O DESIGN INTELIGENTE NA BIOLOGIA: A SITUAÇÃO ATUAL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

março 8, 2007 às 9:07 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | 1 Comentário

 

O DESIGN INTELIGENTE NA BIOLOGIA: A SITUAÇÃO ATUAL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

Por: Phillip E. Johnson

Think (The Royal Institute of Philosophy) – 19 de Fevereiro de 2007.

[Tradução e Adaptação: Maximiliano Mendes. O artigo original pode ser encontrado aqui. Clique aqui para baixar uma versão deste artigo em formato .pdf.]

Os indivíduos que compõem o Movimento do Design Inteligente (MDI) se uniram como conseqüência da publicação do meu livro Darwin on Trial [Darwin no Banco dos Réus] (Regnery 1991, IVP 1993). O propósito que define o MDI é promover o argumento de que o neo-Darwinismo falhou em explicar a origem dos sistemas informacionais complexos e das estruturas dos seres vivos, das primeiras células aos novos planos corporais. Isto faz com que seja razoável inferir que a evidência biológica, apesar da filosofia que domina esta ciência, sugere a necessidade de se considerar que alguma causa inteligente pode ter tido um papel indispensável na origem e desenvolvimento da vida.

A alegação de que a ciência evolutiva descobriu e verificou um mecanismo que pode explicar a origem da informação e complexidade biológicas envolvendo apenas causas naturais (não-inteligentes) é apoiada por uma imensa extrapolação de uma evidência restrita a pequenas variações cíclicas em espécies fundamentalmente estáveis. O principal exemplo atual de um mecanismo neo-Darwiniano padrão envolve uma espécie de tentilhão em uma ilha do arquipélago das Galápagos. Dois cientistas de nome Grant publicaram um famoso estudo das variações dos bicos destes pássaros, posteriormente popularizado em um livro chamado O Bico do Tentilhão, escrito por Jonathan Weiner.

Os Grants mediram bicos de tentilhões ao longo de muitos anos. Em 1997, uma seca matou a maioria destas aves, e os sobreviventes tinham bicos levemente maiores que antes. A explicação provável era que os pássaros de bicos grandes tinham vantagem, pois eram capazes de comer as últimas sementes duras que restaram. Alguns anos depois as chuvas retornaram, e a média do tamanho dos bicos voltou ao normal. Não houve o aparecimento de nenhum órgão novo e não houve nenhuma mudança direcional de qualquer tipo, apenas um ciclo de vai-e-vem de bicos pequenos para bicos levemente maiores e de volta para bicos pequenos. Entretanto, este é na verdade o exemplo mais impressionante de seleção natural já observado produzindo mudanças que os Darwinistas foram capazes de corroborar, após aproximadamente um século e meio de buscas por evidências de que o mecanismo de variação aleatória com sobrevivência diferencial tem o poder transformador necessário para realizar tudo que os livros atribuem a ele.

A fim de fazer a estória parecer melhor, a National Academy of Sciences [Academia Nacional de Ciências, dos EUA] melhoraram alguns dos fatos em um livreto de 1998 chamado Teaching about Evolution and the Nature of Science [Ensinando sobre a Evolução e a Natureza da Ciência]. Esta versão da estória omite que os bicos voltaram ao normal e encorajava os professores a especular que uma “nova espécie de tentilhão” poderia surgir em 200 anos se a tendência inicial em direção ao aumento do tamanho dos bicos continuasse indefinidamente. Quando os nossos cientistas mais proeminentes têm de se utilizar do tipo de distorção que colocaria um investidor na cadeia, você sabe que eles estão tendo problemas para ajustar as evidências com a teoria que querem apoiar.

Há uma imensa lacuna entre as façanhas criativas que o mecanismo Darwiniano supostamente realizou para levar a vida de um ponto de partida unicelular, até os animais e plantas altamente complexos de hoje em dia, incluindo os humanos, e as modestas variações temporárias que na prática já foram observadas na natureza. Minha esperança era que a comunidade científica fosse concordar que é legítimo questionar se os mecanismos naturais (não-inteligentes) conhecidos podem produzir as imensas quantidades de informação genética que seriam necessárias para gerar novos tipos de organismos complexos, tendo em vista que o questionamento era baseado na evidência científica, e não em doutrinas ou escrituras religiosas.

O argumento a favor do design inteligente na biologia foi logo empregado em livros de dois autores altamente qualificados, o professor de bioquímica Michael Behe, autor de A Caixa Preta de Darwin, e o matemático e filósofo William Dembski, cujo livro The Design Inference [A inferência de Design] foi publicado após um processo de revisão por pares [peer-review] pela Editora da Universidade de Cambridge. (É possível encontrar livros de nível popular dele em livrarias online.) Muitos cientistas mostraram um interesse significativo por esses livros, como também pelo meu, e expressaram seu ceticismo sobre a alegação de que os mecanismos materialistas conhecidos poderiam explicar a origem da informação especificada complexa requerida para as intricadas atividades funcionais de uma célula viva, sem falar na informação necessária para coordenar as funções de trilhões de células envolvidas nos processos da vida de um animal multicelular.

Entretanto, para o meu desapontamento, as organizações científicas influentes formaram um sólido bloco de oposição à consideração sobre se a evidência aponta para o possível envolvimento de causas inteligentes na história da vida. Todavia, o assunto é tão fascinante, que as corporações científicas ortodoxas tiveram de tomar medidas árduas para impedir que ele surgisse na educação científica, e mesmo em jornais científicos. Como demonstrado no caso do filósofo Anthony Flew (ver adiante), o argumento tem poder persuasivo. Se os pensadores independentes na ciência se sentissem livres para escrever sobre a possibilidade das causas inteligentes na história da vida sem sofrer as conseqüências adversas, a literatura profissional e popular sobre este tema iria provavelmente ser substancial e vigorosa. Este é o motivo daqueles que não querem que o conceito do design inteligente prospere julgarem ser necessário decretar regras explícitas a fim de não permitir que os cientistas e outros discutam a possibilidade de que há uma inteligência real por trás da complexa informação genética.

Eu esperava que a maioria dos cientistas pudesse ser persuadida a levar em consideração as objeções ao Darwinismo que dependem somente de lógica e evidências empíricas, direcionadas somente à adequação do mecanismo Darwiniano, ao invés das que defendem a cronologia do livro de Gênesis. Porém, isso não aconteceu. Os Darwinistas, incluindo muitos em posições de autoridade na ciência, reagiram estigmatizando o conceito do design inteligente em biologia como “criacionismo”, como se ele fosse outra tentativa de tentar defender a cronologia literal do livro do Gênesis, ao invés de ser um movimento científico que depende somente em evidências científicas e análise lógica. Embora o MDI não identifique o designer como nada mais que uma fonte de informação biológica, havia poucas dúvidas de que aqueles que crêem no Deus Cristão, eu inclusive, iriam considerar a aceitação científica do DI altamente animadora.

Isto foi o bastante para incitar os Darwinistas e outros secularistas a dispensar todo o conceito como “religião”, então, “não é ciência”, desta forma descartando o conflito de acordo com a conveniência deles, com base em um estereótipo ao invés de uma análise das evidências e argumentos específicos. A direção da comissão da American Association for the Advancement of Science [Associação Americana para o Avanço da Ciência] (AAAS) passou uma decisão declarando que a teoria do design inteligente não é ciência. Esta ação sinalizou que a comissão estava preocupada que, se fosse permitido aos editores e revisores [de periódicos científicos], bem informados, exercer sua ponderação ao revisar manuscritos para publicação, poderiam eventualmente aparecer na literatura profissional, alguns artigos discutindo de forma séria a possibilidade de que as causas inteligentes estiveram necessariamente envolvidas na geração de inovações biológicas.

Foi demonstrado em Outubro de 2004 que tal preocupação era real, quando um artigo de revisão do teórico do DI, Dr. Stephen Meyer, passou na revisão por pares feita por cientistas empregados em instituições tipicamente seculares e foi publicado no Proceedings of the Biological Society of Washington. Os Darwinistas ficaram tão alarmados pela publicação do artigo de Meyer que montaram uma campanha furiosa contra ele. O conselho diretor da sociedade ficou tão estupefato que repudiou o artigo como inadequado para publicação em seus Proceedings, citando a política da AAAS, e reassegurando aos críticos que “o tópico do design não será abordado em edições futuras”. Seguindo esta desaprovação, os Darwinistas montaram uma outra campanha furiosa para desacreditar o editor que tinha aprovado o artigo de Meyer para publicação, acusando-o de ser um criacionista da terra jovem enrustido.

A bagunça quase histérica sobre o artigo de Meyer teve alguns aspectos positivos. Os Darwinistas tem persistentemente criticado os teóricos do MDI de levarem seus argumentos diretamente ao público, o que implicaria que esses teóricos estão tentando evitar o exame detalhado e profissional que acompanha a publicação em periódicos científicos. A verdade é o oposto. Os teóricos do DI têm avidamente perseguido quaisquer oportunidades que eles possam encontrar para publicar em periódicos científicos cujos artigos passam pela revisão por pares. A história da publicação do artigo de Meyer, e o seu resultado, demonstram que tais publicações seriam possíveis, caso não estivesse havendo uma aplicação de políticas doutrinárias que barram a publicação de artigos em apoio ao design inteligente, e a conseqüente intimidação pública e profissional de editores que poderiam permitir essas publicações. O argumento dos Darwinistas para que o público se oponha ao Design Inteligente resume-se a dizer que “Você tem de publicar nos periódicos profissionais antes de levar a teoria ao público, e nós temos uma regra que não permite que vocês publiquem na literatura profissional”. Então não há como os críticos do naturalismo evolucionista se estabelecerem. Se a publicação em periódicos fosse permitida, há razões para se crer que os cientistas se interessariam muito em trabalhar o tema. Mais de 60 cientistas ao redor do mundo pediram cópias do artigo de Meyer, mais um pacote de materiais de referência. Devido ao fato de que uma proibição de publicação estar em vigor, O DI não é discutido na literatura científica. Este silêncio imposto não nos diz nada sobre o que poderia estar acontecendo se os cientistas e editores fossem livres para agir de acordo com seus próprios julgamentos, sem medo de ser punidos por abordar tópicos proibidos.

Estou convencido de que, sob condições de liberdade intelectual, os cientistas e filósofos ficariam fascinados pela possibilidade de que causas inteligentes tenham sido fatores na origem e desenvolvimento da vida. E haveria uma discussão vigorosa acerca dos prós e contras sobre este assunto, tanto na literatura profissional quanto na popular. Os que insistem que a ciência é, por definição, dedicada à busca e ao endosso de explicações naturalísticas para todos os fenômenos, descartam qualquer questionamento da sua premissa básica como “religiosamente” motivada, e daí, irracional – e até mesmo inconstitucional nos EUA (onde a maioria da população é, apesar disso, inclinada a questionar a premissa).

Mas as questões religiosas podem ser razoáveis e importantes. Aqui vai um exemplo: Eu repetidamente apresentei a questão: “Deus é real ou imaginário?” O naturalismo evolucionista classifica Deus entre os produtos subjetivos do cérebro humano, e assim, entre os produtos da própria evolução. Contudo, se Deus é verdadeiramente real e é o nosso criador, então impor uma definição de conhecimento baseada na suposição de que SOMENTE a natureza é real, e que Deus só existe no imaginário humano seria um grande erro. Certamente é racional, para as pessoas que acreditam que Deus é ou pode ser o criador, desafiar os que insistem que venhamos a aceitar que uma natureza não-inteligente fez todo o trabalho de criação. É racional argumentar que, ao invés disso, deveríamos analisar a evidência de forma imparcial, com o objetivo de chegar à verdade, mesmo que seja necessário haver um criador, para criar todas as maravilhas do mundo dos seres vivos. Se o mecanismo Darwiniano ou algum outro tipo de combinação de lei e acaso não é capaz de criar a informação necessária, então deveríamos reconhecer sua incapacidade e passarmos a considerar outras opções. O que nós não deveríamos fazer é apegar-nos a uma resposta inadequada porque temos medo de reconhecer que a incapacidade dela tenderá a nos levar em direção a Deus.

O objetivo do MDI é alcançar uma filosofia aberta da ciência que permite a consideração de quaisquer explicações em direção às quais a evidência pode estar apontando. Isto é diferente da filosofia restritiva atual que desconsidera a possibilidade de um criador poder ser o responsável pela nossa existência, mesmo se a evidência aponta nessa direção. O MDI, caso tenha sucesso ou não, contribuiu para um melhor entendimento da realidade. Ele tenta trazer à tona a questão fundamental da criação, ao visivelmente tornar o naturalismo evolucionista em um assunto de investigação crítica baseada nas evidências, ao invés de permitir que ele domine a priori como a posição filosófica inquestionável a qual a ciência deve aderir por definição. Por enquanto, os mandarins que falam pela ciência têm o apoio das cortes e da mídia em sua campanha de excluir quaisquer desafios contra a sua premissa básica da educação pública e exame científico.

Embora o dogma naturalista tenha dominado a educação pública por meio século, seus mandarins falharam em convencer o público americano a adotá-lo, e eu vejo muitos sinais de que o descontentamento com o naturalismo evolucionista está se espalhando através do mundo. Um desses sinais são os muitos idiomas para os quais alguns de meus livros já foram traduzidos, incluído o Francês, Espanhol, Português, Coreano, Chinês, Tcheco, Finlandês e Macedônio. Eu regularmente recebo perguntas até mesmo de pessoas das nações mais secularizadas do mundo, demonstrando ceticismo em relação ao naturalismo evolucionista. Nitidamente, os relatos sobre a morte de Deus foram muito exagerados. Com o crescimento mundial da religião teísta, especialmente em regiões onde a taxa de nascimentos está crescendo ao invés de diminuir, é somente uma questão de tempo até que o argumento a favor de um designer inteligente adentre as discussões científicas e acadêmicas.

Outro sinal precoce da forma como o mundo está se direcionando veio em Dezembro de 2004, quando houve muitos comentários nos jornais e grupos de discussão da internet sobre o famoso filósofo ateísta Anthony Flew. Flew tinha acabado de anunciar que havia se convertido ao teísmo filosófico (embora não ao Cristianismo ou qualquer outra religião específica, pelo menos até agora), com base nas descobertas científicas e o raciocínio associado, que o convenceram de que há um designer inteligente do universo natural. Flew parece ter investigado o fenômeno do design no mundo natural por razões semelhantes às minhas. Ele queria decidir por si só, se as evidências e a lógica apontam na direção de uma inteligência criadora, ou se Deus é nada mais que uma idéia subjetiva, criada pela imaginação humana. Talvez estas questões sobre a realidade de Deus sejam de natureza religiosa, mas elas são importantes e merecem ser investigadas sem preconceitos ao invés de se proibir seu exame porque grupos poderosos definem ciência como comprometimento a priori com o naturalismo.

Embora Flew por enquanto não tenha aderido ao Cristianismo ou a qualquer outra religião, ele deu um salto gigante nessa direção. Em um artigo no London Independent de 27/12/2004, um teólogo de Oxford escreveu: “A que tipo de Deus [i.e., o designer de Flew] ele poderia estar se referindo? Seria um que criou as partículas elementares do universo, as forças fraca e forte, os átomos e as moléculas, e que, contudo, não esteja relacionado com o surgimento de uma humanidade inteligente? Ou poderia ser um Deus que foi inteligente o bastante para criar as galáxias, e sistemas incrivelmente intricados como o DNA, e, contudo, não inteligente o bastante para se comunicar com a humanidade? Embora Flew não acredite na Revelação, e possa não sentir que o livro de Gênesis propicie um relato útil da criação, ele também não parece ter exatamente este tipo de Deus minimalista em mente. Na verdade, quando pressionado sobre se a sua ‘Causa Primeira’ é onisciente, ele admite que uma Causa Primeira, se há uma, claramente produziu tudo o que está acontecendo, e isto implica que ‘no princípio’ houve uma criação.”

Eu concordo com este ponto, e a minha visão pessoal é que eu identifico o designer da vida como o Deus da Bíblia, embora a teoria do design inteligente, da forma que é, não exija isso. Os materialistas científicos resistem de forma impetuosa à análise sobre a existência de um designer do que vemos na natureza, em parte porque eles temem que mesmo a versão mais minimalista de uma divindade tenderá a ser entendida como o Deus da Bíblia, que se comunica com os humanos e se preocupa com o nosso comportamento. Talvez este medo seja justificado, mas e daí? Nós devemos considerar a possibilidade de que o Cosmos é governado por um Deus que se importa conosco, ao invés de proibi-la como uma idéia da qual deveríamos fugir.

O fato das autoridades Darwinistas acharem que o exame público de sua teoria é tão ameaçador me diz que há uma insegurança oculta em sua posição intelectual que irá eventualmente se tornar tão visível ao ponto de não mais poder ser escondida. Hoje em dia eu raramente vejo tentativas de se provar que o mecanismo Darwinista realmente tem o poder de criar as grandes inovações biológicas. Ao invés disso, os museus e revistas preferem apenas contar a estória da descendência comum, assumindo que a variação aleatória mais a seleção natural (reprodução diferencial) devem ter sido capazes de preparar qualquer design que tivesse de ser feito. Ao mesmo tempo, a maioria dos cientistas, embora guiados pelas suposições Darwinistas, continua fornecendo cada vez mais evidências do enorme conteúdo informacional das estruturas vivas. Até mesmo a suposição chave de que as similaridades genéticas são necessariamente herdadas de ancestrais comuns é negada quase diariamente pela invocação de algo chamado “transferência gênica lateral”, que explica as similaridades genéticas entre organismos que se acredita não compartilharem um ancestral comum. Atualmente, as regras autoritárias banem a hipótese do design inteligente das discussões científicas e a suprimem impetuosamente via processos judiciais. Uma cultura científica genuinamente confiável, que estivesse progredindo continuamente, confirmando suas teorias e resolvendo problemas não precisaria depender da intimidação para silenciar os dissidentes. Podem ainda ser precisos muitos anos de luta antes da hipótese do design real na biologia ser capaz de receber uma audiência justa, mas o dia desta audiência vai chegar, e eventualmente as pessoas irão se indagar sobre como uma teoria materialista tão instável como o Darwinismo foi capaz de cativar tantas mentes por tanto tempo.

Em meio a toda esta controvérsia, que futuro há para o conceito do design inteligente na ciência? O desafio do MDI ao naturalismo evolucionista está pelo menos sendo notado em todos os lugares, e parece que esse desafio deixou os líderes da elite Darwinista tão preocupados que eles julgam ser necessário tomar medidas visivelmente cruéis para manter o seu controle sobre o público e a discussão profissional. Dados de pesquisas de opinião reunidos ao longo de várias décadas e publicados em ligação com as eleições de 2004 convenceram quase todo mundo de que a maioria dos americanos é cética sobre o naturalismo evolucionista. Isto permanece verdade, apesar de meio século de esforços obstinados por parte dos educadores das áreas das ciências a fim de persuadi-los a aceitar a versão atual da teoria de Darwin e sua suposição de que o processo criativo que produziu os seres humanos e todas as outras formas de vida envolveu apenas causas não-inteligentes, como o acaso e leis da física, sem nenhum direcionamento ou inteligência. Para muitos americanos, essa teoria parece muito com uma religião. Cada vez mais o Darwinismo é protegido pela intimidação e restrições legais muito semelhantes àquelas que seriam empregadas para proteger as doutrinas fundamentais de uma igreja estabelecida. É claro que os Darwinistas acreditam sinceramente que a teoria deles está correta. É nisso que os defensores de uma crença estabelecida sempre crêem.

Porém, o mundo está se movendo em algumas direções surpreendentes, e talvez o mais importante sobre o Darwinismo e a sua filosofia associada do naturalismo evolucionista não seja a posição de dominância cultural que ele ocupa, mas sim o número muito grande de pessoas, incluindo algumas muito bem instruídas, que ainda vêem que a explicação Darwiniana da vida omite algo de importância fundamental, mais especificamente, a inteligência que torna possível a vida da forma como a conhecemos. No fim das contas, a única questão importante não é sobre quão numerosas ou poderosas são as pessoas que sustentam certa posição agora, mas sim sobre quem está certo sobre o que é verdade e o que não é. Se os naturalistas evolucionistas estão certos sobre as causas não-inteligentes terem produzido toda a diversidade de formas de vida complexas que conhecemos, sem a assistência de uma inteligência, então certamente nossos cientistas, muito obstinados e inteligentes, encontrarão uma demonstração mais convincente do processo e do mecanismo, do que variações cíclicas nos bicos de uma espécie de tentilhão. Por outro lado, se mais investigações tenderem a confirmar que a vida requer quantidades extraordinárias de informação genética complexa e especificada, então, eventualmente, o problema não resolvido acerca de onde toda a informação veio irá tomar o seu lugar na vanguarda das discussões científicas e filosóficas.

Eu ainda estou convencido de que o possível papel das causas inteligentes na história da vida irá eventualmente se tornar um assunto que os cientistas mais proeminentes desejarão abordar de forma justa. Por enquanto as organizações científicas influentes estão comprometidas de forma apaixonada com as explicações que só levam em consideração as causas materiais, então eles rejeitam de imediato qualquer sugestão de que causas inteligentes também podem ter tido algum papel. Parece que o compromisso principal deles é o apoio ao materialismo, ao invés de seguir as evidências em direção a qualquer conclusão que elas levarem.

Phillip Johnson é autor dos livros:

Como Derrotar o Evolucionismo com Mentes Abertas, Editora Cultura Cristã (2000).

As Perguntas Certas, Editora Cultura Cristã (2004).

Ciência, Intolerância e Fé, Editora Ultimato (2004).

A comercialização deste texto NÃO é permitida!

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