ANATOMIA VEGETAL

abril 16, 2007 às 10:23 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativados

ANATOMIA VEGETAL

Mais especificamente das angiospermas. É importante que você confira as figuras do seu livro, para observar de forma mais clara a disposição dos tecidos vegetais nos órgãos das plantas (como as disposições dos feixes vasculares em monocotiledôneas e dicotiledôneas), além de ver também, os tipos de raízes, caules, folhas e frutos, que eu omiti neste resumo.

O corpo das plantas vasculares é dividido em três partes básicas:

  • RAIZ: Órgão geralmente subterrâneo, cujas funções básicas são fixar o vegetal no solo, e deste, absorver água e sais minerais. Apresenta 4 regiões:

    • Zona de multiplicação celular: Contém um MERISTEMA, tecido constituído de células indiferenciadas, que se multiplicam continuamente e promovem o crescimento do órgão, e cujas células podem se diferenciar em outros tecidos posteriormente. Este meristema é recoberto e protegido por uma capa chamada COIFA.

    • Zona de alongamento: Principal responsável pelo crescimento em comprimento da raiz (aqui as células não se multiplicam, apenas se alongam).

    • Zona pilífera: Sua epiderme apresenta PÊLOS ABSORVENTES, responsáveis pela absorção da água e sais minerais.

    • Zona de ramificação: De onde partem raízes secundárias, originadas a partir do periciclo.

  • FOLHAS: Órgãos geralmente em forma de lâmina cuja função primordial é realizar fotossíntese. As partes básicas de uma folha são:

    • Limbo: Parte laminar.

    • Pecíolo: Pedúnculo que liga o limbo ao caule.

    • Bainha: Extensão da base da folha, que envolve o caule.

    • Estípulas: Apêndices presentes na base da folha.

  • CAULE: Órgão geralmente localizado acima do solo, e de crescimento vertical em relação ao solo, cujas funções são sustentar as folhas em uma posição favorável à absorção de luz e transportar seiva (através dos tecidos condutores, xilema e floema).

    • Assim como a raiz, o caule também apresenta meristemas chamados GEMAS:

      • Gemas apicais: Localizadas nas pontas do caule e dos ramos. Responsáveis pelo crescimento em extensão.

      • Gemas laterais: Geralmente permanecem inativas, mas eventualmente podem entrar em atividade e originar ramos laterais.

Além destas partes básicas, vejamos também as flores e frutos (de angiospermas):

FLORES: Estruturas constituídas a partir de ramos e folhas modificadas, com funções reprodutivas (pois é nas flores que estão localizados os esporângios, e é nas flores que ocorre a fecundação – Reveja o ciclo de vida de uma angiosperma). A flor é constituída por uma haste que termina em um pedúnculo, este por sua vez, apresenta uma extremidade dilatada (receptáculo floral), que sustenta um conjunto de folhas especializadas com funções relacionadas à reprodução, os verticilos florais. Os elementos florais e o nome dos verticilos que eles constituem são listados a seguir:

Estames e Carpelos são os ESPORÓFILOS, as folhas que abrigam os esporângios:

  • ESTAMES: São microsporófilos formados pelo filete, uma haste que sustenta uma estrutura chamada antera, que por sua vez abriga microsporângios denominados sacos polínicos. A antera é unida ao filete por um tecido denominado conectivo. Ao conjunto de estames dá-se o nome ANDROCEU.

  • CARPELOS: São macroesporófilos formados pelo ovário (base, que abriga os macrosporângios, os óvulos), estilete (porção alongada que serve de substrato para o crescimento do tubo polínico), e a porção dilatada do estilete, chamada estigma (onde os grãos de pólen se aderem). Ao conjunto de carpelos dá-se o nome GINECEU. Obs: Os carpelos (ou o único carpelo) forma uma estrutura denominada PISTILO, que recebe este nome por ser semelhante à uma mão de pilão.

Pétalas e Sépalas constituem o PERIANTO:

  • SÉPALAS: Folhas verdes, estéreis, com função de proteção de outros verticilos. Constituem o CÁLICE.

  • PÉTALAS: Folhas geralmente de coloração diferente do verde, devido à presença de pigmentos. As cores das pétalas, assim como a presença de substâncias produzidas por elas, como o néctar, têm o objetivo de tornar a flor mais atrativa aos agentes polinizadores, como insetos, aves e morcegos.

Caso as pétalas sejam iguais às sépalas de forma que não se pode diferenciá-las, o perianto passa a ser chamado PERIGÔNIO, e as pétalas e sépalas passam a ser chamadas TÉPALAS. Além das sépalas, pode haver a presença de uma outra folha modificada com a função de proteção da flor ou de uma inflorescência, a BRÁCTEA (a palha da espiga de milho é uma bráctea).

FRUTO: Estrutura proveniente do desenvolvimento do ovário após a fecundação. É constituído pela semente (proveniente do desenvolvimento do óvulo) mais um conjunto de três camadas que a recobrem, denominado PERICARPO, e proveniente da parede do ovário. O pericarpo é constituído de três camadas, de fora para dentro: Epicarpo, Mesocarpo (geralmente é a porção comestível dos frutos) e Endocarpo.

OBSERVAÇÃO:

  • Inflorescência: Grupo de duas ou mais flores na mesma haste ou pedúnculo.

  • Infrutescências: Resultado da fecundação das flores de uma inflorescência.

  • Pseudofrutos: Dá-se este nome às partes comestíveis da “fruta”, que não são resultantes do desenvolvimento do ovário, o verdadeiro fruto.

HISTOLOGIA VEGETAL

De forma geral, temos de estudar este assunto tendo em mente que as plantas apresentam dois tipos de crescimento, baseados no tipo de tecido responsável pela multiplicação celular:

  • Crescimento primário: O crescimento em espessura cessa quando os meristemas primários amadurecem. Resulta da multiplicação das células dos meristemas apicais, e a planta cresce basicamente em comprimento. É mais típico de plantas monocotiledôneas.

  • Crescimento secundário: Crescimento em espessura que continua mesmo após o amadurecimento dos meristemas primários. Resulta da multiplicação das células dos meristemas laterais. A maioria das gimnospermas e dicotiledôneas apresenta crescimento secundário.

Vejamos então a seguir, os tipos básicos de tecidos vegetais:

  • TECIDOS DE REVESTIMENTO:

    • Epiderme: Camada uniestratificada de células que revestem as plantas jovens e as folhas. Estas células não possuem cloroplastos, e secretam substâncias impermeabilizantes (são lipídios que formam uma cera) na superfície da folha, a cutícula. Na face de baixo das folhas a epiderme apresenta aberturas denominadas ESTÔMATOS, cuja função é controlar a entrada e saída de água e gases (O2 e CO2) da planta, ao se abrirem ou fecharem.

    • Periderme: Substitui a epiderme das raízes e caules, na medida em que a planta se desenvolve (*mas não é originada pela epiderme!). É a parte externa da casca (periderme mais floema), composta de três camadas de tecidos (do externo para o interno):

      • Súber: Tecido mais externo, constituído de células mortas, cujas paredes celulares são impregnadas por uma substância impermeabilizante chamada suberina. O súber apresenta pequenas protuberâncias, que na verdade são aberturas chamadas LENTICELAS, que permitem trocas gasosas.

      • Felogênio: Meristema que origina a periderme (origina o súber e a feloderme).

      • Feloderme: Constituído de células vivas.

      • OBS: Em algumas plantas, a periderme morre e é substituída por outra. A periderme morta, despregando-se da planta, é chamada RITIDOMA (comum em goiabeiras).

  • TECIDOS DE PREENCHIMENTO: Também chamados parênquimas. Simplesmente preenchem os espaços internos das plantas, mas podem realizar outras funções. Exemplos de parênquimas:

    • Clorofiliano: Preenche o interior das folhas, e é constituído de células fotossintetizantes.

    • Amilífero: Armazena amido (batata e mandioca).

    • Aqüífero: Armazena água (plantas desérticas).

    • Aerífero: Funciona como uma bóia e permite a flutuação.

  • TECIDOS DE SUSTENTAÇÃO: Sustentam o corpo do vegetal.

    • Colênquima: Formado por células vivas, capazes de se alongar.

    • Esclerênquima: Formado por células mortas, cujas paredes estão impregnadas da substância lignina.

    • *Xilema (veja a seguir).

  • TECIDOS CONDUTORES DE SEIVA:

    • Xilema (lenho): Responsável pela condução da seiva bruta, das raízes até as folhas. A seiva bruta é constituída de água e sais minerais extraídos do solo pela raiz. O xilema é constituído por dois tipos de células: as traqueídes e os elementos de vaso, ambas são mortas, ocas, cujas paredes são reforçadas por lignina (o que confere função de sustentação do vegetal) e apresentam poros através dos quais a seiva bruta flui para as células adjacentes. (Gimnospermas apresentam apenas traqueídes).

    • Floema (líber): Responsável pela condução da seiva elaborada, das folhas para as outras partes da planta. A seiva elaborada é uma solução de substâncias orgânicas produzidas nas folhas graças à fotossíntese. O floema é constituído por dois tipos de células: Os elementos de tubo crivado, células vivas e anucleadas que se comunicam com as células adjacentes via poros (plasmodesmos). As regiões dos poros são chamadas de placas crivadas, crivo é o nome daquela parte do chuveiro cheia de buracos, por onde a água sai ;). Além destas, temos também as células companheiras, vivas e nucleadas, associadas aos elementos de tubo crivado, cuja função é fornecer a elas as substâncias necessárias ao seu funcionamento.

  • TECIDOS MERISTEMÁTICOS: São tecidos indiferenciados cujas células se multiplicam constantemente por mitose, e originam os outros tipos de células e tecidos das plantas.

    • Meristemas primários: São os que descendem diretamente dos meristemas do embrião (meristemas apicais do caule e raiz).

    • Meristemas secundários: São os originados a partir da desdiferenciação de tecidos adultos, por exemplo, o felogênio da periderme e o câmbio vascular.

A tabela a seguir mostra a origem e desenvolvimento dos tecidos vegetais:

Estrutura interna dos órgãos das plantas

Os caules e raízes, de forma geral, apresentam os tecidos dispostos de forma concêntrica. Veremos a seguir a disposição nos órgãos principais, indicando as transições jovem (Crescimento primário) > adulto (Crescimento secundário), das camadas mais externas para as mais internas (lembrando: a casca é formada pela periderme mais floema):

  • RAIZ

    • Jovem:

      • Epiderme

      • Parênquima cortical

      • Endoderme (As células são mantidas unidas por reforços chamados estrias de Caspary, que conferem impermeabilização – As substâncias que transitam entre o córtex e o cilindro central, devem passar pelo interior das células da endoderme).

      • Periciclo: Suas células podem se desdiferenciar e originar um novo meristema, do qual se originam as raízes secundárias.

      • Cilindro central: Floema primário, Câmbio (origina o floema e o xilema) e Xilema primário.

    • Adulta:

      • Súber

      • Felogênio

      • Feloderme

      • Floema secundário

      • Câmbio (Origina o xilema e o floema)

      • Xilema secundário

  • CAULE

    • Jovem:

      • Epiderme

      • Parênquima cortical

      • Floema primário

      • Câmbio

      • Xilema primário

      • Medula

    • Adulto:

      • Súber

      • Felogênio

      • Feloderme

      • Floema secundário

      • Câmbio

      • Xilema secundário (Alburno – vivo / Cerne – morto, ocupa a medula.). Basicamente, a madeira é o xilema secundário.

      • Medula

  • FOLHAS

    • Epiderme

    • Mesófilo (parênquima clorofiliano): Constituído de parênquima paliçádico e lacunoso.

    • Nervuras foliares: Constituídas dos feixes liberolenhosos, o xilema e floema recobertos por células da bainha do feixe, e às vezes também por fibras esclerenquimáticas.

    • *As folhas não apresentam meristemas secundários, e, portanto, não apresentam crescimento secundário.

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