão nele são ajudadas pelas boas obras dos fiéis, principalmente pelo sacrifício do altar [missa]; O sínodo sagrado impõe aos bispos que se esforcem de forma diligente para que se ensine e pregue sobre o purgatório, a sã doutrina dos pais, nos concílios, e que ela seja crida pelos fiéis” (Denzinger, Enchiridion, 983).

 

Ainda é importante ressaltar:

As razões determinadas para a existência do purgatório mostram seu caráter passageiro. Nós oramos, oferecemos sacrifícios para as almas lá detidas para que “Deus em sua misericórdia possa perdoar todas as culpas e recebê-los no seio de Abraão” (Const. Apost., P. G., I col 1144); E Agostinho (De Civ. Dei, lib. XXI, cap xiii e xvi) declara que a punição no purgatório é temporária e cessará, pelo menos com o Juízo Final. “Mas punições temporárias são sofridas por alguns somente nesta vida, por outros depois da morte, e por outros em ambas as situações; mas todas elas antes do último e rigoroso Juízo”.

 

[Link para o artigo sobre o purgatório: http://www.newadvent.org/cathen/12575a.htm%5D

 

Segundo o catecismo da ICAR [MC. p. 130]:

 

Aqueles que morrem na graça e amizade de Deus purificados imperfeitamente, embora tenham assegurada a vida eterna, experimentam uma purificação após a morte para atingir a santidade necessária para entrar no gozo de Deus.

 

E como não poderia deixar de ser:

 

Se alguém diz que depois de receber a graça da justificação a culpa é remida e o débito do castigo eterno é apagado de todo pecador arrependido, que nenhum débito de castigo temporal persiste para ser pago aqui neste mundo ou no purgatório antes que se abram os portões do Céu, seja anátema. Concílio de Trento [MMB vol 1. p. 282]

 

Vamos utilizar um exemplo prático, na mesma linha dos exemplos dos apologistas católicos, para facilitar o entendimento e funcionamento da coisa:

 

Imagine que eu quebre um copo na casa de um amigo (o chamado pecado não mortal), ele pode muito bem me perdoar certo? Claro. Só que tem o seguinte: Mesmo perdoado eu tenho que pagar pelo copo quebrado (pagamento/purificação pela conseqüência deste pecado).

 

Para corroborar isso, são mostrados alguns exemplos do Velho Testamento, como o adultério do Rei Davi. Deus o perdoou, todavia, Davi foi severamente castigado (Ver 2 Samuel 12).

 

Bem, em princípio a coisa toda parece fazer sentido não é? Todavia temos alguns problemas muito difíceis para a ICAR:

 

  • Mesmo o Deus sendo o mesmo, a legislação não é a mesma: Vivemos no tempo da Graça e não no tempo da Lei. Deus disciplina, mas o objetivo disso não é te fazer pagar por conseqüências de pecados (ver Hebreus 12).
  • A Bíblia não sabe nada sobre um purgatório, e ela mesma refuta facilmente esta idéia. É a Palavra do Senhor contra a palavra da ICAR.
  • O “Problema da Fiança”.
  • A doutrina evoluiu ao longo do tempo. Provavelmente o que ocorreu foi a transformação do Estado Intermediário em local de sofrimento purificador e máquina de fazer dinheiro (sinto muito, mas não tem como eufemizar isso).

 

Em resumo, o que veremos é que para a ICAR o sacrifício de Jesus na cruz não foi suficiente, então você ainda tem de pagar um pouco mais nesse local imaginário. Aliás, é importante ressaltar o seguinte: Até hoje os teólogos católicos nem sabem se o purgatório é um lugar ou se é um processo. Mas mesmo sem saberem exatamente o que é, a ICAR condena como anátema quem quer que ouse duvidar da existência dele.

 

O Purgatório tem base na Palavra de Deus?

 

Os apologistas e teólogos da ICAR tentam encontrar apoio ao dogma em algumas passagens da Bíblia, veremos abaixo quais são, e porque elas não têm nada a ver com purgatório. OBS: Passagens da Bíblia! Vamos ignorar a passagem do livro de 2 Macabeus, pois como já foi previamente demonstrado, é um livro não inspirado e cheio de erros, portanto não faz parte da Palavra do Senhor. Os principais trechos de interesse são [RCEAD cap. 16]:

 

  • 1 Coríntios 3 – Baseados no trecho em que se fala que a pessoa vai “escapar como que se fosse pelo fogo”, os apologistas da ICAR dizem que este texto indica uma crença antiga sobre o purgatório.
    • Resposta: O trecho não menciona nenhum tipo de sofrimento ou purificação pelas conseqüências dos pecados, ao contrário: Trata de forma figurativa acerca das recompensas (galardão) que o Senhor dará aos seus servos, dependendo do trabalho que fizerem em favor do Evangelho e edificação da Igreja. No final, o que o fogo irá testar é a qualidade dos trabalhos dos servos, e não os servos, acontece que aquele que fizer para o Senhor, trabalhos de, digamos, qualidade mais baixa, não receberá recompensa (ele perde a recompensa), todavia irá para o Céu por pouco (como que “escapando pelo fogo”). O Outro, que construiu com os melhores materiais também irá pra o Céu, claro, e ganhará uma recompensa. Abaixo segue o trecho de um vídeo do Apologista Cristão James White debatendo sobre este trecho com um apologista da ICAR:
  • Mateus 5:21-26 – Os apologistas da ICAR dizem que este trecho apresenta uma espécie de ilustração sobre o purgatório.
    • Resposta: Jesus expande a explicação sobre o sexto Mandamento (Não Matarás!) utilizando como exemplos o Sinédrio e a reconciliação entre pessoas que têm desavenças (Como é que o sujeito pode oferecer um sacrifício a Deus com o coração todo amargurado? Não iria adiantar nada!). A prisão a qual ele se refere é uma prisão aqui do mundo material, antes da morte, e não após (purgatório). Até o atual bispo de Roma descarta essa interpretação dizendo que isso aí não é “algum tipo de campo de concentração acima deste mundo” [Ratzinger, Eschatology. p. 230]. Ilustrações não provam nada, apenas tentam tornar mais claro aquilo que já se sabe existir (o que não é o caso do purgatório).
  • Mateus 12:32 – Alega-se que, como Jesus menciona sobre o perdão “agora ou depois” ou “nem nesta vida nem na outra”, isso constitui um ponto a favor da existência do purgatório.
    • Resposta: Ora, de acordo com o dogma, o pessoal que vai para o purgatório já está salvo e perdoado e vai lá apenas para se purificar do que já foi perdoado. Jesus não pode estar falando de um purgatório aqui, pois não haverá perdão após a morte, “ou sobe ou desce”. Confira a passagem em Marcos 3:29.

 

Fica claro o que acontece aqui: Os teólogos católicos não inferem o purgatório a partir do estudo da Bíblia, na verdade, eles tentam procurar quaisquer passagens que possam estar se referindo a ele, visto que o magistério da ICAR declarou sua existência. O nome deste sofisma é Petição de Princípio: Admite-se como já demonstrado, a própria coisa que se quer demonstrar, neste caso, o purgatório. Por isso é tão fácil demonstrar os erros.

 

Outro exemplo de petição de princípio pode ser visto aqui. Aparentemente, só o fato de ler as palavras fogo e purificação em Zacarias 13 foi o bastante para que o autor do artigo enxergasse um purgatório ali. Todavia, leia todo o Capítulo 13 (localizado na parte profética do livro), e note que ele não tem nada a ver com purificação de pecados depois da morte, porém, pode demonstrar (vv. 7-9), como citado por Jesus (Mateus 26:31 e Marcos 14:27), a dispersão dos Apóstolos, o que por sua vez tipifica a dispersão dos Judeus no ano 70 dC.

 

Bem, além de não ser possível inferir um purgatório a partir da Bíblia, esse dogma é antibíblico, ilógico, e a Palavra do Senhor refuta essa idéia, vejamos:

 

O dogma apresenta uma inconsistência lógica irrecuperável: O Problema da Fiança. De que vale dizer que EU tenho de sofrer uma purificação durante um tempo (ou intensidade, que seja), se alguém pode pagar minha “fiança” aqui, para a ICAR (“a representante oficial de Deus”) e me tirar de lá? Veja no vídeo a seguir como é que se pode pagar a fiança de alguém que está no purgatório:

 

 

Voltando ao exemplo do copo, de acordo com a ICAR, EU deveria pagar pela conseqüência do copo quebrado a fim de ser purificado. Contudo, outro amigo meu poderia pagar no meu lugar e me liberar disso. Faz sentido? Outra pessoa, um pecador como eu, pagar pela conseqüência do meu pecado?

 

Os apologistas da ICAR dizem que faz sentido, pois você pode se oferecer como sacrifício em benefício do outro, assim como Cristo fez por nós… Novamente eles estão errados, pois aquilo que se vai oferecer como sacrifício tem de ser SEM MÁCULAS! (Deuteronômio 17:1, Levítico 22:18-25) Nenhum de nós preenche este requisito, apenas Jesus!

 

E quanto deve ser pago? Eu imagino que deve ser pouco, pois Jesus disse ao bandido na cruz em Lucas 23:43, que no mesmo dia ele estaria no Paraíso, e ele estava falando para o bandido, em termos humanos! Neste caso pode-se inferir um Estado Intermediário? Sim. De sofrimento e onde se paga pelos pecados não mortais? Não.

Tem como inferir um purgatório no dia em que o Senhor voltará, o Dia do Senhor? Vejam as passagens a seguir:

  • 1 Coríntios 1:8Cristo vai conservá-los firmes até o fim para que no dia da volta do nosso Senhor Jesus Cristo vocês não tenham culpa de nada.
  • 1 Tessalonicences 3:13Desse modo Deus dará força ao coração de vocês, e vocês serão completamente dedicados a ele e estarão sem culpa na presença do nosso Deus e Pai, quando o nosso Senhor Jesus vier com todos os que são dele. Amém!

Se os salvos não têm culpa de nada, não têm nada o que fazer em um purgatório.

De acordo com os teólogos católicos, o purgatório deixará de existir no Dia do Juízo. Mas se tanto eu quanto alguém que morreu no passado devemos passar um tempo X (ou sofrer X) no purgatório, significa que se Jesus voltar agora, eu não vou pra lá, quando deveria, enquanto outra pessoa do passado teve de passar pela purificação. Como o pessoal da ICAR apela para a Justiça de Deus pra justificar esse dogma, cadê a justiça de Deus agora? Não existe? Ora, claro que existe: O salvo ele recompensa de acordo com a qualidade dos trabalhos (como vimos em 1 Coríntios 3), e o não-salvo receberá níveis variados de punição no inferno (Lucas 12:47-49 e Mateus. 10:15). Aí está a justiça de Deus. Quer saber onde ela não está? No fato de que de acordo com a ICAR, outra pessoa, que não preenche o requisito de ser sem máculas, pode pagar pelas conseqüências dos meus pecados e me tirar do purgatório.

A melhor interpretação sobre este tema é a mais óbvia: Não existe purgatório. Nas palavras do próprio Jesus, “Tudo está completado!” (João 19:30), vemos que a sua obra foi suficiente, não tem essa de ter de ser obrigado a pagar copo depois nem nada do tipo, Deus perdoa e esquece (Hebreus 8:18 e 10:17, Jeremias 31:31-34, 1 Coríntios 6:11, Tito 2:14, e Isaías 53), nenhum salvo, ou seja, aquele que está com Cristo, vai passar por nenhum tipo de sofrimento após a morte (Romanos 8:1). E inclusive é bom notar que em 1 Coríntios 1:5, o Apóstolo Paulo deixa claro que esse é o caso dos membros da Igreja em Corinto, ou seja, mostrando mais uma vez que 1 Coríntios 3 não tem nada a ver com purgatório.

Sobre outro ponto crucial, raciocinem: Se sofrer purificasse alguém, por que o índice de reincidência dentre os ex-presidiários é tão grande? Ninguém pode ser purificado pelo próprio sofrimento, só Deus, mediante a sua graça, pode justificar alguém e mudar a atitude da pessoa com a obra do Espírito Santo. Além disso, novamente, a purificação através do sofrimento de alguém não puro não funciona, já que para se apagar completamente o pecado, seria necessário alguém totalmente puro, ou seja, o seu próprio sofrimento não é capaz de purificar seus pecados ou os dos outros, e nem o sofrimento de nenhum outro ser humano pode. Por isso foi necessário que Jesus tivesse feito isso, e como já vimos, a obra está completa.

Ao se estudar a Bíblia fica claro: Logo após a morte vem o Juízo, não tem essa de purgatório antes. Veja Hebreus 9:27 por exemplo, e tenha em mente que o Estado Intermediário provavelmente é uma região do Céu, onde os salvos permanecem até a ressurreição final.

Se há ou houve algum purgatório, foi ali na cruz (Hebreus 1:3 e 10:10)!

 

E será que o purgatório sempre foi definido da forma como o conhecemos hoje?

 

Este artigo mostra que não: http://triablogue.blogspot.com/2007/03/purgatory.html

 

Na verdade, o entendimento de vários dos Cristãos antigos era algo muito similar ao Estado Intermediário / Paraíso, uma região celestial onde não haveria qualquer tipo de sofrimento, ou seja, nada a ver com a idéia de purgatório criada pela ICAR. De acordo com o historiador Philip Schaff:

 

Essas visões do Estado Intermediário em conexão com as orações pelos mortos mostram uma forte tendência com a doutrina católica do purgatório, que posteriormente veio a prevalecer no ocidente graças à grande influência de Santo Agostinho e do Papa Gregório I. Mas há, apesar de tudo, uma diferença considerável. A idéia pré-Nicéia do Estado Intermediário do pio, exclui, ou em todo caso, ignora, a idéia de sofrimento penal, parte essencial da concepção católica de purgatório. Ela representa a condição do pio como uma de felicidade inferior, se comparada à felicidade perfeita após a ressurreição [final]. Onde fica, ou o que quer que o Paraíso seja, ele pertence ao mundo celestial; enquanto o purgatório supostamente seria uma região entre o Céu e o Inferno, e mais próxima do Inferno que do Céu. As inscrições nas catacumbas têm um tom freqüentemente animado, e representam as almas dos que já morreram como estando “em paz” e “vivendo com Cristo” ou “em Deus”. A mesma visão é substancialmente preservada na igreja oriental, cuja crença é de que as almas dos crentes mortos podem ser ajudadas pelas orações dos vivos, mas, “estão na luz e descanso, com um antegozo de felicidade eterna”. Contudo, ao lado dessa crença prevalecente, há traços da idéia purgatorial de sofrer as conseqüências temporárias do pecado, e uma dolorosa luta por santidade. Orígenes, seguindo o caminho de Platão, utilizou o termo “fogo purificador”, pelo qual as manchas dos pecados restantes seriam queimadas; mas ele entendia isso de forma figurativa, e conectou essa idéia com o fogo consumidor no Juízo Final, enquanto Agostinho e Gregório I transferiram isso para o Estado Intermediário.

 

[http://www.ccel.org/s/schaff/history/2_ch12.htm – Seção 156]

 

Outro Cristão antigo, Tertuliano escreveu:

 

Há um certo lugar chamado Seio de Abraão, destinado à recepção das almas das crianças de Abraão, mesmo dentre os Gentios (visto que ele é o ‘pai de muitas nações’, as quais devem ser agrupadas dentro de sua família), cuja fé em Deus é a mesma dele, mas sem o jugo da Lei e o sinal da circuncisão. Portanto, eu chamo essa região de Seio de Abraão. Embora não esteja no Céu, é superior ao Inferno, e é destinada a fornecer um intervalo de descanso para as almas dos justos, até que a consumação de todas as coisas complete a ressurreição de todos os homens com a ‘recompensa completa’. (Contra Marcião, 4:34).

 

Ou seja, uma opinião muito mais discordante com a da ICAR do que com a dos Cristãos Bíblicos.

 

Agostinho de Hipona, apesar de ser considerado o “pai do purgatório”, na verdade, só estava especulando. O estudioso Jacques le Goff afirma que: “A posição de Agostinho evoluiu ao longo dos anos” [The Birth of Purgatory, pp. 62,70]. De acordo com o próprio Agostinho:

 

Não é impossível que algo do mesmo tipo possa ocorrer mesmo depois desta vida. É uma questão que pode ser investigada, e ou confirmada ou deixada na dúvida: Se alguns crentes irão passar por um tipo de fogo purificador, e na proporção em que eles amaram com mais ou menos devoção os bens que se acabaram, seriam mais ou menos rapidamente liberados dele [do purgatório]. (O Enquirídio, 69).

 

Além destes exemplos, as referências a seguir apontam algumas obras de Cristãos antigos tratando deste tema, e cujas opiniões parecem estar novamente mais em desacordo com a ICAR do que com o que se pode aprender com o estudo da Bíblia. (Vou colocar as referências em inglês mesmo, mas várias dessas obras são bem conhecidas em língua portuguesa):

 

  • Justino Mártir (Dialogue With Trypho, 5)
  • Atenágoras (A Plea For The Christians, 31)
  • Irineu (Against Heresies, 5:5:1, 5:31:2)
  • Hipólito (Against Plato, On The Cause Of The Universe, 1-2)
  • Cipriano (Treatises, 7, On The Mortality, 6-7, 26)
  • Lactâncio (The Divine Institutes, 7:21)
  • Afraate (Demonstrações, 6:14, 8:20, 8:22-23, 22:9)

Leia mais sobre esse ponto, no artigo fonte:

http://triablogue.blogspot.com/2007/03/purgatory.html

 

Na verdade, o purgatório, como o conhecemos hoje, foi criação do papa Gregório o “grande” em 593, e somente depois, em 1439, no Concílio de Florença, foi oficializado como dogma [MMB, vol 1. p. 285].

 

Para terminar, já tendo demonstrado o caráter antibíblico desse dogma fabricado, e em conseqüência derrubado todo o “kit” (purgatório, indulgências…) assista o vídeo a seguir:

 

Você que é católico e leu tudo isso, reflita agora: Será que no Dia do Juízo, você vai ter a audácia de chegar diante de Deus crendo que o sacrifício de Jesus na cruz do calvário, POR VOCÊ, foi insuficiente? Será que ao invés do confiar na Palavra do Senhor, você prefere continuar crendo nas palavras de um senhor de idade sentado numa cadeira lendo um papelzinho de forma mecânica?

 

A escolha é sua, ou você crê num dogma criado por uma instituição que alega para si uma autoridade que é óbvio que não possui, e que desrespeita o sacrifício de Jesus na cruz negando a suficiência dele, ou você crê na Bíblia, a Palavra de Deus, e nesse caso é considerado anátema pela ICAR. Se a sua escolha for a segunda opção, não tem pra quê continuar freqüentando uma igreja católica: Bem vindo ao Cristianismo Bíblico.

 

Este artigo é baseado nos livros:

 

 

Continua…

 *Adendo: Veja a seguir a primeira parte de um debate sobre o purgatório (em inglês). Para ver as outras partes, só clicar no vídeo que fica mais fácil encontrar a seqüência no YouTube:

 

 

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